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Blog das aventuras de Fausto Pinheiro Pereira pelo mundo afora (bom, na verdade, Brasil e Japão na maioria...) Escrito em português



Friday, March 26, 2004
 

Pronto para o ultimo dia...

Hoje eu acordei relativamente cedo para sair para ver mais uns templos, que estavam faltando. Nao deu muito certo, porque eu acabei saindo so pelas dez...

De qualquer forma, hoje eu pus o pe na estrada e fui ate o templo de Marmore, novamente ao Monte Dourado, de onde tirei uma bela panoramica da cidade (o troco e alto pacas), fui a pe ate a regiao do Wat Phra Keo, que eu ignorei totalmente, por ja ter ido duas vezes e de la peguei um barco e fui para o Wat... hmm... esqueci o nome, cujo estilo tem influencias Khmer (tipo o Angkor Wat). O interessante foi ver figuras conhecidas, como os kluts, os kinarees e os garudas desenhados de maneira diferente. No final das contas foi um dia produtivo. Tirei um monte de fotos (oh, que novidade) e voltei cansado para casa.

A despeito disso, ainda paseei um pouquinho pela noite e aproveitei para atualizar as coisas no ciber-cafe.

Se puder, amanha posto umas fotos...

Amanha e o ultimo dia aqui em Bangkok e na Tailandia. Vou ver se consigo aproveitar bem...

Grande Letra
Fausto
02:13

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Wednesday, March 24, 2004
 

Retorno de Ko Samet

Voltei a Bangkok, meio que com saudade do mar. Mas não sei se aguentaria mais um dia. A rotina não era nada variada (o que não quer dizer que eu não apreciava ficar flutuando num colchonete inflável amarelo por uma hora...)

Como falei antes, o lugar era realmente bonito. A areia era verde e a agua branca. (ou era o contrário?). O pessoal, como de costume, amigável. O único problema era o monte de cachorros que vagavam soltos pela ilha (e pelo país também).

Tirei umas boas fotos e me queimei um pouquinho. Na verdade, diria que fiquei "no ponto"...

Por enquanto, deixo uma foto...

Grande Letra
Fausto
23:04

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Sunday, March 21, 2004
 

Ko Samet

  Depois de uma viagem curta, que comecou com um pequeno atraso, que quase nos fez arrancar os cabelos, finalmente chegamos na ilha de Ko Samet. A viagem nao foi problematica, fomos de van ate o porto e depois de barco ate a ilha. Um pequeno inconveniente e que a van estava completamente lotada (mas nao superlotada) e mal dava para mexer os pes. O passeio de barco foi tranquilo e demorou so uma hora, pelas aguas azuis da Tailandia.
  Quando a gente chegou, foi direto para o Naga's Guest House, indicado pelo guia. Para nossa decepcao, as instalacoes eram para la de ruins e os bangalos nada mais eram que choupanas furadas.
  Com medo de virarmos banquete para os insetos a noite, saimos para procurar outro, mais atraente. Foi ate facil, ja que o primeiro vizinho, a uns trezentos metros, atendia muito bem a nossas espectativas, apesar de um pouco mais caro.
  Detalhe: foi o primeiro estabelecimento que tinha TV no quarto, o que e ate incomum em pensoes (acho que seria a melhor traducao para guest house).
  Finalmente, bem estabelecidos, fomos invadir a praia dos tailandeses. A agua aqui e um tom azulado e estava morna. A areia e toda branca. Perfeito. Passamos o dia todo caminhando e nadando, ate a hora da janta, que fizemos num restaurante na praia. Detalhe que, ao inves de sentarmos nas cadeiras de madeira que estamos acostumados no Brasil, nos acomodamos em almofadas tradicionais tailandesas sobre esteiras. E um pouco parecido com o estilo japones, para falar a verdade.
  Pela primeira vez, nao tinha turistas japoneses em tudo quanto e canto, como em Bangkok. Ja os turistas europeus sao uma presenca constante, mesmo aqui. Infelizmente ha poucos brasileiros. Para falar a verdade, so encontramos um, em Bangkok.

