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Sobre este blog
Blog das aventuras de Fausto Pinheiro Pereira pelo mundo afora (bom, na verdade, Brasil e Japão na maioria...) Escrito em português



Tuesday, August 31, 2004
 

Já que o que importa é vender...

Uma grande cadeia de lojas de medicamentos começou uma série de propagandas falando que o importante para manter a saúde é tomar cuidado e, para isso é recomendável a auto-medicação

Interessante ver como algo que nós combatemos doidamente é passado como o mais apropriado para ter boa saúde. É uma grande diferença de 'opiniões'. É claro, eu acredito que a gente está certo...

Grande Letra
Fausto
04:59

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Friday, August 27, 2004
 

Godzilla ao seu alcance

Achei um link muito interessante, onde ensina a fazer origami de monstros! Agora você pode fazer o seu próprio Godzilla! Infelizmente, não aprendi como fazer o origami soltar labaredas atômicas...

Clique na imagem em acima para espalhar o terror em Tóquio com seu monstro de papel!

Grande Letra
Fausto
12:47

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Wednesday, August 25, 2004
 

Em caso de emergência...


Achei legal essa placa. Tá certo, se tiver uma calamidade, certas ruas não devem ser usadas. Daí a placa indicando. Só espero que não vire uma daquelas rotas de fuga exclusivas para autoridades e figurões...

Mas para que o bagre?

Grande Letra
Fausto
05:08

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Para o Fuji, e avante! (parte 2)

Chegando na área do monte Fuji, me dei conta de que estava chovendo, e muito, e resolvi pegar abrigo na grande loja de souvenires/restaurante/centro de informações que tinha lá. Havia mais quatro estabelecimentos, mas só mais um estava aberto. Como eu ainda tinha de esperar meus amigos chegarem, fiquei lendo um livro, para ver se o tempo passava mais rápido, o que não aconteceu. No meio tempo, resolvi tomar um float, refrigerante com uma bola de sorvete flutuando em cima, ver as bugigangas que eles vendiam para enganar turistas, comprar meu cajado de caminhada com a marca do Fuji (pelo menos uma lembrança que é útil) e continuar lendo o livro...

No meio tempo, uns trovões eventuais assustaram o pessoal (raios e trovões são muito mais raros aqui que no Brasil)

Finalmente, depois de três longas horas de espera, o resto do grupo chegou. Fizemos uma pequena refeição, com os sanduíches de atum que eles tinham preparado e nos pusemos a caminhar. Felizmente a chuva tinha parado a essa altura e pudemos começar sem maiores problemas. Como era de se esperar, a montanha não tem nenhuma iluminação, fora nos alojamentos em cada estação, e as lanternas que compramos para a caminhada se mostraram indispensáveis.

Uma coisa que estava me preocupando desde o início era o peso da minha bagagem. Vi uma página falando sobre material básico para escalar o Fuji e nela frisavam muito a importância de ter líquidos em grande quantidade à disposição. Como eu sabia que os preços no topo da montanha eram mais que extorsivos, resolvi trazer um estoque para lá de generoso de água. No final, das contas, cada um estava levando pelo menos quatro quilos de água no início da subida.

Na primeira meia hora de caminhada, vi que minhas preocupações não eram em vão: já estava começando a ficar cansado, e pedi para o grupo dar uma pausinha. E fomos seguindo nesse rítimo, parando a cada cotovelo do caminho em zigue-zague que levava até o topo da montanha.

Neste sentido, escalar o Fuji não é exatamente problemático. Não é preciso de nenhum equipamento de alpinismo, já que há um caminho razoavelmente bem delineado para a subida. É claro, não é nenhuma passagem de asfalto ou pedra batida, mas já dá para o gasto. Infelizmente, mesmo isso não deixa o caminho muito fácil. Para ter uma idéia, imagine o que é subir uma ladeira de mais de dez quilômetros de extensão e mil e quinhentos metros de altura, com lombadas, escadas de degraus imensos e buracos eventuais. É mais ou menos assim que é subir a montanha.

