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Blog das aventuras de Fausto Pinheiro Pereira pelo mundo afora (bom, na verdade, Brasil e Japão na maioria...) Escrito em português



Wednesday, April 28, 2004
 

Mais fotos

Continuando a seleção anterior de fotos, eu tirei mais umas. Mais opiniões, por favor! :) Eu tentei seguir a 'regra dos terços', mencionada pela Cami, mas nem sempre foi possível... De qualquer forma, nem todas são favoritas, então sintam-se à vontade para criticar! hehe


Foto 1) Carpas. No dia 5 de maio é comemorado o dia das crianças, mais um dia dos meninos na verdade. Em celebração a esse dia, bandeirolas com formas de carpa (koinobori) são estendidas pelas ruas. No dia das crianças, os pais dão aos filhos (meninos) presentes simbolizando seu desejo de que eles tenham as virtudes místicas das carpas: perseverança, força e energia.
E as meninas? Ah, elas também têm seu dia, só que vem antes: em 3 de março.

Foto 2) Moto. Essa foto foi tirada com os ajustes errados de velocidade do obturador, mas eu achei o efeito interessante.

Foto 3) Yamamba! Ou melhor, Kogyaru. Esse estilo de moda (?) só pode ser visto no Japão (assim espero). As garotas muitas vezes usam maquiagem para a pele parecer morena e, sobre essa maquiagem, colocam maquiagem branca. É meio que um efeito negativo. Como fica parecendo com o monstro yamamba as pessoas que não gostam desse estilo usam essa palavra para falar das kogyaru. Os homens que fazem isso são chamados morio. Essa garota é até modesta, comparada com o que se vê no bairro de Shibuya nos fins de semana. Quando puder eu coloco uma foto melhor

Foto 4) Patos 1. Em mais uma passagem pelo rio Nogawa, eu vi esses aí. Tinha uma pessoa dando comida para eles, então havia muitos grupos reunidos.

Foto 5) Patos 2. Sem muito a acrescentar, mais patos.

Foto 6) Fim das cerejeiras. Já quase não se vê flores de cerejeiras pela cidade, já que elas caem com muita facilidade. As pétalas caídas pelo chão formaram um efeito bem interessante, que valeram uma foto.

Foto 7) Velhos amigos. Mais uma vez passando pelo Nogawa, vi um senhor com seu cão, dando-lhe uma boa escovada (O senhor escovando o cachorro, é claro). Pedi para tirar uma foto, e ele me explicou que o cão era da raça Hokkaido (da província de mesmo nome), também conhecido como cachorro Ainu (nome da etnia que habitava a região no passado). Infelizmente estava muito escuro e a foto não ficou muito boa. Bom, deixei a foto sem correção mesmo (deu preguiça). :)

Grande Letra
Fausto
15:49

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Porrada! Porrada!!!

Na semana passada, eu vi algo bem inusitado na minha universidade. Quando eu estava saindo do refeitório, vi dois caras brigando, e o jeito deles lutarem era bem tipo artes marciais. Não é comum ver gente brigando na rua no Brasil, mas não é algo tão raro.

O que me impressionou foi a frieza das pessoas em volta. Ninguém aparou e nem ao menos ficou torcendo por um dos lados...

Depois é que eu me dei conta de que era uma demonstração do time de Kung-fu Shaolin da univerisdade (sim, tem um time disso aqui)... Bom, de qualquer jeito, tirei umas fotos:


Grande Letra
Fausto
15:21

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Thursday, April 22, 2004
 

Praia das lombrigas

Tradicionalmente no Japão a mulher de pele muito branca é considerada bonita. Daí haver inclusive o termo bihaku (algo como bela brancura). Naturalmente, há muitos produtos "branqueadores" ou que mantém a pele em seu estado "natural" de brancura. Tenho certeza de que um certo cantor americano deve fazer fazer compras aqui freqüentemente...

Eu pessoalmente prefiro a pele bronzeada, ou pelo menos corada. Acho que gosto é uma questão muito pessoal e não vejo problemas em alguém gostar de pele muito clara. Mas há muitas pessoas aqui que exageram e que, para manter a pele branca, simplesmente evitam qualquer contato com o sol, o que resulta numa aparência meio pálida e doente...

Hoje eu vi na televisão o que seria meio que um exagero fatal: um produto (que talvez seja um protetor solar) que é tão forte que não deixa marcas de biquini. A propaganda dizia isso.

...

Interessante, em muito lugar isso faria com que muita gente deixasse de ir à praia, já que tem gente que vai só para se bronzear (ou para ver pessoas se bronzeando).

