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Blog das aventuras de Fausto Pinheiro Pereira pelo mundo afora (bom, na verdade, Brasil e Japão na maioria...) Escrito em português



Friday, July 30, 2004
 

Fogo nos céus!!!

No último capítulo nós vimos como Fausto, nosso bravo herói sem senso de orientação, foi acabar em Kanagawa, por pegar um pequeno atalho na ponte errada (veja 'Pequenos atalhos'). Desta vez, ele se defrontou com uma nova surpresa: explosões no céu, causadas por uma força desconhecida!

Tudo começou no meio da tarde daquele dia, quando eu voltei para o alojamento, depois de ter feito... hmm... taí, não lembro :P. Bom, de qualquer jeito, eu estranhei o número de garotas vestindo Yukata, que é um Kimono leve de verão. Isso por aqui é sinal ou de festival (Matsuri) ou de FOGO!!! Falei com uns amigos e eles me lembraram de um evento muito significativo que acontece todo o verão por aqui. Assim que me dei conta do que estava acontecendo, parti com um pequeno grupo para ver as cenas estarrecedoras que esperavam por mim.

Depois de quinze minutos de trem, chegamos na estação de Fuda, onde seguimos o gigantesco grupo de pessoas que se dirigia para o mesmo destino. No meio do caminho, podia ouvir gigantescas explosões no céu, cujo impacto era suficiente para ser sentido com todo o corpo, a despeito da grande distância das explosões.

Finalmente chegamos à nossa parada final, onde pudemos desfrutar uma hora de um impressionante show de fogos. Segundo o anúncio do poster que falava do show, seriam mais de 10.000 fogos. Além do número, o que impressionava era a variedade de fogos. Bom, melhor que palavras, para ter uma idéia do que eu vi:











Grande Letra
Fausto
21:39

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Está muito apertado para você?<

Eu me dei conta de um negócio muito interessante em relação à 'bolha de espaço' dos japoneses. Cada cultura tem sua própria 'bolha de espaço pessoal', ou seja, o limite mínimo de distância que você permite que pessoas estranhas se aproximem de você.

Eu estava numa longa escada rolante, quando me dei conta de que a pessoa que estava na minha frente subiu mais um degrau no instante em que percebeu que eu estava atrás. Como eu já estava a um degrau de distância dela, ela aumentou essa distância em um degrau. Estranhei um pouco, e resolvi olhar em volta para ver como era o comportamento local, para me dar conta de que todo mundo mantêm a distância de pelo menos dois degraus de distância.

A exceção, é claro é nas horas de rush, onde não tem outra saída se não apertar. Aí eles baixam para um degrau de distância. Agora eu não me lembro direito como é no Brasil, pois nunca tinha prestado atenção, mas tenho a impressão de que a gente mantém pelo menos um degrau...

Grande Letra
Fausto
20:58

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Saturday, July 24, 2004
 

Pequenos atalhos

Minha irmã sempre reclamou que eu escolhia atalhos que acabavam sendo mais longos que o caminho original. Bom, era verdade. Mas eu tinha um motivo, queria evitar engarrafamentos e longos minutos a mais dentro do carro, assando embaixo do sol.

Já aqui no Japão, a história é outra. Eu não tenho carro e, como vou de bicicleta, não há engarrafamento que me pare. Só que desde que eu cheguei aqui, fui atacado por uma vontade incontrolável de me aventurar por outros caminhos. Sempre seguindo as calçadas, em caminho seguro, muitas vezes me aventuro a tentar um caminho que aparentemente não vai me levar para casa. Mas por que não tentar?

Hoje eu passei pela estação de Tobitakyu, que fica perto da universidade. Normalmente eu pegaria a esquina para a esquerda no estádio da Ajinomoto para ir para casa (eu sei que não adianta escrever isso, vou ver se tiro uma foto do lugar, para dar uma idéia melhor do que eu estou falando). Desta vez eu tentei ir pela rua do outro lado da estação, para ver onde dava. Andei um pouco, vi algumas coisas legais, segui caminho. De repente, surpresa! Uma ponte que eu nunca tinha visto. Tento atravessar ou não? A dúvida se dissipou quando eu me dei conta de que já estava do outro lado. Tudo bem, ainda tem mais uma hora ou um pouco mais de sol, vou tentar seguir a direção suposta de casa (dava para ter uma idéia muito mais clara da ponte, pois de lá dava para ver mais longe. Do outro lado do rio, mais coisas interessantes, lojas novas, vistas (relativamente) novas.

