Relembrando...
Pequena atualização
Há algum tempo eu não atualizo o meu blog. Tinha um bom motivo, estava (e ainda estou) com minha namorada, rodando pelo Japão (na verdade, apenas em alguns lugares do país). Finalmente achamos um tempo para escrever sobre nossas recentes aventuras.
O início foi, é claro, em Tóquio, onde pude mostrar e rever lugares conhecidos,como Shinjuku, Harajuku, Shibuya, o Palácio Imperial, Asakusa, o rio Sumida (excelente passeio de barco), entre outros. Apesar das primeiras dificuldades que ela enfrentou, devido ao fuso e às novidades gastronômicas, finalmente ela conseguiu se acostumar e descobrir pratos com sabor mais agradáveis ao seu paladar. Não vai ser desta vez que eu vou oferecer a ela delícias da culinária japonesa, como natto (feijão fermentado) inago (gafanhotos em conserva) ou tororo (raspa de raiz babenta, parecida com inhame).
Mesmo assim, ela já teve desafios suficientes, encarando frutos do mar diversos, como lula, que tem presença garantida nos conhecidos Yakisoba e outros, que já garantiram a ela uma boa dose de terror na última visita ao supermercado.
Bom, deixando a comida de lado e saindo de Tóquio, fomos a outros lugares. Por melhor que seja a cidade, não ir ver outros cenários do Japão seria um desperdício total da oportunidade. Para facilitar a orientação nesse artigo, vai aqui um subtítulo:
Nikko
Nossa primeira parada longe da região de Tóquio foi a pequena cidade de Nikko, onde fica o conhecido (pelo menos entre os japoneses) parque nacional de Nikko.
Foi a primeira viagem longa de trem que fizemos (se não levarmos em consideração o pequeno 'passeio' desde o aeroporto até o centro de Tóquio, que levou mais de uma hora e meia), com direito a belas vistas, na maioria ignoradas por nós, já que estávamos bem cansados... Mas o que vimos foi bem aproveitado. Chegando na cidade, nos lembramos de algo muito importante: não tinhamos feito reserva em nenhum tipo de alojamento. Enquanto a gente não encontrasse algum tipo de pensão que fosse, era garantida a nossa estadia no relento. Por isso, nossa primeira parada na cidade foi o centro de atendimento ao turista. Lá, nos informamos dos melhores lugares para ver na cidade e opções de hospedagem. Depois de algum tempo de avaliação, resolvemos pegar a opção mais barata de hotel, nas proximidades do lago Chuzenji. Para ser sincero, a impressão de que tinham nos passado a perna não saía de nossas cabeças. Acabamos comprando também o passe de ônibus de dois dias, que se mostrou mais que útil depois.
Chegando no hotel, após o primeiro uso do passe, vimos que estávamos enganados quanto a nossa hospedagem. O quarto era muito confortável, em estilo japonês, com vista para o lago. Como não estávamos lá para ficar só no hotel, deixamos as malas no quarto e fomos aproveitar o passeio em torno do lago. O lago Chuzenji, a mais de mil metros de altitude (preciso confirmar), e quinhentos acima da cidade de Nikko, é considerado um dos mais bonitos do Japão, não sem motivos. Vimos também um pequeno santuário xintoísta, Nantai-san Jinja, que deixamos para ver melhor no dia seguinte. Demos um pulo de volta na cidade, para tentar ver o santuário Toshogu. Por causa do tempo (ou melhor, da falta dele), decidimos deixar para depois. Meio sem opções para o primeiro dia, demos uma olhada por aí e voltamos para o hotel.
Nesse dia, minha namorada passou por mais uma experiência nova: o onsen (banho em termas naturais), visualmente parecido com o banho em estilo japonês, com a diferença de usar águas quentes de jazidas naturais para aquecer a grande banheira central (usada para relaxamento e não limpeza). Felizmente para ela, não havia mais ninguém lá naquele horário, e ela pode desfrutar com mais tranquilidade a nova experiência.
No dia seguinte, fomos ver o que o lago Chuzenji tinha para oferecer. Nossa primeira parada no santuário que deixamos de ver no dia anterior. Lá, encontramos com um grupo de turistas da terceira idade, vindo da cidade de Tochigi (nome também da província onde fica Nikko), que estavam se divertindo com o passeio e com o jogo de achar as sete estátuas dos conhecidos Sete deuses da felicidade (Shichifukujin). Acabamos descobrindo que o santuário se estendia até o topo da montanha onde estava o prédio principal. Tentamos subir um pouco o monte, pelas escadas, mas logo desistimos. Daí rumamos para nossa próxima parada: o templo Chuzenji
O templo dá nome ao lago, logo percebe-se sua importância à região. Durante o passeio, descobri um pouco mais sobre a sua história. Infelizmente os detalhes me escapam, mas incluíam coisas sobre um famoso monge que iniciou a pregação do budismo na região a partir da construção deste templo, e coisas assim. O templo era médio em tamanho, mas grande em significação e beleza. A vista também não era de se jogar fora. Dava para ver o lago todinho.
Em seguida, fomos à antiga embaixada italiana (unidade de campo) usada no passado como refúgio do calor nos dias de verão.
Depois disso, voltamos para frente do Chuzenji, onde pegamos um barco para dar um passeio pelo lago. Estava um pouquinho frio, mas não chegou a atrapalhar. Chegando novamente em terra, fomos em direção da última atração do dia. No caminho, nos deparamos com algo um pouco inusitado: um macaco andando na rua. Tirei umas fotos e segui caminho.
Depois de mais uns minutinhos de caminhada, chegamos na cachoeira Kegon. E foi na hora certa. O sol estava se pondo bem em cima da cachoeira e dava para ver alguns raios de luz. Não tinha muita gente em volta, o que tornava o momento mais gostoso de se aproveitar a dois.
Continuo depois.