Lingua tailandesa (de novo)

  Um detalhe interessante sobre a lingua tailandesa. O tailandes usa um alfabeto proprio e nao ha uma regra oficial para a transliteracao para o alfabeto ocidental. E um vale tudo: o pessoal daqui escreve Ko Samed, por exemplo. Ha casos mais graves. O nome Ayuthaya, antiga capital da Tailandia (imagino que na epoca fosse Siao) pode ser escrito

  • Ayuthya
  • Ayudhya
  • Ayothya
  • Ayudhua

Ou para pior, como vimos em textos antigos europeus:

  • Iudia
  • Judia
  • Iudea

Gatos

 Uma coisa me ocorreu. A Tailandia e o antigo Siao. O que vem do Siao e siames. Os gatos siameses, por conseguinte, deviam vir daqui. O que acontece e que ate agora vi muitos gatos, mas nenhum que sequer fosse parecido com o gato siames. O que esta acontecendo com esse mundo?







Grande Letra
Fausto
23:39

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Pequena viagem

Amanha devo ir para a ilha de Koh Samet (koh significa ilha). Assim que puder mando mais posts. A previsao de retorno a Bangkok eh no dia 24. Espero ter novas e boas para contar.

Hoje eu fui no Museu Nacional (de Bangkok) que, como esperado, tinha muitas 'atracoes' interessantes, desde um sumario da historia do povo tailandes a reliquias de arte de varios povos da Asia. O passeio em si foi como uma pequena aula de historia da Asia e as cinco horas passadas la (uma almocando) foram bem aproveitadas. Uma coisa que me chamou a atencao foram as diferentes versoes de mesmas figuras do Brahmanismo e do Budismo para cada povo. Vendo as muitas versoes de Buda, surgiu a seguinte questao: o modelo que eles usam para o Buda e uma figura ideal e, assim, um pouco diferente do povo medio, ou algo mais proximo com uma pessoa qualquer que voce encontraria na rua? Ou ainda, seria na verdade o retrato de alguem importante? Espero nao irritar ninguem que siga esta religiao com esses questionamentos, mas nao da para esquecer que os seguidores de qualquer fe sao seres humanos, sendo assim suscetiveis a qualquer tipo de fraquezas. Nao seria, entao, surpresa ver um figurao desenhado como um ser iluniado (independente de realmente ser...)

Bom, de qualquer forma, estou de mala e cuia na mao, pronto para encarar o mar na Tailandia...

 

Grande Letra
Fausto
02:19

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Friday, March 19, 2004
 

Viva o nosso rei (deles)!!!

  Hoje nao foi, infelizmente, um dia significativo. Nao fiz muita coisa alem de ir fazer umas comprinhas de materiais necessarios, o que me deixou um pouco chateado. Amanha ja programei de ir para varios museus da cidade, entao o dia vai valer mais a pena.

 Se serve de consolo, descobri que os restaurantes de shopping center podem ser uma aventura, se voce quiser descobrir novas formas de alimentacao. Hoje eu experimentei arroz com ganso, que foi muito bom, eu acho (na verdade, tinha tao pouco que nao deu nem para sentir o gosto direito. Mas posso garantir que a parte do sabor que ainda resta na memoria e agradavel).

  No shopping que a gente foi, mais voltado para a populacao de classe media, tinha uma galeria de restaurantes, que funcionavam pelo sistema de cupons. Para comer em qualquer um deles era necessario comprar cupons (que podiam ser reembolsados sem onus) num caixa central. Pensando bem, e um otimo sistema, ja que evita que os cozinheiros toquem em dinheiro. E economiza tambem o espaco da maquina registradora. Havia varias opcoes da culinaria asiatica, incluindo, e claro, a cozinha local, alem da chinesa, cantonesa, japonesa e 'italianesa' (massas, como todos sabem, sao originarias da china. Por que nao considerar pizza como comida oriental? :)) Como sempre havia coisas que nunca imaginaria que fossem comestiveis. Deviam cobrar entrada para os estrangeiros irem a restaurantes locais! Entre as surpresas, nao posso deixar de destacar a famigerada cara de porco, alem de pedacos gigantescos de toucinho, atentado a qualquer vigilante do peso.

  Apos o almoco, ficamos de bobeira no shopping.

  Nao tendo mais o que falar sobre o dia, volto ao tema do dia, um assunto que eu tinha citado anteriormente (eu acho): o rei.

O Rei da Tailandia 

 Antes de vir para a Tailandia, uma das unicas coisas que eu sabia sobre o pais (alem de que eles falavam tailandes) era que o rei e uma figura muito respeitada, assim como toda a familia real, querida pelo povo local. Ai de quem ousar falar mal deles! Todos os guias dizem que nao e de bom grado fazer qualquer comentario sobre o rei da Tailandia. Faz sentido. Nao e muito inteligente fazer com que mais de cem pessoas ao seu redor queiram bater em voce ao mesmo tempo.