Bom, é hora de voltar para casa, pensei. Melhor então ir rumo para casa. Não sem antes passar no até então desconhecido mercado Fuji, para comprar um suco e um pedaço de melancia, que estava misteriosamente barato: só seis reais! Só um pouquinho mais caro que uma maçã gigante (25% maior que a maior que eu já vi no Brasil). Compras feitas, pé na estrada (ou melhor, no pedal) e vamos seguir o rio (uma das formas mais confiáveis de chegar aonde se quer, desde que, é claro, você esteja seguindo a direção certa). Não estava chegando nada mais perto do rio principal (que por sinal se chama Tama), então resolvi achar um posto policial para me localizar. Parei perto da estação de Nakanojima. Nakanojima? Nunca tinha ouvido falar. Nakano, eu já conhecia e sabia que não era lá. Mas Nakanojima...

Chegando no posto policial, localmente chamado Koban vi que o guarda de vigia estava ocupado atentendo uma moça que aparentemente tinha sido roubada. Pedi para ver o mapa (sempre tem um disponível) que estava pendurado na parede para me dar conta de onde tinha parado. Logo que pus meus olhos no mapa, vi uma palavra, em letras garrafais, que me deu uma noção (não muito agradável) de onde eu estava: Kanagawa-ken (província de Kanagawa). Sem me dar conta, eu tinha chegado a outra província, feito que nunca tinha imaginado!

Perguntei ao guarda a direção de casa e me pus a caminho, preparado para seguir uma grande distância. Logo cheguei às margens do rio Tama, e passei pela ponte Tama-Suidobashi, para chegar à província de Tóquio. De lá, tentei me dirigir para um ponto de referência conhecido, que infelizmente parecia muito (mas muito) distante. Em certo ponto, me dei conta de que estava perto de uma estação de trem conhecida, Komae. Boas novas: estava perto de casa, muito perto por sinal. Segui até onde eu pude a linha de trem (outra forma 'sem erro' de achar o caminho, para descobrir o quando é difícil fazer isso justamente nas proximidades da estação que fica perto do meu alojamento. Depois de contornar esquinas e travessas, finalmente cheguei em casa, cansado, mas seguro.

Até que a 'viagem' foi proveitosa. No final das contas, acabei acumulando novas experiências, vi lugares novos e, agora, eu sei como chegar em Kanagawa!

Grande Letra
Fausto
04:35

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Thursday, July 22, 2004
 
Mais uma propaganda interessante Há um tempo atrás eu vi uma propaganda que eu achei bastante interessante. É sobre chicletes de nicotina, para auxiliar quem quer parar de fumar. O interessante é ver que também tem gente que tem essa consciência por aqui. Apesar dos muitos avanços do Japão infelizmente tem muita gente que fuma e não há muitos movimentos anti-tabagistas (nenhum que eu tenha visto até agora). Mas já há focos de avanço. Fica então a dica: quem quiser parar com o vício, está na hora de dar um German Supplex (como na imagem abaixo) no cigarro!

Aproveitando a chance, o vídeo do comercial:

Grande Letra
Fausto
22:15

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Wednesday, July 21, 2004
 

Da frigideira para o fogo, do fogo para a chama atômica!

Há uns dias atrás, eu reclamei que estava muito quente. Mais uma vez, a lei de Murphy mostra sua força. Recentemente a temperatura chegou na faixa dos quarenta e ainda há a possibilidade de ficar mais quente... Melhor parar de reclamar, senão acaba ficando mais quente ainda.

Hoje quando eu estava andando de bicicleta para a universidade, até bateu uma brisa 'agradável' que trouxe várias lembranças agradáveis, tipo sauna, sopa, banho-maria... Bom, é isso aí. Só uma dúvida não sai da cabeça. Como é que um país que é tão frio no inverno pode ser tão quente no verão!?

Grande Letra
Fausto
23:13

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Tuesday, July 20, 2004
 

A maior peixaria do mundo

Umas semanas atrás eu fui visitar o mercado de peixes de Tsukiji, que dizem ser o maior mercado de peixes do mundo, pelo menos em volume negociado. É lá que ocorrem diariamente leilões de peixes entre os profissionais da área. No dia, eu fui com uma amiga e uma senhora amiga dela. Lá, nós vimos um monte de coisas além de peixes. É que nesse mercado (que na verdade parece mais um feirão) também pode-se encontrar todo o tipo de produto relacionado ao comércio e consumo de peixes, como facas, temperos, verduras (para fazer moqueca?), balanças, enfim literalmente quase tudo. Tem até algumas lojas que vendem lembranças (eu comprei meu próprio chaveiro de sushi!)