Uma curiosidade interessante: há também gente que, talvez como ato de rebeldia, se bronzeia bastante, chegando às vezes até a se maquiar para parecer mais escuro (e não são só mulheres). O problema é que muita gente que faz esse estilo, para dar uma "caprichada" no visual, aproveita para colocar batom de cores claras demais, complementando com "sombra" amarela ou branca sobre os olhos. São as Kogyaru e os Morio. Na minha opinião pessoal (como sempre) há pessoas que ficam até bem, mas a grande maioria parece negativo de foto. A opinião geral aqui é que essa maquiagem lembra um monstro, daí o nome Yamamba Make (maquiagem do monstro Yamamba)...

Grande Letra
Fausto
02:03

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Wednesday, April 21, 2004
 

Um toque artístico (ou arteiro)

Ontem depois das aulas eu resolvi tirar uma fotos, aproveitando que o dia estava claro e ensolarado. Gostaria de ter umas opiniões... :)


Foto 1)Bicicletas. Na minha universidade, assim como (imagino) eu várias outras universidades japonesas, é mais comum os alunos virem a pé ou de bicicleta. É muito comum ver centenas de bicicletas estacionadas...

Foto 2)Skatista. Peguei um skatista em um momento de descanso...

Foto 3)Caminhada. Muitas pessoas que não são relacionadas à universidade aproveitam para passear por lá, afinal o campus é bem agradável. Um senhor estava aproveitando o dia e estava passeando por lá. E eu aproveitei para tirar uma foto...

Foto 4)Fuji 1. Num santuário próximo à universidade havia algumas árvores de fuji (em inglês, Wisteria). Achei muito bonito.

Foto 5)Fuji 2. Por sinal, essa variedade é chamada de Fuji milenar.

Foto 6)Espelho de rua. Como as ruas do Japão têm curvas muito acentudadas, é normal haver espelhos aqui e ali, para evitar acidentes. Eu achei outro uso para o espelho.

Foto 7)Passeio à beira do rio. Para ir à universidade, eu sempre passo pelo rio Nogawa. Com a chegada da primavera, a margem do rio ficou muito bonita. Sempre há pessoas passeando por lá, mas agora o passeio parece mais agradável. Gostei do contraste entre a grama e a mulher com o cachorro.

Foto 8)Vista de Tóquio. Em todo lugar da cidade, dá para ver um trem passando. Do mesmo lugar da foto anterior, eu tive a sorte de ver o trem passando (se bem que passa de cinco em cinco minutos). O interessante é que a cena parece de interior, mas eu estou a menos de sete quilômetros de Shinjuku, ainda é perto do centro da cidade.

Foto 9)Rua à noite. Uma vista interessante de uma rua próxima ao meu alojamento.

Foto 10)Tratores. Em todo lugar há alguma reforma ou construção em Tóquio. No Japão há muitos tratores minúsculos, resultado da necessidade criada pelo pouco espaço para movimentação. Esses ainda são grandes, comparados com outros.

Grande Letra
Fausto
07:57

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Manicure para as mãos?!

Duas propagandas que eu vi recentemente me chamaram a atenção.
Uma delas falava de um produto de beleza, que protegia a pele contra os diversos efeitos daninhos do ambiente. Nenhuma novidade até aí... O que realmente chamou a atenção é que o produto era chamado de "manicure da pele"... EU resolvi checar em outros dicionários, para ver se o sentido se mantia em outras linguas. Em inglês e japonês, dava no mesmo: tinha a ver com estética das mãos.
Não é difícil imaginar o que os publicitários queriam dizer, mas ainda assim soa estranho.
Mas há outra melhor: nesta outra propaganda, um urso de pelúcia, sentado no chão, reclama que sua dona, apesar de gostar de limpeza, não cuida bem do chão, e não coloca filme protetor. Normal. E como é chamado esse filme protetor? Isso, "manicure do chão".
Bom, não é nenhuma novidade que os publicitários e pessoal da mídia em geral algumas vezes prefere não checar o dicionário, por preguiça ou orgulho. Uma pena, porque muitas vezes dá para achar erros absurdos, que podiam ser facilmente evitados....
Se eu achar outros casos, passo em outros posts...

Grande Letra
Fausto
07:21

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Monday, April 19, 2004
 

Um fim de semana bem aproveitado

Neste fim-de-semana eu fiz muitas coisas.

No sábado, participei de uma pequena aula de Mizuhiki, que são aqueles nós complicados que são usados para enfeitar presentes em estilo japonês. São realmente bonitos. É claro que, como era uma aula de iniciantes, a gente só aprendeu dois tipos de nós que, segundo a professora, são a base para os modelos mais complicados. A contrário das aparências, esses nós não são feitos com cordinhas, mas sim com papel japones (washi). De qualquer forma, até que consegui fazer uns bem legais:

Este nó é chamado Awabi-musubi, e é, segundo a professora, bastante básico. Mas isso não significa que seja fácil. Deu um bom trabalho para conseguir fazer, especialmente porque as linhas não podem cruzar durante o processo, tendo de ficar paralelas sempre...

