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Blog das aventuras de Fausto Pinheiro Pereira pelo mundo afora (bom, na verdade, Brasil e Japão na maioria...) Escrito em português



Tuesday, June 27, 2006
 
Coisas do verão

Com o fim da primavera e a aproximação do verão, muitas coisas características estão voltando: mais protetores solares (e propagandas) nas lojas, fogos de artifício e outras coisas. Há também a parte da natureza: o verde fica de uma cor mais intensa e logo as cigarras devem começar a cantar sua melodia insuportável (há mais tipos de cigarras que no Brasil, pelo barulho que elas fazem).
Uma coisa, entretanto eu achei interessante: está aumentando o número de gyarus (colegiais que se bronzeiam ou pintam o corpo com maquiagem escura e usam maquiagens brilhantes no rosto, para combinar com o cabelo descolorado - este conjunto parece uma pessoa em 'negativo'). O estranho é que até o meio da primavera, não havia nenhuma andando pela rua. Agora que a temperatura esquentou, elas estão ficando mais e mais freqüentes.
Cabe então a pergunta a respeito da natureza das gyarus (por sinal, a palavra é uma derivação do inglês girl): elas por acaso estavam em hibernação como ursos? Ou seria como alguns tipo de répteis, que se escondem embaixo da terra até a temperatura ficar favorável (o que explicaria a coloração incomum). Ou ainda, seriam elas vegetais, que desabrocharam (o que explicaria o elevado nível de diálogo)? Continua a dúvida.
 Há uma teoria que diz que elas foram afetadas temporariamente por uma epidemia de Ebichan (a personalidade Yuri Ebihara), que fez com que as gyarus mudassem temporariamente de pigmentação. Mas aparentemente, o sol foi forte o bastante para fazer com que elas trocassem de pele, voltando a assumir suas feições originais...
Grande Letra
Fausto
01:21

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Está chegando a hora...

Daqui a pouco tempo vai começar a temida estação do verão (='quente para burro'). Felizmente (ou não) esta estação é precedida por um período de chuvas, chamado Tsuyu, que dura cerca de um mês. Por causa dele (ou com a ajuda dele), o clima fica extremamente úmido, o que faz com que o calor fique perto de insuportável.
O pior é ver malucos por aqui (especialmente malucas) que, por causa do medo dos raios ultravioleta, vestem roupas longas, usam luvas que vão até o cotovelo e ainda por cima usam viseiras tão grandes que parecem máscaras de soldadores. Depois dizem que eu é que espalho o medo pela cidade... :)
Grande Letra
Fausto
01:07

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Tuesday, June 20, 2006
 
Tietes Vândalas

Uma empresa de telefones celulares começou recentemente uma campanha publicitária que usa como garotos-propaganda um grupo de cantores com jeitão de Menudos. Faz sentido escolher cantores populares, para atraír certo público-alvo. Mas talvez a escolha tenha sido errada. Ou talvez, escolheram pessoas populares demais.
Ontem, no trem de volta para casa, notei que faltavam muitos posteres no vagão onde eu estava. Logo descobri a causa: umas adolescentes estavam arrancando-os para levar para casa. Eram justamente os posteres da citada empresa de celular, que tinham as fotos dos cantores. Não sei se elas tinham tirado todos (mais de 20), mas elas não tinham a menor preocupação de esconder o que estavam fazendo. Aproveitando que o trem tinha ficado vazio, subiram no banco (depois de tirar os sapatos) e pegaram dois pôsteres que estavam mais perto do teto. As pessoas em volta olhavam sem reagir.  Parte da política metropolitana mundial que diz que é melhor não reagir se não tem nada a ver com você...
Foi a primeira vez que eu vi algo assim acontecer por aqui. É interessante. Justamente quando você imagina que não vai ver mais nenhuma novidade, aí é que aparece uma bem na sua frente... :)
Grande Letra
Fausto
19:08

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Saturday, June 17, 2006
 
Memória 'fotográfica'