Como meus amigos devem imaginar, eu tirei algumas fotos, e aproveito a chance para colocá-las na página.

Esquerda:Esta é uma vista clássica do mercado. Pensando bem, acho que de qualquer mercado de peixes...
Direita: Este eu achei legal. Este tipo de carro é usado para transportar peixes dentro da área do mercado. Dá para ver desses aí em tudo quanto é parte por lá.

Nesta barraca tinha várias coisas feitas de peixe à venda. E não existe peixe pequeno para os japoneses. Olha só o tamanho dos peixes que eu achei. Esses eram servidos como amostra grátis. Por sinal, dá para fazer mais de duas refeições só com as amostras!

Esquerda: Companheiros de partido, fiquem de alerta! Olha o que o pessoal faz com lula por aqui!
Direita: Em muitos lugares eles vendiam camarão (além de outros crustáceos e, é claro, peixe) vivo, para você ver como o material era fresco (mas de boa família) por lá.

Por último, para mostrar como o lugar era completo, não podia faltar lugar para comprar pratos e vasilhas (esquerda) e, como é difícil aguentar para voltar para casa, para poder comer um prato de peixe fresco, havia muitos restaurantes (alguns de excelente fama), para os esfomeados poderem satisfazer seus desejos mais secretos (os japoneses tem uma grande predileção por peixe absurdamente fresco).

Grande Letra
Fausto
15:12

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Sunday, July 18, 2004
 

Vamos chacoalhar os esqueletos!

Hoje eu fui em Akihabara com meus amigos. Lá pelas duas horas, quando a gente estava no sexto andar de um prédio perto da estação, notamos que tudo estava chacoalhando. Isso mesmo: terremoto!. Sem ruído, sem musiquinha de suspense, sem nem um tipo de aviso. Durou quase um minuto, mas não foi forte o bastante nem para derrubar um produto das prateleiras... Mas é melhor assim. Quanto mais terremotos fracos e médios, menor a chance dos grandes chegarem. A única coisa frustrante é que ninguém além de nós, estrangeiros, parece se importar com o fato de o prédio inteiro estar sacodindo...

Grande Letra
Fausto
02:38

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Uma preciosa lição dos céus

Ontem eu tive apenas uma aula à tarde e estava tranquilo para chegar na universidade. Calculei o tempo até direitinho, mas não tinha considerado o fator imprevisto e acabei saindo atrasado dez minutos (isto é, chegaria dez minutos atrasados na aula ou cinco se corresse o bastante). Escolhi o caminho que passava pelas margens do rio Nogawa (mas numa calçada protegida e segura), pois lá tinha menos pessoas na rua (quase ninguém) e eu podia dar mais velocidade para compensar o atraso sem correr nenhum risco desnecessário.

Quando eu estava a dez minutos da universidade, começou uma chuva de verão semi-diluviana, com direito até a trovões distantes (é bem difícil ter raios e trovões por aqui), que me forçou a pegar abrigo embaixo de uma cobertura para não ficar totalmente encharcado (estava só parcialmente molhado). Para melhorar, foi exatamente numa região com poucas coberturas disponíveis e longe de uma estação de trem ou ponto de ônibus, então só restava encarar a chuva para poder assistir a aula.

Quando a chuva ficou mais fraca, tomando todo o cuidado para não escorregar ou me envolver em qualquer uma dessas situações humilhantes que acontecem quando a gente está com pressa, tipo um carro passar por uma poça de lama e espirrar uma generosa quantidade de sujeira, finalmente pus o pé na estrada,. Só para ser pego por mais uma borrasca no meio do caminho e ser forçado a pegar abrigo de novo. Em cada um dos abrigos havia uma pessoa parada, esperando a chuva diminuir. Como em ambos os casos não tinha interesse nem em tecer um comentário insípido em relação ao clima, fiquei em silêncio. Como reza a praxe japonesa, o outro lado nunca se manifestava espontaneamente. Por duas vezes eu experimentei longos intervalos de três ou quatro minutos...

Baixou a chuva e novamente eu continuei minha cruzada até a universidade. Como eu esperava, a chuva acabou no exato instante em que eu tinha parado a bicicleta. Sim, bicicleta. Se o clima estivesse fechado e com 'cara' chuvosa desde o início, teria, é claro, escolhido o trem, bem mais confortável. Mas quando eu parti o tempo estava até bom, embora vagamente nublado. Assim, fui pego totalmente de surpresa pela chuva...

Resultado: consegui chegar só um pouco atrasado (cinco ou seis minutos), mas completamente encharcado apenas na parte da frente e só respingado nas costas. O conteúdo da mochila (gravador, celular, livros e cadernos) estavam sequinhos).