Depois, fui convidado para jantar e tive a chance de experimentar um pouco da cozinha ucraniana. Experimentei um tipo de sopa (preciso lembrar o nome e a receita) e um tipo de frango à milanesa com purê de batatas.
Mais tarde, fiquei conversando com os brasileiros do alojamento, até o fim da noite.

No dia seguinte, teve um bazar aqui mesmo no alojamento, que é realizado duas vezes ao ano, onde estavam vendendo um monte de coisas a preços ofensivamente baixos. Como de costume, alguns itens foram disputados a tapas e acabaram em instantes. Para falar a verdade, em cerca de 40 minutos a maioria dos produtos é vendida, restando apenas algumas migalhas para os que acordaram muito tarde (se bem que o bazar começa ao meio-dia e meia).

Salão de entrada do alojamento, onde ficavam as roupas, bolsas e colchões à venda para o bazar

Os outros brasileiros do alojamento me chamaram para almoçar num restaurante próximo. Depois do almoço, resolvemos ir numa loja de usados, que por sinal se chamava News, que vendia tudo, menos comida usada! hehe As duas brasileiras que chegaram estavam procurando um computador e outras coisas. Acabou que elas não compraram nada, mas pelo menos deu para mostrar a loja para elas.
Na News tinha até moto e jetski à venda. Tevês e vídeos, é claro, também tinha algumas. Uma coisa que chamou a atenção era a quantidade de playstations usados (modelo antigo)

O mais legal é que na volta eu aprendi um caminho novo e passei por um lugar muito bonito que nunca tinha visto. Imagino o quanto um imóvel nessa região deve ser caro (ou melhor mais caro que a média local).
Rio Sengawa (Rio do Eremita, que dá o nome ao meu bairro). Não sei porque colocaram esse caminho de flores no meio do rio. Bom, ficou bonito de qualquer jeito...

À noite, a gente fez pão de queijo, uma raridade por aqui.

Grande Letra
Fausto
07:36

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O carro do demo

Ontem estava passeando com uns amigos e, quando estava passado perto de um parque, achei o carro do diabo (e também era um carro dos diabos!). O carro era um Nissan Fairlady vermelho. Por que eu acho que era do diabo? Olhe a placa.

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Fausto
07:08

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Saturday, April 17, 2004
 

Minha universidade

Respondendo a pedidos, aproveitei a chance para colocar uma foto da minha universidade. É uma composição que eu fiz no computador. Queria ter uma câmera que tirasse fotos em grande angular assim... hehe

Essa é a área central do campus novo da universidade. Na esquerda, há o prédio central de aulas, com o prédio de administração na direita. Na esquerda extrema (não dá para ver porque está muito perto de onde eu tirei) há o refeitório e washitsu (sala em estilo japonês). Há uma passarela central, que conecta todos os prédios na altura do segundo andar.

A foto foi tirada do oitavo andar da seção de estudos afro-asiáticos (eu acho, não venho muito nessa parte). Bom, é essa a minha universidade. Engraçado, eu tenho a impressão de já ter deixado uma foto disponível antes... :)

Grande Letra
Fausto
12:29

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Tive um sonho esquisito, estou voltando ao normal

Ter sonhos estranhos era algo que acontecia quase todo o dia até algum tempo. Ultimamente, eu não tenho lembrado dos meus sonhos, então não dá para dizer se são estranhos ou não.

De qualquer forma, vamos a eles (foram dois):

No primeiro sonho, eu estava com um conhecido (que na verdade eu não conheço, mas no sonho pelo menos era conhecido) em algum lugar da Tailândia. De repente esse conhecido me mostra um revólver marrom, que por fora parecia ser do estilo de seis balas, mas no final das contas usava pente de balas e era quase duas vezes maior que o normal. Ele reclamou que não tinha balas. E eu, amigavelmente, me voluntariei a atravessar a rua e pegar munição. Depois de alguns passos, tive uma repentina crise de realidade e me dei conta de que estava com um revolver gigantesco no bolso da bermuda e que havia um monte de policiais em volta. Um deles notou que eu estava tentando esconder o semi-rifle e resolveu me parar para ver se eu tinha alguma coisa suspeita. Quando eu o notei, com um gesto rápido e habilidoso, consegui colocar a arma no chão sem que ele percebesse (sem que ninguém percebesse, na verdade, um lado muito prático dos sonhos). Depois que ele se foi, recuperei a arma e novamente tentei pegar a munição. Mais uma ou duas vezes eu fui interpelado pela polícia e consegui enganá-los sem problemas (interessante como eu conseguia falar fluentemente com a polícia tailandesa). Depois que eu consegui recarregar a arma passei-a de volta ao dono e deixei a batata quente com ele. Pensando bem, foi algo bem irresponsável, espero que ele não tenha ferido ninguém dentro dos meus sonhos...