O grupo, apesar de pequeno, podia ser separado em dois grupos: os casais e os cansados. Eu e outro brasileiro éramos a equipe da falta de fôlego. Quando ele não pedia para dar uma pausa para descansar, era eu.

O engraçado é que eu teoricamente estou em boa forma, já que ando de bicicleta pelo menos 90 minutos por dia. Mas pelo jeito, boa forma para bicicleta não tem nenhuma relação com boa forma para montanhas... Outro fator que me fazia descansar tanto era o fato de que eu (achava que) sabia a extensão da montanha, e sabia que era necessário guardar forças para o topo, que ainda estava, muito, mas muito distante (e para piorar ainda tinha a descida de volta).

De qualquer jeito, logo o casal começou a se distanciar de nós, primeiro porque tinham mais pique, segundo porque afinal de contas, era um casal, e nós brasileiros, estávamos quase literalmente segurando vela (no caso lanterna). No final das contas, acho que foi melhor assim mesmo, já que o rítmo de cada dupla era bastante diferente.

No caminho, tentei tirar algumas fotos, mas estava muito escuro para conseguir sair alguma coisa que prestasse.

Mais detalhes na terceira parte!

Uma foto de consolo! Vista do monte Fuji, lá pelas sete da manhã (spoiler?). Mais uma vez, clicando nela dá acesso à foto em tamanho real, em outra janela.

Grande Letra
Fausto
04:51

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Cuidado com as sombras!

Era só o que faltava. Não consegui dormir bem ontem e tive de acordar cedo para falar com a minha orientadora. Voltei em casa e me daparei com uma aranha na parede, um dos meus antigos medos de infância, felizmente superado. Gastei meia hora tentando pegar o bicho sem matar para poder jogá-lo fora. Mas tudo bem. Depois acabei tirando um cochilo de duas horas para me recuperar do sono perdido. Por causa disso, acabei jantando mais tarde. Mas tudo bem. Depois disso, estava me preparando para dormir quando vi que estava passando na TV a competição olímpica de saltos ornamentais. Como tinha um brasileiro, mesmo que não na liderança, resolvi ver o desempenho do sujeito. Vi até onde aguentei e, quando fiquei com mais sono, resolvi dormir. Quando estava relaxado o bastante para fechar os olhos, bateu um terremoto, que me deixou acordado por mais uma hora, em alerta. Quando tudo finalmente parecia bem, tentei dormir mais um pouco. Por causa do calor (tinha regulado o temporizador do ar-condicionado para desligar sozinho), acabei acordando e, quando acordei, vi uma sombra voando pelo teto, desde cima da minha cabeça até a direção da quina da parede do quarto com a janela.

Era efeito do sono acumulado com o cansado do dia, mais o fato de que eu ainda estava meio grogue de sono (pelo menos eu espero!). Mas, ainda assim, o susto foi suficiente para me despertar completamente. Além diso, o quarto estava fazendo mais barulhos estranhos de origem desconhecida que o normal. Resolvi dar uma arejada e comprar um sorvete na esquina (ainda bem que tem uma loja de conveniências perto, que funciona 24 horas por dia) e conversar um pouco com o pessoal da loja (eles são amigáveis).

Voltando, resolvi escrever esse artigo e esperar para ver se o sono, que o terremoto e a sombra espantaram do meu quarto, resolve me visitar de novo...

Grande Letra
Fausto
04:29

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Sunday, August 22, 2004
 

Super sonho

Hoje eu tive um sonho estranho e misteriosamente longo. Infelizmente estou esquecendo gradativamente. Vou falar dele enquanto ainda lembro das partes boas...

Eu estava eu uma estrutura turística parcialmente abandonada, com um trecho grande cravado dentro das montanhas. As montanhas, por sinal estavam completamente cobertas de árvores, e a vista é que fazia do lugar uma atração turística. Como em todos meus sonhos, o complexo de prédios era enorme e muitas seções eram como labirintos. Parecia estar parcialmente abandonado e parte em reforma. Havia ainda trechos onde os turistas podiam frequentar.