Eu não me considero uma pessoa de memória ruim. Pelo contrário, eu mesmo me surpreendo com algumas coisas que eu lembro, apesar de tê-las visto ou ouvido apenas uma vez. Admito que tenho mais facilidade para guardar conhecimentos triviais. :) Como não conseguia lembrar de algumas coisas, utilizava meus amigos como banco de dados. (obrigado, Burning e Parn). Outras coisas, se tiver uma 'dica', eu lembro com mais facilidade. Para isso, as fotos ajudam bastante.
Estava vendo algumas das centenas de fotos que eu tirei nesse ano. Tinha coisas que de fato eu não lembrava que tinha feito. Mas, uma olhada nas fotos bastou para lembrar detalhes mínimos dos acontecimentos do dia. Talvez por isso, eu goste tanto de tirar fotos. E por que não compartilhar um pouco da minha 'memória'? Para isso, eu tenho os blogs de fotos (nos 'meus links', na esquerda). Veja sempre que tiver tempo.
Grande Letra
Fausto
16:37

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Thursday, June 15, 2006
 

Estranhas bolsas japonesas

 

Hoje no trem eu estava tranquilamente lendo um bom livro, o que misteriosamente faz com que o trem ande mais rápido (pelo contrário, a ausência de livros ou música desacelera os trens e ônibus. A relação entre a potência do motor dos trens e os livros  é algo que só um especialista, como um engenheiro seria capaz de explicar...).[

Em certo momento, ouvi um ruído familiar. Soava como 'mii, miii, mii'. Mas não fazia sentido, filhotes de gato não costumam utilizar transportes públicos (pelo menos não naquele horário). Olhei para tentar descobrir a fonte dos miados e vi uma mulher fazendo cafunés na bolsa azul que tinha pendurada no ombro. Mais estranho, os cafunés pareciam acalmar a bolsa.

No ano retrasado tive uma experiência parecida. Num dia, na época em que a Maressa veio me visitar, uma mulher se sentou no banco de frente ao nosso, colocando sua bolsa no assento ao lado, que estava livre. Tinha algo estranho na bolsa, que me chamava a atenção. Não era a forma ou a cor, era outra coisa. Meus olhos se fixaram num ponto e eu percebi: a bolsa estava olhando para mim.

Não acho nada incomum pessoas levarem seus bichos de estimação para passear. O que eu acho estranho é que elas raramente deixam que eles realmente 'passeiem'. Vida de cachorro (ou gato) no Japão, tem outro sentido. Ser alimentado com comida de primeira e ser carregado confortavelmente o tempo todo é algo que só é possível entre reis e outros tipos de exploradores de trouxas entre os humanos.


 

Grande Letra
Fausto
00:19

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Thursday, June 08, 2006
 

Poltronas especiais

Uns dias atrás fui numa loja de eletrônicos e vi um monte de poltronas caríssimas à venda. Eram, na verdade, poltronas de massagem. Como ninguém arriscaria investir uma fortuna num produto desconhecido, todos o mostruário era usado para demonstração. Havia vários tipos. Resolvi experimentar o mais caro. Visualmente, era uma mistura de cadeira de tortura com poltrona reclinável, inclusive tinha um aparato no descanso do braço, que parecia pronto a fechar e prender os braços a qualquer instante... Havia também um controle para reclinar a poltrona e/ou mexer o apoio dos pés. Sentei na poltrona e ajustei para uma posição mais relaxada. Apertei o botão de massagem total. Como imaginei, as travas do braço se fecharam, segurando firme os braços. Não era forte o bastante para machucar, mas um pouco incômodo. Em seguida, os pés também foram travados, mas só lateralmente (é claro que eu poderia 'escapar' a qualquer tempo). Em seguida, veio a pior parte. Dentro do encosto, havia uns rolamentos, que lembravam os patins tipo 'Roller blade', que ficavam mexendo de cima para baixo e espremendo a coluna. A sensação ia do levemente desagradável até dor quase agoniante. Tinha uma hora que parecia que alguém estava tentando atravessar as minhas costas com patins. Estava parecendo aquela cena do filme 'Alien - O 8º passageiro'.

Desliguei a máquina e saí. Ninguém merecia uma tortura assim, pensei. Por outro lado, a dor que eu tinha nos ombros naquele dia tinha diminuído. O resultado, então não tinha sido tão ruim. O engraçado é que as pessoas que estavam experimentando as outras poltronas não pareciam sentir nenhum desconforto. Vai ver eles eram menos sensíveis à dor (ou só masoquistas).