Muitos poderiam considerar isso até uma 'punição divina' (tenbatsu), como eu até falei como piada. Para mim, isso foi uma boa lição. Aprendi duas coisas muito importantes.Primeiro, devo sair com mais vantagem de tempo para a aula, mesmo que eu tenha folga aparente (como eu acabei pensando). Segundo, devo ver a previsão do tempo com mais freqüência... :)

Grande Letra
Fausto
02:15

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Wednesday, July 14, 2004
 

Até que enfim!

Finalmente o governo japonês resolveu tomar uma atitude positiva em relacão ao monte de revista pornográfica que existe em circulação. De fato, há mais de cem títulos de revistas de sacanagem disponiveis para venda. E não é nem preciso procurar por elas, é só passar na loja de conveniência mais próxima para descobrir que pelo menos vinte por cento das revistas na prateleira são 'para adultos'. E pior, nem ficam em prateleiras altas. Pelo contrário, como qualquer outra revista, ficam dispostam em alturas que uma criança de seis anos poderia facilmente alcançar.

E o que o governo fez em relação a isso? Bom, não proibiu a venda desse material, mas pelo menos fez com que elas fossem 'lacradas' com um adesivo que impede que as páginas sejam folheadas. Não é muito, mas já é um começo.

Falando nisso, uma coisa que sempre me aborreceu é o fato de tudo que é classificado como 'adulto' tem relação com sexo. É uma grande decepção imaginar que tudo o que diferencia adultos de crianças é a sexualidade...

Grande Letra
Fausto
21:17

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Sunday, July 11, 2004
 

Oh, não!!!

O gelo seco morreu! Acordei agora (para pegar um dos sorvetes) e vi que o gelo seco deixou de existir! A última lasquinha que restou (e eu tirei do freezer) está desaparecendo a olhos vistos...

Bom, eu meio que imaginei que isso ia acontecer... Acabou-se o que era doce. Ou melhor, frio.

A que temperatura eles conservam essa coisa para aguentar tanto tempo?

Grande Letra
Fausto
04:38

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Kikkoman

Tem uma série de propagandas que eu acho muito engraçada (e ao mesmo tempo um pouco sinistra). É a do preparado para fazer Itame (refogado) e outros produtos fritos da marca Kikkoman. Clique na imagem para ver o comercial.

A fala dos ingredientes é algo como:

- Eu, o tofu (ou outro ingrediente), com Kikkoman... Aaaah!

Confira para entender...

Grande Letra
Fausto
00:44

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Gelo seco é caro?

Como tinha falado antes, está quente demais. Eu resolvi então comprar sorvete no supermercado (e por que não?). Entrei na fila, chegou a minha vez e a moça perguntou se eu queria gelo seco. Fiquei atônito e só entendi o que ela queria dizer na segunda vez... Aceitei, é claro, e agora estou com minha lasca de gelo seco no congelador. Imagino o quanto vai durar... Eu nunca imaginei que fossem incluir gelo seco para manter o sorvete intacto. Pois é, coisas do Japão...

Grande Letra
Fausto
00:31

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Friday, July 09, 2004
 

Alguém podia desligar o forno?

O calor aqui está insuportável. Não chove, não venta, está abafado e hoje deve fazer 35 graus, que nem ontem.

Está tão abafado que dá a impressão de que dá até para pegar o ar com as mãos...

Como é que um país onde faz tanto frio pode ficar tão quente?

Grande Letra
Fausto
09:24

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Wednesday, July 07, 2004
 

Sonhos bichados

Neste fim-de-semana eu resolvi alterar drasticamente o meu estilo de vida aqui no Japão. Abandonei a cama e passei a dormir em um futon(tipo de colchonete japonês). Pois é, agora estou dormindo no chão! (Eba!!!). Nâo se enganem! É muito confortável. Da última vez eu morei com uma família japonesa e passei um ano dormindo em um futon num quarto de tatami. Ótimas lembranças. Um dos motivos é que o colchão cedido pelo alojamento estava todo troncho e já estava começando a dar dor nas costas. ALém disso, eu queria aumentar o espaço disponível aqui no quarto. Agora ele parece enorme (respeitadas as devidas proporções).

Para melhorar ainda mais o meu nível de moradia, eu comprei um travesseiro novo. Fazia um tempão que eu queria comprar um, mas nunca tinha achado um satisfatório. Sò teve um probleminha. Ficou tão confortável que no primeiro dia deu preguiça e eu quase cheguei atrasado na aula. Mas agora já estou acostumando.