Nesta estrutura eu estava atrás de alguém (uma entidade, eu acho), que podia mudar de forma, ou possuir o corpo dos outros (ou ambos, eu não lembro). Eu, é claro, tinha meus superpoderes. Não lembro de tudo que eu podia fazer, mas lembro que eu podia voar (meu poder favorito) e tinha força maior que o comum. Tá, é meio super-homem, mas eu não preciso ser original em sonhos.

Boa parte da perseguição se passou dentro da parte abandonada, onde não tinha a preocupação de envolver pessoas inocentes, outro chavão clássico. Como é de se esperar, a entidade, vendo que não tinha chances contra mim (oh, como eu sou forte! hehe), resolveu fugir. Primeiro, ela (boa parte das vezes tinha forma feminina) foi em direção a um grupo de pesquisa (sabe-se lá o que eles estavam fazendo) que estava numa seção mais obscura da estrutura, a uns 10 andares de profundidade. Era meio que um vale, havia algumas seções com acesso para cima. A entidade conseguiu se infiltrar entre os pesquisadore sem ser percebida. Eu então resolvi segui-la sem atacar, para ver o que acontecia. Nesta hora, o grupo resolveu sair, tinha acabado o expediente. (não lembro de muitos detalhes). E eu fui atrás deles.

A entidade me notou e fugiu. Eu fui atrás dela, voando. Nisso, ela foi para a parte onde estava cheio de turistas, uma seção onde havia vários andares, sendo que cada andar era mais estreito que o anterior, como um bolo de casamento. De alguma maneira, ninguém se assustava com a criatura (bom, ela parecia com gente). Eu, pelo contrário, chamava MUITO a atenção, já que estava voando. Resolvi 'aterrissar' para não chamar tanto a atenção, mas já era tarde. Um pequeno grupo de mal-encarados começou a me seguir, aparentemente pensando nas oportunidades financeiras (iam me vender para um circo?). Eu facilmente consegui despistá-los, pulando para os andares superiors (um andar por pulo).

Infelizmente com isso eu perdi a criatura de vista. A essa altura eu já não estava ligando se chamava a atenção e estava voando o quanto eu queria (o melhor, eu podia sentir que estava voando e aproveitei, já que no mundo real meus poderes de võo não são tão bons - eu só consigo ir para baixo, e muito rápido). Quando me dei conta, estava embaixo de uma área circular, fechada por uma tela gigante, que dava acesso a um jardim circular. Tentei passar a tela, mas com isso, acabei assustando o vigia, que caiu e se enroscou na tela. Eu ajudei ele a sair de lá, mas quando ele se livrou da tela, tinha virado uma 'coisa', com a forma de pera, mas três vezes maior, com consistência de pele flácida, e parecia estar cheio de gel por dentro. Ele me pediu para levá-lo de volta para casa e eu fui voando com ele até lá.

Não lembro o que aconteceu depois, pois estava quase acordando na hora. Teve muitos acontecimentos quadrinescos, infelizmente não consigo organizá-los de maneira coerente. Eu lembro de ter falado com as pessoas do ponto turístico, e de detalhes da vista (não era essas coisas, mas não era ruim também).

Um detalhe engraçado é que o meu poder de võo 'pifava' de vez em quando, então tinha horas em que engasgava, outras em que eu só conseguia dar super pulos ou cair devagar...

E eu só tinha superforça quando era conveniente. Nas outras horas eu 'esquecia' disso.

Grande Letra
Fausto
03:27

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Friday, August 20, 2004
 

Não se preocupe!

Hoje eu estava voltando de Shinjuku de bicicleta e não consegui reparar o número de policiais que estava parado em vários lugares ao longo da avenida Koshu Kaido que eu uso para ir até Shinjuku. Detalhe: não só havia muito mais policiais que o normal mas também a grande maioria estava usando proteção pesada, como colete à prova de balas e capacete blindado. Numa hora em que eu estava parado esperando o sinal abrir, perguntei para um guarda próximo, que lá estava parado, sobre o que estava acontecendo.