No segundo sonho, eu estava com minha mãe e minha irmã num hotel, assistindo TV e descansando. Aa gente estava conversando tranquilamente, agindo como a gente sempre faz (não, essa não é a parte estranha). De repente (tudo nos sonhos é de repente) a gente ouve alguém batendo a porta do lado. Era um daqueles hotéis onde dois quartos são separados por uma porta interna. Quem estava batendo era uma senhora inglesa que queria um lençol do nosso quarto, porque não tinha no quarto dela. Atônitos, vimos ela entrar, pegar o lençol, agradecer e sair.

Espero continuar tendo sonhos estranhos. Esses ainda são mais normais, acho que meus neurônios estranho-sonhadores (sim, existe isso! hehe) estão meio enferrujados.

Grande Letra
Fausto
12:13

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Friday, April 16, 2004
 

Novas (e interessantes) experiências

As aulas recomeçaram essa semana. Estou agora numa batalha para voltar o mais rápido possível ao rítmo anterior (xõ preguiça!)
Ontem reencontrei muitos amigos e acabei conhecendo novas pessoas. Foi muito proveitoso. Mesmo a chuva que chegou lá pelo fim da tarde não foi tão inconveniente.

No caminho de volta, quando estava subindo uma ladeira, um senhor, que estava acompanhado de sua esposa (eu acho), disse algumas palavras de incentivo, ao ver que eu estava tendo dificuldades subindo a ladeira:

-Ganbattene! (Esforce-se!
Foi um gesto significativo, mas gostei.
Talvez tenha sido efeito da decisão que eu tomei de manhã, de tentar cumprimentar o máximo de pessoas possível no caminho de ida, para ver quantas respondiam. Das cerca de trinta, 5 ou seis responderam. Mas não é uma média ruim, considerando que eu estava de bicicleta, e não dava tempo delas responderem. Além disso, havia muita gente que nem estava olhando para mim quando eu falava com elas.

À noite também teve uma festa de recepção para os novos moradores do alojamento onde eu moro. Foi uma boa oportunidade de ver todo mundo reunido por uma finalidade comum: comida grátis!
Não me vejam com maus olhos, a maioria realmente só deu as caras por causa da boca-livre. Conhecer as pessoas no alojamento não é exatamente um desafio, basta andar pelas instalações que eventualmente dá para encontrar alguém novo, e maioria das pessoas está aberta para conhecer nova gente...

Mudando um pouco de assunto, mais uma novidade: matei o meu Windows de novo, e fui forçado a instalar o linux Knoppix Kurumin, que dizem ser uma variedade do Debian.
Foi meio trabalhoso, mas já consegui pegar um pouco o jeito da coisa. Também pedi um pouquinho de ajuda para um dos brasileiros aqui, que mexe com computação. Foi até uma sorte conseguir encontrá-lo tanto ultimamente, deve ser efeito do início do semestre...
De qualquer jeito, ainda tem muitas coisas para aprender (e reaprender) sobre linux (qualquer apoio ou suporte é mais que bem-vindo! :))
Uma coisa legal que eu descobri foi o Links, que é um navegador de internet que funciona em modo-texto. Não é novo (eu acho), não tem um visual impressionante (afinal de contas é só texto), mas a sensação meio retrô de usá-lo é muito legal. Aliás, voltar a usar o Linux me faz lembrar de quando a gente era forçado a usar a linha de comando um bocado para fazer alguma coisa funcionar (havia poucos jogos para windows). Se eu bem me lembro, precisei bastante de suporte técnico dos meus amigos... :)
Por falar nisso, eu estou batendo esse texto no Links, então tenho só uma idéia aproximada de como o post vai ficar. De qualquer jeito, estou gostando de usar o linux. Não vou dizer que não sinto nenhuma falta do windows, pois ainda é muito mais fácil configurar nele. Mas ao mesmo tempo é bastante instrutivo operar o Linux, já que eu acabo aprendendo à força mais sobre ele...

Grande Letra
Fausto
05:38

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Tuesday, April 13, 2004
 

Como um sonho passageiro de verao (ou melhor, de primavera)

A vista do meu quarto não é lá essas coisas e eu raramente abro a cortina. Tudo o que eu consigo ver são as cozinhas do predio (uma em cada andar), as janelas dos vizinhos (mais um motivo para não deixar as cortinas sempre abertas) e um das entradas do edifício (são muitas). O prédio onde eu moro é cheio de "curvas" (na verdade, quadradas) e meu apartamento fica numa delas. Dentro dessa "curva" tem um pequeno jardim, com algumas árvores de médio porte, além de alguns arbustos. A segunda árvore mais próxima da minha janela é uma cerejeira, que providenciou uma bela vista, por alguns dias.

Infelizmente, as pétalas de flor de cerejeira se foram e agora só restaram folhas verdes. O interessante é que até há pouco tempo, dava para ver um monte de pétalas. Se não estou enganado, a árvore estava florida na semana passada. Estou impressionado com a velocidade da munança.

Pois é, a estação das cerejeiras está passando. Espero que as pessoas ainda continuem mais animadas por algum tempo. Isso torna o ambiente muito mais agradável...

