Mais um terremoto! Fui!
Hoje é o dia. Estou pronto para voltar para casa. Falando nisso, mudei de endereço, mas vou falar sobre isso só no Brasil...
Pelo jeito, o Japão vai sentir minha falta. Ontem teve duas borrascas justamente na hora em que eu estava fora de casa e sem guarda-chuvas. Mas não foi uma surpresa. Para melhorar, quando eu estava no chuveiro hoje, começou a sacudir tudo. Mais um terremoto. Ele foi mais forte no norte, mas não foi lá essas coisas por aqui. Bom, mais novidades quando eu chegar em casa.
Uma semana bem aproveitada
Da sexta-feira passada até anteontem, posso dizer com certeza que aproveitei bem os dias.
Na sexta, depois do trabalho (um bico que eu tenho às sextas-feiras), parti para Nagoya, na província de Aichi, para me preparar para o que me esperava no dia seguinte. Estava quente, como esperado e eu não fiz muita coisa de novo, mas pude passear bastante pela região que circunda a estação central. Resolvi passar a noite em um cyber-café que, por incrível que pareça era bastante confortável. Acabei descobrindo que é uma opção viável para hospedagem barata no Japão, contanto que se tenha um pouco de paciência e resistência física (não dá para relaxar completamente, é meio como dormir em um ônibus-leito (ou super-leito). Mas tem vantagens como tevê e internet o tempo todo, além de bebidas grátis (na verdade incluídas) à vontade. Tem até um (e apenas um) chuveiro que pode ser usado sem taxas adicionais. Tudo por um pouco mais de 12 dólares.
No dia seguinte, usei todos os recursos oferecidos pelo estabelecimento, incluíndo o chuveiro. Não ousaria chegar nem um pouco menos que impecável num evento como o que me esperava: o casamento de uma amiga. Tive um pouco de dificuldade para interpretar o mapa que tinha recebido, mas consegui chegar a tempo. A cerimônia foi realizada na igreja batista de Nagoya, totalmente em Japonês. Foi muito bonita e não faltaram elementos essenciais como a mãe da noiva chorando de emoção. Depois, fomos a um almoço de celebração, realizado em um restaurante muito bonito, numa parte diferente da cidade. O almoço foi em estilo francês (pelo menos me pareceu), com vários pratos muito saborosos e sofisticados (pelo que eu soube, o cardápio foi escolhido pelos noivos que, por sinal, têm muito bom gosto). Eu gostei bastante. Só fiquei nervoso ao fazer o discurso de homenagem aos noivos. Como os noivos iam partir para uma viagem logo em seguida, me despedi deles e da família.
Depois fiquei rodando pela cidade, me preparando para o dia seguinte. Aproveitando que estava em Nagoya, usei a chance para ir ver a Feira Mundial que esta sendo realizada até o dia 25 de setembro.
A feira mundial foi interessante, mas cansativa. Para piorar ou estava muito quente ou chovia, como tem acontecido com freqüência este verão. Felizmente deixei a minha mochila na estação, então não tinha muita carga. Não conseguiria andar por onze horas com carga total. Trouxe só o essencial: câmeras (vídeo e foto) e dois sanduíches, porque a comida na exposição é famosa por ser cara até para japoneses. Talvez por culpa do calor, minha impressão geral sobre a feira não tenha sido muito boa. Não descarto a possibildade de ter tido expectativas excessivas quanto ao evento. No final, foi legal, mas não tanto quanto eu esperava. Dos eventos principais, não consegui ver nenhum, por causa das filas quilométricas (no mínimo uma hora de espera) ou por não saber do sistema de reserva (para entrar em alguns pavilhões) até ter chegado no local. Depois de uma passada nos pavilhões específicos, ví os pavilhões de todos os países participantes. Não havia uniformidade nenhuma nos pavilhões. Cada país fazia o que queria para 'vender seu peixe'. Havia quem colocasse obras de algum artista, ou quem colocasse só fotos da natureza de sua terra natal, e até apresentações em vídeo 360 graus. Estranho o Brasil não ter colocado nada, nem ao menos reaproveitado material de algumas exposições anteriores. Nem ao menos no pavilhão ecológido dos países amazônicos mostrou presença. Ouvi dizer que havia uma barraquinha de comida, mas não tive o menor interesse em ver. Destaque para o trem de levitação magnética, que a gente teve de usar para chegar até a exposição. Vi várias outras coisas interessantes das quais falo em outra hora. Agora o dia seguinte.
Na noite do mesmo dia, fui para uma cidade próxima, visitar meus futuros primos (o primo da minha noiva e sua esposa). Pude ver que eles continuam bem e agora têm negócio próprio, um salão de cabelereiros na cidade. Aproveitei o convite e no dia seguinte fui com eles para a praia ver o mar e nadar um pouco. E também para fazer um churrasquinho na praia. Fomos na província de Fukui, a uns duzentos quilômetros. Foi diverido, e a praia era muito bonita e me surpreendeu muito, já que todas as praias nipônicas que tinha visto até então eram muito feias. Fotos e filmagens tiradas (e depois de comer um monte de carne e nadar bastante) voltamos. No dia seguinte me despedi deles e voltei para Tóquio, para dar seqüência no dia-dia local.
Não posso deixar de dizer que ontem fui a uma churrascaria para fazer o almoço de despedida de um amigo que está voltando agora para o Brazil. Sei que dois churrascos seguidos não fazem muito bem, mas é uma oportunidade que não podia deixar de passar. Foi pelo bem do meu amigo, afinal. :) hehe