Como resposta, ele disse que estava tudo bem e que não havia nada para me preocupar. Como todos sabem, isso em linguagem policial pode ser traduzido como 'corra para casa, se esconda em baixo da cama e reze para não estourar perto de você'.

Não obstante o preocupante aviso de 'ficar tranqüilo', eu segui meu caminho, estava atrasado para um grupo de estudos (mas acabou que os outros se atrasaram também) e não podia cancelar o evento. Felizmente nada aconteceu (até onde eu saiba), então está tudo bem.

Mas imagino o que seria o tal do 'nada para se preocupar', já que os policiais desta vez nem se incomodaram em checar meus documentos ou procurar armas perigosas na minha mochila, como geralmente acontece quando eu fico mais de um minto dentro do campo de vista de um policial por aqui, especialmente depois das dez da noite.

Grande Letra
Fausto
05:58

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Tuesday, August 17, 2004
 

Cada um tem o seu ídolo

Graças à novela coreana Sonata de Inverno, o artista Bae Yong Joon ficou bastante popular por aqui, sendo apelidado de Yong-sama por suas vedetes. Por causa disso, já apareceu em uma ou duas propagandas. O que eu achei engraçado é como ele parece com outro ator bastante conhecido. Vejam a semelhança:


Grande Letra
Fausto
01:48

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Hierarquia no trabalho

Vi mais uma propaganda legal, que mostra que, pelo jeito, mesmo no Japão quem carrega a empresa nas costas é o funcionário comum. Vejam o que acontece com o Tanaka, neste link.

E, em seqüência, como é na casa do Tanaka.

Grande Letra
Fausto
00:37

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Finalmente uma pausa!

Como tinha falado antes, o Japão tinha batido o recorde de dias consecutivos de calor. Finalmente, ontem, bateu uma chuva forte, que esfriou o clima (mais precisamente, choveu porque esfriou o clima, mas o que importa é o resultado) e tivemos ontem agradáveis 25 graus. Até senti frio. Como eu queria que isso continuasse. Mas hoje foi quente, então não tenho tantas esperanças... Mas quem sabe chove amanhã? :)

PS:Fuji parte dois, logo! hehe

Grande Letra
Fausto
00:33

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Saturday, August 14, 2004
 

Para o Fuji, e avante! (Parte 1)

Finalmente eu consegui driblar a preguiça de atualizar o blog e falar sobre a minha mais nova aventura: a escalada do monte Fuji (de novo!)

Tudo começou quando... ei, para falar a verdade, eu não tenho certeza de quem deu a idéia de escalar o monte Fuji. No final das contas, acho que fui eu mesmo. Um amigo meu está partindo logo de volta para o Brasil e perguntou se eu topava me juntar ao grupo dele para uma viagem aos mais longínquos rincões do Japão. Eu não tinha tempo e nem disposição para tanto, e acabei sugerindo escalar o monte mais alto do país. Afinal, se não dá para ir para longe, pelo menos para cima!

Combinada a viagem, faltava só cuidar de detalhes insignificantes, como a passagem e o equipamento. Eu já tinha minha câmera e era quase tudo que eu precisava... :) De qualquer jeito, uns três dias antes da partida, já tinha pesquisado o preço e a disponibilidade da passagem (de ônibus), meio de volta, materiais necessários, enfim. Tudo que se precisa para 'escalar' o Fuji.

Meu amigo, por sua vez, também tinha feito sua parte na pesquisa e acabou ainda conseguindo mais dois cúmplices para nossa intrépida aventura: Nosso amigo português e sua namorada (e também nossa amiga) da Indonésia. No dia de comprar a passagem, a primeira supresa: não havia lugar para todo mundo no mesmo ônibus. Acabamos decidindo que eu ia no primeiro, que partia lá pelas quatro da tarde e o resto do grupo partiria às sete. Em troca, eles fariam as compras finais de suprimentos.