Uma curiosidade interessante, que eu preciso confirmar: É fato que os japoneses sempre apreciaram a mudança das estações (que é muito mais visível do que eu imaginava antes de vir para cá). A primavera, como em outros países, é festejada, e um dos eventos que os japoneses mais gostam é o hanami, que se resume em se reunir com amigos e desfrutar a beleza das flores, a comida das estações e, é claro, um bom copo de saquê. A árvore do hanami é, sem sombra de dúvida a cerejeira. Mas nem sempre foi assim (pelo que eu ouvi falar). Em períodos antigos, a flor mais apreciada era a da ameixeira (ume), que floresce um pouco antes da cerejeira...

Grande Letra
Fausto
19:00

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Friday, April 09, 2004
 

Explodam, íons negativos!

Não é nada anormal querer adicionar "algo mais" num produto, para torná-lo atraente aos clientes.

Aqui no Japão, a mania é tornar os produtos mais "saudáveis". Em 1999, quando eu vim pela primeira vez, a mania do momento era o polifenol. Imagino que até hoje a maioria dos japoneses não faz a menor idéia do que o polifenol faz (não que eu saiba de fato, imagino que seja algo bom para o coração), mas ainda assim compram chocolate e vinho por terem polifenol. O fato de ser gostoso parece até ser irrelevante.

A nova mania são os íons negativos. Eu nem sequer imagino o que fazem os íons negativos (eliminam radicais livres, talvez?), mas o pior é que, ao contrário de vinho e chocolate, que são limitados em alcance, quase tudo parece poder gerar íons negativos, desde alimentos a produtos eletrônicos. Hoje em dia até não está mais tão comum como antes, mas ainda fico meio irritado de ver que algo libera íons negativos.

Pensando bem, de tanto vender produtos que emanam íons negativos, eu nem preciso me preocupar em comprar um. De um jeito ou de outro, eu acabo pegando íons negativos dos outros...

- Ei, tem alguma coisa no seu ombro!
- É mesmo!
- Você tem caspa?
- Não, são íons negativos. O meu ar-condicionado está desregulado e está soltando íons negativos demais.
- Eca!
- Olha quem fala, você precisa ver as suas costas!
- O quê? Droga, eu não devia ter comprado um paletó que solta íons negativos!

Grande Letra
Fausto
21:48

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Thursday, April 08, 2004
 

Um dia raro...

Anteontem foi um dia bastante incomum para mim. Não teve simplesmente nada de que eu pudesse reclamar. Vou fazer um breve resumo dessse dia (nada) problemático:

Primeiro, eu fui à universidade, de bicicleta, para assinar uns papéis necessários. A vista, no caminho, apesar de bastante conhecida, estava estranhamente mais agradável que de costume. Isso sem contar que havia um monte de cerejeiras florindo por lá!

Resolvidos os assuntos universitários, peguei um trem para Shinjuku, para encontrar uns amigos. Eles demoraram um pouquinho, mas eu não fiquei chateado, o dia estava bom demais para eu ser afetado por bobagens. Além disso, eu tinha um CD player comigo e um bom par de fones de ouvido (adquiridos a um preço bem agradável), que me ajudaram a passar o tempo tranquilamente.

Após eles chegarem, cumprimos o que tínhamos combinado: fomos ao monte Takao, que ficava justamente no outro lado da linha, para fazer um pequeno hanami. A viagem durou um pouco mais de uma hora, e foi tranquila.




Chegando lá, logo vimos que a viagem compensou: as cerejeiras tinham florido e, muito mais importante, não havia muita gente. Da última vez a gente tinha cometido o erro de passar por lá num final-de-semana, e mal tinha espaço para andar.
(Foto à esquerda)


O bilhete que a gente comprou também dava direito a subir no bondinho que dava acesso à parte superior do monte, o que nos poupava um monte de tempo gasto se cansando subindo por uma estrada enlameada (Ainda mais que eu já fiz isso uma vez e foi o bastante). (Foto à direita)



Depois de uns lances de escada, chegamos num mirante e de lá, dava para ver Tóquio, à distância. Estava um pouco nublado, mas ainda assim dava para identificar alguns prédios.

Mais um pouco adiante, passamos pelo primeiro templo, com algumas vistas interessantes, como uma enorme fila de placas com o nome de doadores que contribuíram para a manutenção do templo (esquerda)e alguns poemas haiku escritos em pedras gigantescas (direita).



Gastamos um pouco de tempo admirando os poemas e logo, vencidos pela fome, resolvemos seguir caminho em direção ao topo da montanha, onde planejamos almoçar.



É claro, não deixamos de dedicar vinte ou trinta minutos admirando o templo Takaosan Yakuou In, um dos poucos onde os tengu (veja na foto) eram adorados. O próprio templo era uma atração à parte, uma interessante combinação de estilo budista e xintoísta na produção. Chegamos também a ver o monge principal fazendo uma oração, recitando sutras em sânscrito (mas isso não é nada incomum)
Também gostei dos detalhes do templo, como os entalhes em alto relevo pintados do telhado (abaixo à direita).