Bom, a longo prazo deve ser algo que realmente ajude pessoas que tem problemas nas costas ou dores musculares. Afinal, ninguém iria pagar uma fortuna de mais de 3 mil dólares por uma máquina que parecia ser capaz de replicar em casa técnicas milenares de tortura oriental. Ou iria?

Grande Letra
Fausto
01:16

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E nós também!

Hoje, quando estava voltando para casa, ouvi três japoneses conversando. Parece piada, mas foi exatamente isso que eu ouvi:
- Você conhece o Tanaka?
- Como é que ele parece?
- Ah, é aquele cara com jeito meio asiático...
- Hm? Todos nós somos asiáticos...

Coisas da vida...

 

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Fausto
00:55

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Wednesday, June 07, 2006
 

Vôo celular

Mais uma vez eu sonhei que podia voar. Pensava que esses tipos de sonho iam acabar junto com a minha adolescência, mas estava enganado.
Desta vez, eu me baseei no vôo de insetos para tirar os pés do chão. Eu estava na sala da minha casa, observando uma mosca voando. Percebi que ela utilizava as correntes de ar ascendentes(*) para manter a altitude de vôo. Resolvi que eu podia fazer o mesmo. Só que percebi que faltava algo: não tinha nenhum aparato que me desse aerodinâmica suficiente para aproveitar as correntes de ar. Foi aí que eu lembrei que tinha o meu telefone celular no bolso que, como todos sabem, possui um grande desempenho aerodinâmico. Munido de minhas 'asas', foi fácil. Segurei o celular com o braço direito esticado e peguei um pequeno impulso. Levantei os pés do chão e cruzei as pernas. Pronto: estava voando. Devido às limitações de espaço, não era muito divertido. Nem muito interessante de se ver, imagino. Além do que, era difícil manter a estabilidade, estava tendo problemas em controlar o celular. Mas acho que serviu como treino. No próximo sonho, vou ver se consigo voar em campo aberto. Estava pensando em usar o controle da tevê desta vez. Talvez seja mais fácil de controlar...:)

* Engraçado como qualquer loucura faz sentido em sonho...

Grande Letra
Fausto
10:28

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Saturday, June 03, 2006
 
Liberdade

Quando eu cheguei em Tóquio, em 2003, fiquei espantado com o estilo das roupas por aqui. Tem de tudo. Desde velinhas de cabelo verde ou azul, garotas com roupas que lembram bonecas de porcelana e até rapazes que vestem roupas tão estranhas que (apesar de serem roupas caras) dá vontade de dar um troco para eles.
Depois de dois anos, minha opinião mudou. Agora eu acho legal. Não quer dizer que eu tenha vontade de me vestir diferente. Eu acho legal é que haja tanta liberdade de escolha. Você pode se vestir do jeito que quiser que ninguém reclama (pelo menos na cara).
É claro, essa liberdade não é absoluta. A vestimenta para trabalho, por exemplo é bem rígida. Mas também, se não fosse assim, seria estranho. Imagine pessoas indo para a empresa de paletó roxo com bolinhas verdes e bermuda 'social'. Bom, não excluo a possibilidade, mas nunca vi nada assim por aqui.
Grande Letra
Fausto
11:10

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Friday, June 02, 2006
 
O calor está chegando...

Lembram do que eu falei sobre "As quatro estações do ano" japonesas (post de 03 de março)? Preciso fazer uma pequena correção. Entre as estação 'Fria com flores' (que normalmente é chamada primavera) e a estação 'Quente para burro' (o verão), há uma pequena semi-estação de clima agradável. O únco problema é que sua duração pode ser medida num cronômetro.
Teve sim, alguns momentos de clima agradável. Mas gradualmente está esquentando e logo, o 'Quente para burro' vai chegar com força total...
Grande Letra
Fausto
12:33

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Thursday, June 01, 2006
 
Coisas maritais...