Ontem, entretanto, eu senti um efeito colateral interessante: Sono mais profundo que o normal. Para melhorar, eu tive mais um sonho esquisito, já estava até sentindo falta.

No sonho, eu tinha comprado uma sopa de caranguejo, servida num copinho de plástico. O pior é que os bichos ainda estavam vivos e alguns estavam saindo do copo. Era um tipo de caranguejo esquisito, meio lagostiforme mas cinzento. Eu tentei apanhar os bichos mas eles escaparam e, quando caíam, se desfaziam em um monte de bichinhos pretos que se espalhavam e se escondiam nas quinas do meu quarto.

Eu acordei e, meio grogue, tentei apanhar os bichinhos. Isso porque eu estava ainda meio que sonhando, mas consciente de que estava acordado. Sabia que estava tentado apanhar criaturas imateriais, mas estava me divertindo em ver que eu passava a mão em cima delas e não conseguia apanhar nada... :)

Mudando de assunto, o calor continua piorando. E olha que ainda nem estamos perto do pico do verão. Não tem um dia que eu não vá de bermuda para a universidade (como a maioria do pessoal aqui). O que impressiona é ver às vezes malucos de manga comprida, falando que o clima está 'agradável', só porque está um ou dois graus menos quente que ontem...

Grande Letra
Fausto
01:02

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Friday, July 02, 2004
 

Os prazeres da carne...

Na quarta feira eu me reuní com uns amigos para ir a um lugar muito especial, que há muito tempo não frequentava: a churrascaria. Até onde eu sei, aqui em Tóquio há pelo menos três churrascarias além de alguns restaurantes brasileiros. Dentre eles, o meu favorito é o Copa Tóquio, antigo Sabbath, que tem uma vantagem insuperável em relação aos concorrentes: o preço. Por um rodízio normal, com direito a buffet e sem limite de tempo (tem alguns com limite), a bagatela de 1600 ienes, coisa de 15 dólares. Tá, por esse preço, dava para almoçar num restaurante de alto nível, mas aqui no Japão é o preço de uma refeição em um restaurante de família com um hambúrguer de 150 gramas! Sendo assim, perfeito para mim.

Satisfeito, eu resolvi encarar uma boa caminhada para aliviar o peso e aproveitar para dar uma olhada em Shinjuku. É claro, dispensei o jantar no dia.

Eu sei que isso não é muito bom para a saúde, mas a gente tem de comer bobagens de vez em quando. Mas não se preocupem: eu só vou uma vez a cada mês ou dois...

Detalhe: lá a gente encontrou o jogador brasileiro (que agora tem nacionalidade japonesa) Rui Ramos. Aproveitei o ensejo e tirei foto com ele e uma amiga, que aproveitou a chance (e porque não?). Ele é bastante gente fina, encontrá-lo lá foi uma coincidência interessante. Mas não muito coincidência, já que eu ouvi falar que ele vai lá com freqüência.

Grande Letra
Fausto
22:53

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Thursday, July 01, 2004
 

Dias quentes

Quando eu tinha vindo ao Japão pela última vez, entre 99 e 2000, eu tive a chance de encontrar o Burning aqui em Tóquio. Ele estava reclamando do calor infernal que fazia aqui, mas eu não tinha sentido nada de especial. É que eu não tinha ficado tanto tempo aqui e não tinha me dado conta da verdadeira face do verão japonês (especialmente em Tóquio).
O problema não está realmente no calor, mas sim na humidade. Parece até que eu estou sempre na frente de uma panela de banho-maria. Quinze minutos fora de casa são suficientes para a pele ficar grudenta e tem dias em que dá até a impressão de que dá para pegar um pedaço do ar de tão pesado que fica.
Mas não acaba aí: pelo que dizem, a gente nem sequer chegou no pico do verão. Tenho até medo de saber como vai ser...

Por sinal, uma coisa que eu sempre tive dúvidas: como se chama o que vem de Tóquio?
Toquioano? Toquionita? Toquiês? Toquiones? Toquiopolitano?

Grande Letra
Fausto
14:36

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Sonhos gelados

Anteontem eu sonhei que estava em casa, no Brasil, mas estava sentindo um frio terrível. Fechava as janelas e ainda assim fazia frio. Às vezes descobria outra janela aberta e ainda assim ficava frio. No final, nada que eu fizesse adiantava e eu sempre sentia frio.

Se fosse outro sonho, eu até pediria uma interpretação. Mas eu descobri a causa assim que acordei. Eu tinha deixado o ar-condicionado ligado (todos os quartos do alojamento têm incluído) por causa do calor que está fazendo...

Grande Letra
Fausto
14:30

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