Durante o almoço, pudemos ver muitas pessoas desfrutando o dia, a maioria donas-de-casa com seus filhos e casais aposentados (feministas de plantão, não me crucifiquem. No Japão, supor que mulheres com seus filhos andando na rua não trabalham fora de casa não é uma presunção absurda).

Desfrutado o almoço, resolvemos descer a montanha, para retornar. Como o mesmo caminho seria chato, pegamos o caminho que levava ao santuário da Cachoeira Biwa, coincidentemente localizado próximo à Cachoeira Biwa. No caminho, vimos que é possível levar crianças pequenas para passear, sem submetê-las ao cansaço da caminhada.


Havia também um grupo que parecia muito interessado em alguma coisa, mas não conseguimos perceber o que era...



Depois de algum tempo caminhando por uma trilha um pouco escorregadia, chegamos ao santuário Biwa, localizado ao lado da cachoeira idem... :)
Muito bonito, mas sem muito o que mostrar. Uma curiosidade: o nome do templo, apesar de biwa ser nome de um instrumento musical (um parente distante do violão, com cerca de um metro de comprimento e com caixa de ressonância com forma de gota), não tem nenhuma relação com ele. Se um dia houve, foi esquecida com o tempo...


Depois de mais um pouco de caminhada, finalmente voltamos ao pé da montanha. A caminho da estação, vi mais uma pequena amostra do que a primavera tinha para oferecer...
Muito legal. Já podiamos encerrar o dia sem nenhuma inclusão na lista de problemas do dia...

Satisfeitos, resolvemos pegar o caminho de volta para casa. Sem esquecer que eu tinha deixado a bicicleta perto da universidade, me separei do grupo (na verdade éramos apenas três) e desci na estação mais próxima de lá. Recuperada a bicicleta, de volta para casa!
...não sem antes passar por algumas lojas e ver mais coisas interessantes. Não pude deixar de notar um gato que tinha chamado a atenção de algumas garotas, que o cobriram de carinho. O bicho tinha dono e se aproximou de mim, depois das garotas irem embora, para ver se conseguia algum carinho. Em instantes, o dono dele chegou e o gato na hora esqueceu da minha existência. Típico de gatos.

Mais tarde, quando passava por um rio que cruzava a rua por baixo, percebi uma enorme mancha branqua. Pensei que era poluição e estava pronto para reclamar, quando percebi que na verdade eram pétalas de cerejeira que tinham se acumulado sobre a água.
Resultado do dia: divertido e sem "pobremas"



Grande Letra
Fausto
06:01

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Isso pode?

Tem uma propaganda que me deixa encucado sempre que eu vejo na tevê. Seria mais apropriado dizer que é uma série de propagandas, já que teve algumas seqüências com o mesmo tema.

A propaganda é de uma imobiliária, que imagino ser de peso. É bem simples: a propaganda começa com o sujeito dizendo que quando ele comprou um apartamento da empresa, veio incluída Norika Fujiwara, uma modelo famosa, muito bonita. Ele, enquanto está arrumando o quarto, tenta oferecer um chazinho ou qualquer outra coisa, meio sem jeito de falar com ela.

No canto superior da tela aparece uma mensagem em tamanho razoável, dizendo que na verdade, ela não vem incluída. É claro que com uma pequena dose de bom senso, não é difícil perceber que seria impossível cumprir a promessa. Especialmente considerando o baixo estoque disponível de Norikos (apenas uma). Mesmo que eles se comprometessem a apenas "alugar" a moça - e ela aceitasse as condições - não acho essa propaganda razoável. Não que o "aluguel" de mulheres não exista, mas isso não pode ser colocado em anúncios de televisão (até onde eu sei) e acho (e espero) que esse não era o objetivo inicial deles.

De qualquer jeito, não é uma propaganda muito boa de passar, dá a impressão de que estão tentando enganar compradores incautos (ou imbecis)...

Grande Letra
Fausto
04:03

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Sunday, April 04, 2004
 

Você topa o desafio?

Os japoneses, quando falam de brasileiros, sempre lembram de coisas como samba, café e futebol. Recentemente, houve uma nova adição à lista: Ju-jitsu.

Muitos japoneses tem muito interesses em campeonatos como os de vale-tudo ou coisa parecida. Nestes, muitos brasileiros lutadores de ju-jitsu, a maioria da escola Greyce, se tornaram muito populares.

Um deles, Wanderley Silva, ganhou muito destaque, sendo chamado no programa que eu assisti hoje, de mata-japonês. Contra ele, o pessoal conseguiu um adversário a altura: a comida japonesa.