Hoje, tive mais uma das experiências essenciais à vida de casado.
Hoje, como todas as quintas, foi de fazermos a limpeza da casa. Eu estava aqui no escritório, cuidando do computador, quando ouvi minha esposa soltar um grito fino no quarto. Fui correndo, não para o quarto, mas sim para a entrada, para me armar de chinelos. A ameaça já era conhecida. Cheguei no quarto (bem, a casa não é pequena, mas também não é tão grande, então não há realmente muito distância entre a entrada e o quarto), de chinelos em mão, para ver a Maressa saindo assustada.
O agressor era uma temível lagartixa, que apareceu na varanda. Minha tarefa era simples: expulsão ou extermínio. Como eu tinha pena do bicho, optei pela primeira opção. Mas onde é que ele(a) estava? Pelo que a Maressa disse, a lagartixa tinha fugido na hora que ela gritou. Eu procurei, mas seu paradeiro continua desconhecido. Fechei as janelas e procurei pelo quarto, para garantir que ela não tivesse fugido para dentro de casa. Provavelmente, depois do susto, ela não deve voltar de qualquer jeito (pelo menos até amanhã, talvez?)
Pensando bem, a fuga da lagartixa é algo mais que lógico: é essencial (para ela). Já ouvi pessoas falando que certos bichos (como gatos) são covardes. Mas isso não parece justo. Se eu visse uma criatura centenas de vezes maior que eu (como deve ser para a lagartixa), eu fugiria sem pestanejar também. Mesmo que fosse apenas algumas vezes maior que eu (como é o caso do gato), daria no pé. Vendo deste ponto de vista, é estranho que nós, seres humanos, fujamos de criaturas tantas vezes menores...

PS: Segundo a Maressa, a lagartixa não era transparente e magra, como as nossas. Era cinza e gordinha o que, realmente, a faz parecer muito mais ameaçadora...
Grande Letra
Fausto
20:47

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Capa Cão!

(Obs: Eu sei que é um assunto meio fechado mas, afinal, o blog é meu. :)Se você não tem interesse em animação japonesa, pode pular este post. Os outros, continue vendo )(Obs2: Eu estava pensando em escrever isso já tem algum tempo, mas tempo é justamente o que eu não tenho tido recentemente...


Eu recentemente tentei assistir de novo o OVA do Street Fighter Zero. Sem sucesso, é claro. O filme é uma porcaria inacreditável. E olhem que eu me considero uma pessoa bastante generosa em termos de crítica, a ponto de considerar como 'assistíveis', certas animações que foram para meus amigos, no mínimo, torturantes.

E aproveito a oportunidade para comentar sobre a famosa produtora de video games, Capcom,  que parece não ter muita cabeça para produzir outras coisas. Os jogos da Capcom, na maioria, são bem legais e alguns títulos desta empresa estão entre os meus favoritos. Mas quando se trata de animação, o assunto é outro. Vamos a algumas pérolas:

Street Fighter: The Animated Movie: Eu fiquei extremamente ansioso para assistir esse. Passou nos cinemas do Brasil e eu não perdi a oportunidade de ver na telona, junto com meus amigos. O resultado: ótimas gargalhadas. A produção foi caprichada sim, mas apenas no que se refere à animação. A trilha sonora não é nada memorável (eu não consigo nem lembrar se de fato tinha alguma música, devia ter). As vozes, são um assunto à parte. É preciso muito esforço para contratar uma equipe tão ruim de dubladores. Sinceramente, eu continuo achando que a distribuidora que passou a animação no Brasil e fez a dublagem deve ter escolhido qualquer pessoa na rua, que por acaso estivesse passando na porta na hora da seleção do 'elenco' de dubladores. Até o padeiro da esquina (que, como a maioria das pessoas aqui, é japonês nato), teria um desempenho melhor. Bom, no final das contas, valeu as risadas.

Street Fighter: O filme Nâo há muito que comentar, o filme fala por si só. Jean-Claude VanDamme atuando no papel principal de uma história imbecil (o que não é novidade). A única coisa que podia salvar o filme era a presença de Raul Julia, que atuava como vilão principal. Uma lástima que um filme desses tenha sido um dos últimos (senão o último) em que o ator participou.

Street Fighter: The Animated Series(desenho americano): O que foi isso? Eu sei que foi vagamente baseado no filme (também americano), mas não acho que seja uma boa idéia apostar qualquer dinheiro em um cavalo moribundo. Devia ter alguma história, mas eu sentia dor de cabeça nos cinco primeiros segundos de exposição a esse desenho e mudava de canal. Num dia, num esforço heróico, eu consegui assistir a um minuto inteiro, para me arrepender disso até hoje. Uma porcaria total, com cenas de imbecilidade traumatizantes. Proximo!