  Nao foi dificil confirmar a adoracao ao rei por seu povo. Em quase todas as lojas e estabelecimentos, ha algum tipo de foto, desenho ou imagem do rei (atual ou anterior), ou de alguem da realeza. As imagens favoritas, pelo que deu para perceber sao o rei e sua esposa, em trajes reais muito bonitos e uma foto do rei como monge. Nada impede, e claro, que se use diversas combinacoes de fotos. E quem nao tiver uma foto do rei ou um poster, pode emendar com uma nota de dinheiro, ja que o rei aparece em todas as cedulas e moedas de Bahts (moeda tailandesa). Foi o que eu vi hoje, numa lojinha de produtos eletronicos. Havia uma nota de 50 Bahts colada no vidro, bem visivel (mas nao tocavel).

 Uma curiosidade: o rei que aparece no filme O Rei e Eu, e ancestral do rei atual da Tailandia! O interessante e que os guias que eu li garantem que as anotacoes da tutora inglesa Anne (esqueci o sobrenome) sao imprecisas e exageradas, dando uma impressao desagradavel sobre o rei.

 Dentro da familia real, pelo que eu li, ha varios filantropos e patronos de artes. Uma das princesas, filha do rei atual e, inclusive, arqueologa e fez grandes contribuicoes para a pesquisa e restauracao de sitios arqueologicos. Infelizmente nao posso dar certeza absoluta, preciso conferir no guia...

Miscelanea sobre a Tailandia

  •    Para os compradores inveterados, uma boa noticia: e pecinchar faz parte do dia-dia local, e mesmo descontos aparentemente altos (mais de 20%) podem ser obtidos com um pouquinho de labia e choro. Mas cuidado: vendedores de rua podem colocar precos absurdamente caros em seus produtos, nao sendo dificil encontrar em shoppings produtos pela metade do preco, ou ate menos!
  •  O alfabeto tailandes e fonetico, contando com 44 consoantes e 32 vogais. A lingua e tonal, como o chines, e usa prolongamentos de som, como o japones!
Grande Letra
Fausto
20:49

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Thursday, March 18, 2004
 

Wat Phra Kew!
Como?

Hoje a gente foi de novo Wat Phra Kew (templo do Buda de Esmeralda), localizado no Grande Palacio, antiga residencia imperial, antes da separacao entre religiao e estado na Tailandia. Apesar da entrada relativamente cara, coisa de 200 Bahts, uns 20 reais, valeu muito a pena. Da ultima vez, nao deu para a gente ver direito os murais e algumas imagens do templo, porque o pessoal estava meio com pressa, para ver outros templos no mesmo dia.

Como o grupo era bem menor, deu para ficar mais tempo desta vez. Deu para tirar varias fotos dos murais e ver com mais calma as varias e belas estatuas de la.

Depois disso, fomos almocar num restaurante dirigido por um travecao esquisito, assistido por um time de travequinhas... A gente nao se demorou muito la e logo foi para o nosso destino seguinte, um passeio no rio Chao Phraya (le-se Tchau, Praia! hehe)

Ha um sistema de barcos que funciona meio que como um onibus maritimo. Muito interessante e muito util. Um detalhe que faz parecer ainda mais com barco e a 'cabine' do timoneiro-motorista: um assento de carro, com um enorme volante de onibus. Mais parecido que onibus que isso, so se o timoneiro usasse oculos Ray-ban comprados na feira...

O passeio durou uma hora e foi bastante interessante. Um atrativo melhor foi o preco. Foi a mesma coisa que passear de onibus, inclusive no custo. A diferenca e que esse onibus passava pela agua. Bom, se tivesse chovendo por aqui, talvez nao fizesse tanta diferenca...

Por hoje, vou deixar mais imagens, que eu tirei hoje no Wat Phra

Divindades, fazendo... hmm... bom... deixo por conta de sua imaginacao.

Garuda, ou Klut, segundo me disseram. Montaria de Shiva e inimigo dos Nagas.

Fila de Garudas, tirada no mesmo lugar

Kinnari, nome tailandes para figuras mistas de mulher e ave. Ha tambem a versao masculina delas. Elas guardam templos (eu acho)

Yek, neste caso usado para sustentar um grande Chedi, usado para guardar cinzas reais. Muito popular entre as garotas, que sempre posavam perto dele.

Mais um klut (nao sei por que duas figuras tao diferentes tem o mesmo nome), com a mesma funcao do Yek. Diferente do seu colega de trabalho, este era sempre sorridente e animado... :)

Naga (inimigo dos Garudas?), com cabecas humanas em numero (em geral) impar. Muito comuns tanto aqui quanto no Camboja, derivadas do Hinduismo, servem como cama para Shiva (pelo que eu entendi) se reclinar. Aparecem em entradas de templo e vigiando escadarias especificas...