Os desafiantes foram:

  1. Umeboshi(Ameixa azeda em conserva)
  2. Inago(Insetos em conserva)
  3. Natô(Soja fermentada)
  4. Shirauo no odori-güi(Filhotes de peixe vivos)
  5. Sushi

Destes, o lutador só conseguiu derrotar o Inago. O sushi, que parecia uma luta fácil, ofereceu um desafio final, com um poderoso ataque de wasabi(pasta de raiz forte extremamente picante). O resultado final foi a vitória esmagadora da comida japonesa...

Falando nisso, eu também me deparei com um desafio muito pesado de culinária na Tailândia. Não tive coragem nem de arriscar. Deixo uma foto dos desafiantes, para quem tiver coragem...

Para quem duvida, não estou brincando, isso estava a venda para comer. Infelizmente, não vi nenhum corajoso que topasse...

Grande Letra
Fausto
22:35

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Mudanças no visual

Estava pensando em mudar o visual da página e resolvi brincar um pouco com o template da página. Não estou muito satisfeito ainda, mas vou deixar assim por enquanto.

Grande Letra
Fausto
20:37

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Shinjuku "Notúrnica"


Mais fotos! Essas aqui eu tirei no dia descrito no post 'Mão na cabeça e documento!!!', no caminho de volta para casa (bem depois da meia-noite)...

Vista noturna de Shinjuku, no sentido Shinjuku-Hachioji, passando pela avenida Koshukaido 20...

Passando por uma ruela ao lado da saída Oeste (eu acho) da estação, vi um pessoal fazendo uma filmagem, aparentemente amadora. Imagino do que se tratava...
Grande Letra
Fausto
17:52

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"Sakurajeiras" a granel

Mais fotos, afinal.

Tirei essa aqui em um parque próximo. Havia muitas pessoas e todos pareciam mais felizes que o de costume...

Há dois tipos principais de cerejeiras: brancas e rosas.

Como os japoneses adoram ver cerejeiras, é muito comum plantá-las ao longo das calçadas. Só nas primaveras é possível ver o resultado.

Mais um tipo de cerejeira.

No dia anterior tinha chovido. Eu pensei que a chuva fosse despir todas as árvores, mas não foi forte o suficiente. Ao contrário do que eu esperava, o resultado foi muito bonito, já que as pétalas que foram para o chão formaram um tipo de tapete natural...
Grande Letra
Fausto
07:23

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Mão na cabeça e documento!!!

Depois de algum tempo, resolvi me arriscar de novo a ir de bicicleta a Shinjuku. Valeu a pena. Revi muitas coisas que não via há algum tempo.

Como em toda a cidade grande, não podem faltar malucos e alterados de modo genérico. Hoje, no caminho de ida, me deparei com uma pessoa batendo no proprio rosto com a ponta dos dedos da mão, levemente fechada. Esse eu classificaria como levemente alterado....

Finalmente consegui entender a lógica que rege a movimentação dos pedestres aqui no Japão. São basicamente dois padrões, não excludentes:
1) Ao avistar uma bicicleta, tente se posicionar em rota de colisão com ela, especialmente no caso das bicicletas mais rápidas.
2) Posicione-se de modo que a bicicleta só possa se movimentar em zigue-zague entre as pessoas. É melhor para a saúde deles...

Uns amigos tiveram um problema com o pessoal da estação, que vendeu uns bilhetes dizendo que eles valiam por dois dias, quando na verdade era apenas um. O pior é que eles foram descobrir isso só depois de usar o bilhete hoje. Resultado: para conseguir parte da indenização, tivemos de ficar lá até depois da meia-noite, conversando com os funcionários da estação e esperando eles negociarem com os superiores.
Felizmente eu já tinha comido num restaurante de curry, muito bom por sinal, que ficava perto.

Na volta, vi algumas obras. Inteligentemente, a administração da cidade escolhe o horário noturno para fazer reformas mais significativas na rua. Imagino o caos que seria se eles resolvessem fazer isso lá pelo meio-dia.

Como de costume, fui parado pela polícia. Só duas vezes hoje! Não é por causa da minha cara, não! hehe Muita gente andando de bicicleta (japoneses) também foi checada. Além disso, o caminho que eu uso para voltar é uma longa avenida, com mais de sete postos policiais no caminho. Como normalmente tem pelo menos um policial perto da entrada do posto policial, eventualmente eles me param para verificar registros de bicicleta (sim, as bicicletas tem uma pequena "placa" que identifica o seu dono). Já acostumei e nem ligo, já que não estou fazendo nada de errado (e por isso não tenho nada a temer). Além disso, não vejo muito problema em policiais checando pessoas andando de bicicleta depois da meia-noite... Pensando bem, deve ser até uma forma deles matarem o tempo, já que a criminalidade na região (tudo perto de Shinjuku é caro) é baixa...

Grande Letra
Fausto
06:01

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Friday, April 02, 2004
 

Um pouquinho de bobagens...

Uns amigos me mostraram o produto que vai revolucionar a indústria dos brinquedos.

É perda de tempo mas, ainda assim, engraçado.