No dia da partida, convidei o pessoal para vir almoçar uma macarronada (para dar energia para a caminhada) no meu alojamento. A garota da Indonésia não pode vir, e os outros dois trouxeram a massa e o resto do material foi por minha conta. Enquanto eu fazia o macarrão, eles prepararam os sanduíches. Tudo pronto, fomos almoçar e nos prpeparamos para sair.

Um detalhe: foi nesse dia que eu descobri o quanto meu quarto é personalizado, de forma que praticamente só eu sou capaz de entrar e sair dele sem acabar derrubando algo ou derramar algo no chão. E descobri da pior maneira: o brasileiro quase (mas quase mesmo) derrubou a minha tevê de cima da geladeira (eu tive de pular para catar a tevê a meio caminho do chão) e o português acabou derramando metade de uma garrafinha de coca-cola sobre praticamente tudo que estava no chão.

Deixando isso de lado, acabado o almoço rumamos para a estação de trem para Shinjuku, onde pegaríamos o ônibus. Como eu tinha de sair mais cedo, fui antes. Descobri que tinha esquecido de colocar no meu cálculo de tempo o fato de que os outros membros do grupo precisavam ser guiados até a estação, porque não sabiam o caminho, então eu não podia ir mais rápido que eles até a estação (eu estava de bicicleta) como tinha planejado originalmente... Por causa disso, perdi por 90 segundos o trem rápido, que era o mais rápido da linha que eu peguei (os tipos de trem eram, em ordem de velocidade: local, rápido, expresso, expresso semi-especial e expresso especial), tendo de esperar então longos dez minutos até o próximo, que era local. Pelos minhas melhores espectativas, eu chegaria com uma folga máxima de 180 segundos o que, considerando o gigantesco tamanho da estação de Shinjuku (onde eu normalmente me perco), a perspectiva de pegar o ônibus não era nada promissora. No caminho, me posicionei de modo que pudesse correr desde a saída do trem até o ponto de ônibus. Para minha felicidade, o trem chegou quase um minuto antes do esperado.


Shinjuku à noite. Eu peguei o ônibus à tarde, mas a foto mostra onde o ônibus pára, no canto direito superior, ... Ah sim, clique na imagem para vê-la em tamanho real)

Ainda assim, quando eu finalmente cheguei perto do ponto de ônibus, pude ver o meu ônibus se encaminhando até o ponto de embarque. Desta vez, eu literalmente corri atrás do ônibus para chegar a tempo. Felizmente, foi uma corrida curta, já que o caminho era de menos de 100 metros em curva.

Resultado, dois minutos depois de eu chegar no ponto, o ônibus estava de partida. E detalhe, o ônibus saiu dois minutos atrasado!

Próximo post, continuo com mais detalhes...(e ainda ponho fotos também!)


Grande Letra
Fausto
22:43

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Wednesday, August 11, 2004
 

Um novo recorde para o Japão

Hoje o Japão comemora a quebra de mais um recorde. Infelizmente, não é muito bom para quem mora aqui. Desde noventa e cinco, essa marca não foi superada, mas finalmente depois de tanto tempo, temos mais de 37 dias consecutivos de calor acima de 30 graus! Aaargh!!

Amanhã chega o 38o dia e, para melhorar, a previsão é de pelo menos mais uma semana quente. Como aqui é uma terra de imprevistos, eu espero que comece a nevar logo, por mais improvável que seja...

Grande Letra
Fausto
18:38

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Friday, August 06, 2004
 

Nova lição: Noite em Shinjuku

No domingo passado, eu fui pela segunda vez no alojamento que fica perto da estação de Tabata, para participar de um churrasco de despedida dos alunos da minha universidade, que participaram dum programa de intercâmbio chamado ISEP, que permite a 'troca' de alunos entre universidades conveniadas. No caso do Brasil, a minha universidade tem convênio com a UFRJ (acho, corrijam-me se estiver errado). Detalhes à parte, foi uma reunião divertida. Foi a última oportunidade que eu tive de dar boas risadas com amigos e colegas da universidade, e também a última vez que o time que foi para a Tailândia pode se reunir (pelo menos por enquanto). E, para melhorar, teve churrasco. Não posso esquecer também da bandeja de inago, que um amigo trouxe para aterrorizar as garotas.