Mega Man: Desenho americano, feito para parecer vagamente anime. Muito ruim, apesar do desenho dos personagens ser parecido com o do jogo original. A músca de entrada (que consistia de cinco palavras repetidas à exaustão) dá uma idéia geral de como o desenho é imbecil. Não vale escrever muito mais sobre ele, então vou para o próximo.

Darkstalkers OVA (japonês):Bem feito, com alguma história e trilha sonora aceitável (eu acho, não consigo lembrar direito). Mas, pessoalmente, não chegou a ser interessante o bastante para eu assitir o terceiro. Um dia eu vejo e adiciono um comentário à altura.

Darkstalkers: The Animated Series: Desenho americano, feito pela mesma produtora do SF:TAS (acima), eu acho. Não consegui assistir mais que três segundos. Felizmente, o controle remoto estava perto o bastante da minha mão para mudar o canal a tempo. Por incrível que pareça, parece pior que seu predecessor (?)...

Street Fighter II Victory: Finalmente, algo de bom! Na verdade, muito bom. eu acho que este foi o melhor anime baseado em jogo que eu vi até hoje. A história é muito bem elaborada e há um bom aproveitamento dos vários personagens (os personagens secundários tem aparições menores mas, na maioria, significativas para a história). Música interessante e memorável. A animação é bem feita para a época e a produção geral foi bem cuidada. Diferente de tudo o que foi falado até agora, esse consta entre os meus favoritos. Como infelizmente, a vida não é um mar de rosas, vamos ao próximo e, felizmente, último.

Street Fighter Zero: OVA: A pérola entre as pérolas. De todos os que eu falei até agora (com exceção do SFIIV), só este foi capaz de causar sofrimento físico. Não sei se há algum tipo de mensagem subliminar incluída, mas desde os primeiros minutos, eu senti como se o meu cérebro estivesse tentando fugir do crânio, como se fosse alguém preso num quarto junto com um tigre selvagem. A história, bem... não há nada que eu consiga lembrar que parecesse de fato com uma história. Havia uma seqüência de coisas acontecendo. Imagino que tivesse alguma relação entre elas, mas não era tão aparente. Sei que tinha um trecho falando sobre o Satsui no Hadou, que é a energia que gera o instinto assassino do personagem Gouki (Akuma, na versão americana) e que afeta o personagem principal, Ryu (do jogo e deste filme), que tenta se livrar de sua influência e não virar um novo Gouki. Na verdade, eu peguei essas informações do jogo Street Fighter Zero 3. No filme, há algo parecido que afeta o herói mas, durante os 'piripaques' de Satsui no Hadou, ele só ficava parado, babando, até seus olhos eventualmente ficarem vermelhos. O que seria isso? Alucinógenos que passam pelo ar? LSD spray? O 'vilão' desta história é um dos mais ridículos que eu já vi. Só não vou comentar muito por ser contra fazer grandes spoilers (embora talvez tenha feito um ou outro neste post). De qualquer forma, o desenho é ruim de assistir, mesmo vendo avançando a fita/DVD. O pior é que é ruim por inteiro, então até hoje não consegui assistir ao final direito. E nem vou tentar. Se há algum tipo de energia que estimule o instinto assassino nesta animação, ela deve ter sido direcionada para enfurecer os infelizes que ousaram assistir esta porcaria por mais de dez minutos...


Conclusão: A Capcom deve ser com certeza uma empresa com uma enorme margem de lucros, para poder licenciar projetos idiotas como os que foram lançados até agora. O estranho é que aparentemente os diretores não aprendem com o tempo: a maioria das porcarias foi lançada depois do SFIIV. Há uma outra possibilidade a se pensar. Talvez a mesa diretora, quando aprova um novo projeto de animação, resolva dar o dinheiro e o papel de diretor a qualquer pessoa que esteja passando pela entrada do prédio na hora. Isso explicaria a maioria das 'pérolas', que parece ter sido dirigida/dublada/animada por faxineiros, padeiros, crianças, zumbis e/ou macacos. Vou ver se descubro onde fica o prédio da Capcom. Quem sabe um dia eles não me chamam para dirigir um anime também... :)

Grande Letra
Fausto
20:31

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