Grande Letra
Fausto
07:18

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Sob a sombra das "Sakurajeiras"

Como eu falei, o Japão tinha mudado bastante nas três semanas que eu estive fora. Não foi nada grave, ninguém morreu e nada explodiu. Pelo menos não a ponto de afetar o cotidiano local. Muito pelo contrário, foi uma mudança para melhor que, no final das contas afeta, e muito, o cotidiano japonês, mas de maneira positiva: as flores das cerejeiras (sakura) desabrocharam, e a cidade mudou.

É algo milenar, como muitas coisas daqui. As árvores dão flores e os japoneses desabrocham (no bom sentido). Difícil é não perceber o quanto as pessoas são afetadas pela mudança das cores do local.

Especialmente considerando que a primavera vem depois do inverno (nossa, que coisa mais genial de se dizer!), ou seja, de uma estação fria, com neve e árvores secas e sem folhas, para uma estação quente e agradável, com novas cores e brisas suaves (que infelizmente também vem seguidas de chuvas eventuais).

Na verdade, é impossível não ser afetado. Todo mundo aqui está mais "leve", embora a balança se recuse a admitir... Junto com as flores, há uma pequena mudança na fauna local, e uma criatura, que eventualmente dava as caras pela cidade, passa a ser vista com mais freqüência (embora no Japão, seja mais comum): o fotógrafo amador.

A grande abundância de câmeras digitais também são um fator que contribui para o crescimento da população desse estranho ser vivo. Há inclusive novas espécies, mais discretas. Pode-se dizer que mais de 80% dos japoneses tem celular (tanto se pode que eu acabei de dizer). Hoje em dia há muitos celulares com câmeras embutidas (facilmente adquiríveis por aqui). Desta forma, há muitos japoneses que, armados co seus telefones, eventualmente se tornam fotógrafos amadores... Infelizmente, isso é altamente contagioso e eu acabei virando um fotógrafo amador (há algum tempo). Oportunamente, postarei fotos.

Grande Letra
Fausto
03:55

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E fique agradecido!!!

Um amigo meu voltou definitivamente para o Brasil ontem. Eu ajudei-o a arrumar as malas e deu para ver o quanto é difícil se preparar para voltar para casa.

Como de costume, não foi uma coisa fácil. Especialmente pelo sufoco que ele passou.

Um dia antes de partir, ele reservou o dia para as compras finais e encerrar contas e contratos, etc.

Foi nessa hora que ele levou um grande susto. Depois de encerrar a conta do banco de sacar todo o dinheiro (incluíndo o dinheiro para pagar o cartão de crédito), quando estávamos saindo do banco, ele se deu conta de que tinha deixado cair uma quantia enorme de dinheiro (bem mais de mil reais)!!!

Desnecessário dizer o desespero que ele passou...

Depois de rodar as redondezas algum tempo, tentando achar um macinho de dinheiro no chão, a gente resolvou seguir a lógica local e avisar a polícia. Os policiais, seguindo a praxe japonesa foram atenciosos e prestativos. Foi aí que o meu amigo viu que tinha sorte. Alguém tinha achado o dinheiro e entregou naquele posto.

Foi um verdadeiro exemplo de honestidade, tipo aqueles que a gente vê em noticiários. Mesmo aqui no Japão, não é raro o caso em que a pessoa fica com o dinheiro que acha.

Como agradecimento, meu amigo fez como um dos policiais sugeriu, de forma não oficial(o cargo proíbe): fomos à confeitaria e ele comprou uns doces de alta qualidade, para dar como agradecimento. Podia ter sido dinheiro, mas seria uma opção meio fria... Pelo menos eu achei que algo doce seria melhor e sugeri assim...

Comprados os doces, o policial levou a gente até a casa da senhora que tinha achado o dinheiro. Eu confirmei uma impressão que eu tinha tido: eu realmente tinha visto a mulher saindo do banco com o maço de dinheiro na mão (ou seja, após ela ter achado). Mas não tinha nada absurdo em ver uma pessoa saindo de um banco com dinheiro na mão, logo ignorei totalmente a possibilidade de ser aquele o dinheiro que a gente estava procurando.

De qualquer forma, entregue o doce da gratidão, seguimos caminho, pois ainda tinha muito o que fazer.

Mas ficou uma boa lembrança aqui do Japão. Vimos um verdadeiro exemplo de honestidade. O dinheiro, como falei, não era pouco (nem mesmo para padrões locais) e ela podia muito bem ter pego o dinheiro para ela. Para a felicidade e sorte do meu amigo, não foi o caso...

Grande Letra
Fausto
02:36

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De volta!

Finalmente me organizei o bastante para poder escrever de novo.
Assim que eu cheguei, notei uma significativa mudança de ambiente, tão importante que eu resolvi falar delas nos próximos posts.
Por enquanto fica o registro (atrasado) de que eu cheguei.

Grande Letra
Fausto
00:16

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