Para quem não sabe, inago é mais uma das delícias que a culinária japonesa tem a oferecer e que por si só já justifica a máxima que nós, que já estamos um pouco mais calejados em termos de Japão, dizemos aos novatos: "É melhor não perguntar o que você está comendo". Em geral, é servido em conserva e nunca vivo, e tem gosto levemente adocicado. Serve de acompanhamento para cerveja e não fica muito ruim com carne (mas eu não recomendo misturar, melhor comer um depois o outro). Sinceramente o gosto é até bom, especialmente considerando a aparência. O que é afinal inago? Ah, sim, esqueci de dizer: Grilos pretos em conserva!

Deixando o citado inseto de lado, a festa foi divertida e bem aproveitada mas, infelizmente, destinada a acabar. Chegada a hora, me despedi pela última vez e pus o pé na estrada, para pegar o último trem e evitar ter de dar uma longa caminhada de volta para casa, como tinha acontecido da última vez (na semana passada, o último trem acabou parando umas cinco estações antes de casa, e eu tive de gastar duas horas até o meu destino). Bom, desta vez foi diferente: quando eu cheguei, não tinha nem o último trem... Resultado, eu acabei tendo de ficar em Shinjuku, que é o ponto de baldeação entre a linha que leva para Tabata. 'Preso' em Shinjuku, eu acabei sendo 'forçado' a passar a noite por lá até pelo menos as cinco da manhã, quando partia o primeiro trem.

Depois de uma rodada prelimintar no lugar, fiz uma pequena boquinha, fui no fliperama, para ver se achava algum jogo novo. Tentei o OutRun2! Com gráficos 3D, a reedição do jogo ficou boa, e o volante desta vez reage como volante de verdade. Depois disso, fui dar uma olhadinha na loja 'Don Quixote', que fica aberta a noite toda. Satisfeita a curiosidade (eles vendem muitas bugigangas interessantes), resolvi partir para a próxima. Acabei parando em um bilhar, que também tinha fliperamas. Não tinha ninguém no bilhar, só uma dupla se divertindo com o jogo Avalon no Kagi, que pareceu interessante, mas viciante. Para jogá-lo, éra preciso comprar um deck de cartas (500 ienes), que é colocado na máquina para a partida (imagino que devolva no final). O jogo parece um pouco com Yugi-oh ou Magic the Gathering, meio que misturado com jogo de tabuleiro. Quando tiver tempo, dou uma olhada mais aprofundada no jogo, para ver como é mesmo. Fiquei lendo um livro que eu trouxe, enquanto dava uma olhada eventual nos caras jogando. Nisso, mais uma hora se foi.

Já eram quarto da matina, e o jogo começou a ficar chato. Resolvi dar mais uma volta e acabei me deparando com um cyber café. Eu já tinha vindo antes num desse, mas como fazia muito tempo, tinha me esquecido o quanto eram divertidos. Além do computador, propriamente dito, a taxa de 210 ienes a hora (mais 105 ienes por cada 15 minutos extras) dava direito a bebida grátis (não alcoólica), poder usar PS2 (o acervo de jogos é uma droga) assistir DVD (não chequei o acervo, por coincidência estava com uns DVDs meus na hora), mais mangás á vontadade para ler. Além disso, o espaço é uma micro-sala pessoal, com cadeira acolchoada e TV de 25 polegadas. Imagino que isso seja resultado de uma concorrência saudável... Havia ainda a opção de pagar 1280 ienes por tempo livre (isto é, a noite toda), mas como eu só precisava de mais uma hora, contada nos segundos, já que eu não queria pagar o extra, fiquei com o plano normal.

Encerrada a sessão de internet e tv, voltei a passear, aproveitando que já estava claro (o Sol só nasce às seis, mas já é claro a partir das quatro e meia), fui dar uma passada na estação, tirei umas fotos aqui e ali e, quando estava quase entrando no trem, me lembrei de um boato que dizia que o prédio da prefeitura, com 46 andares, estaria aberto para visitação desde cedinho, possibilitando talvez ver o monte Fuji (muito difícil nesta época do ano). Me pus a caminhar, e passei pela passagem subterrânea que passava da estação até a prefeitura. No caminho, vi um monte de sem-tetos, que se alojavam no longo corredor subterrâneo. Quando estava perto da saída, de repente eu ouvi um aviso, noticiado pelos auto-falantes (no Japão tem auto-falante em tudo quanto é lugar, sem exagero), mandando uma mensagem aos sem-teto, que era algo como:

- Atenção, esta área é protegida pela administração da cidade de Tóquio. Jogar lixo, como caixas de papelão (as 'camas' dos sem-teto), consiste em infração da Lei de Ruas e Estradas (eu acho que era algo assim) e Lei de Manutenção de Vias Públicas (acho). Mantenham essa área limpa. Aviso! Esta mensagem é direcionada apenas àqueles que estão em violação das leis mencionadas. Essa é uma ação da administração da cidade, para a manutenção do bem-estar de todos.

Era algo assim. Sinistro o bastante. Ou seria melhor 'Siniiiistrooo'? Interessante ver como o 'Grande Irmão' deixa sua presença clara e indubitável aqui no Japão. Isso sem falar no número incessante de câmeras de vigilância, que já se vê em toda a parte (e no Brasil também tem disso). Deixando isso de lado, me dirigi à prefeitura, para tirar umas fotos, apenas do térreo. Após gastar quase meia-hora procurando a entrada principal (as secundárias estavam fechadas) descobri que tinha ido lá à toa, a torre só abria para observação depois das dez. Meio que insatisfeito, me dirigi de volta para a estação, para rumar para casa e ter meu descanso merecido.

Além das fotos e da boa experiência, fica a lição: consultar bem a tabela de horários, para saber quando se deve voltar para casa!

Grande Letra
Fausto
04:34

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URGENTE!!!

Estava batendo o texto de cima, mas aconteceu um negócio que me motivou a escrever esse de repente!

Enquanto eu estava batendo, senti uma batida forte, como se uma pessoa pesada tivesse dado um esbarrão em mim, só que no quarto inteiro. Como eu não acredito que fosse poltergeist, tudo me leva a crer que tenha sido um terremoto. Além do que, as notícias da TV confirmaram a minha impressão.

Por sinal, segundo a TV, foi 4.9 na escala Richter, com foco a 80 Km de profundidade. Na escala japonesa (de vibração) foi de 4.

A única coisa desagradável é que depois de um terremoto fica a sensação de que tudo ainda está vibrando...

Grande Letra
Fausto
04:30

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Semana de despedidas

Como a chegada de agosto, vieram as férias. E com as férias, despedidas. Muitos dos amigos que eu conheci aqui no Japão tiveram de voltar para suas terras natais, já que seu período de estudos no Japão acabou. Houve festas, e janteres e tudo que eu pude fazer foi tirar algumas fotos, mandar abraços e desejar felicidades. Por último só me restou desejar reencontrar esses amigos no futuro. Afinal, enquanto a gente estiver vivo, é possível...

Grande Letra
Fausto
04:11

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Wednesday, August 04, 2004
 

O que é mais sinistro?

Hoje apareceu no jornal que uma clínica obstetrícia estava sob pesada investigação por ter eliminado fetos abortados, como lixo comum. E o pessoal da clínica foi para a justiça por não ter respeitado as normas de eliminação de lixo! Não sei o que espanta mais...

Grande Letra
Fausto
20:22

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Coming Soon...

Não tive muito tempo ou disposição para atualizar o blog recentemente, mas não se preocupem! Isso vai mudar!

E vou colocar novas fotos também.

Por enquanto, fica a lista de coisas para colocar:

  • Semana de despedidas
  • Nova lição: Noite em Shinjuku
  • Festival de horrores local
  • Grande Letra
    Fausto
    19:05

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