Demonios guardioes de templo, chamdos Toskan (nao e Toscao, nao). Muito diferentes de seus correlatos japoneses, vestem roupas e adornos impressionantes. Muitas vezes figuras parecidas com essas apareciam guerreando nos murais do templo. Gostaria de saber qual sua historia...

Finger (pelo menos foi o que o pessoal aqui do ciber-cafe disse). Parecem muito com as versoes masculinas dos Klut, com a diferenca de que os pares dos Kluts (!) nao tem nada a ver com esse, sao mais parecidos com os Yeks...


Grande Letra
Fausto
22:42

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Wednesday, March 17, 2004
 

Um dia semi-produtivo

Hoje acordamos relativamente cedo, para podermos passar na Chinatown de Bangkok. Desta vez, mostrando que aprendemos a licao, resolvemos pegar um taxi amarelo e verde, de companhia e nao um azul e vermelho, particular, ja que geralmente o motorista particular tenta passar a perna em estrangeiros incautos...

Chegando la, percebi que a tal da Chinatown nada mais era que uma grande feira (pelo menos foi assim que me pareceu), com algumas barraquinhas vendendo comidas que desafiavam a criatividade para entende-las... Acho que cheguei a ver caras de porco a venda. Tenho certeza que tinha tambem pato e porco todo assado (com cabeca e tudo), alem de pes de porco (nada especial nisso, va no mercado local que da para ver tambem). Ja a parte de produtos aparentemente marinhos era mais desafiante e havia muitas coisas que eu nem fazia ideia de como pareciam. Sorte do leitor desse blog, que nao da para passar cheiro pelo computador...

Na hora do almoco, fomos a um restaurante indiano que nos tinham recomendado. Para minha infelicidade, o prato que eu escolhi era tao pequeno que eu pensei que era parte do prato do meu amigo. O preco, e claro, era normal. De vinganca, vou atacar o McDonalds no jantar!

Depois disso, fomos descansar de novo no shopping center e depois demos uma volta na regiao de Pat Pong (ou Phat Phong, nao sei qual e a versao correta), que tem duas reputacoes. Uma, por ser um local de agito muito frequentado por estrangeiros a noite. Outra, por ser uma regiao de luz vermelha. Como fomos de dia, nao deu para ver muita coisa que justificasse a segunda reputacao, fora umas pessoas aqui e ali, mostrando cartazes de 'massagens' mais que completas... Na verdade, tambem nao deu para confirmar a primeira reputacao tambem, porque estavamos cansados e resolvemos voltar mais cedo.

Adendo intermediario (isso existe?)
Ultimamente eu tenho usado bastante a expressao 'estavamos muito cansados'. Nao se preocupem, nao e tao grave assim. Nada que umas horinhas de descanso nao curem. O problema e ter as danadas das horinhas...

Diferente do grupo, eu ainda tive um pouquinho de energia para poder dar uma voltinha em uns wats (templos) locais, que infelizmente estavam fechados. Deu para ver uns detalhes internos, ja que nao estava realmente todo fechado. O que me chamou a atencao e que, apos o templo fechar, ele e dominado por gatos, ja que nem os monges e nem o resto da Tailandia tem o habito de fazer mal a qualquer tipo de animal (excecao de mosquitos, eu acho), entao eles nao tem o menor medo de deitar por ai e fazer o que os gatos fazem de melhor de dia: descansar.

Por ultimo, deixo a foto de um monge que vi sentado num banco de praca, por onde eu passei.


Ha muitos monges da Tailandia e, pelo que eu entendi, isso se deve ao fato de que todo homem budista do pais tem de se tornar monge por pelo menos alguns meses de sua vida. Nem mesmo o rei escapou dessa, pelas fotos que eu vi..



Grande Letra
Fausto
21:59

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Marasmo agradavel

Depois de termos sido moidos, cozidos, fritos e esfregados no chao, finalmente tivemos a oportunidade de fazer algo que nem nos passou pela cabeca nos ultimos dias: nada

Pois e. Hoje foi, sem sombra de duvida, o dia menos produtivo de todos. Que bom! :) Depois de acordarmos la pelas onze da manha, resolvemos dar uma passadinha no shopping center que ficava a uns cem Bahts (coisa de dez Reais) de distancia. Na verdade, foram dois. Mas foi bom, para a gente sentir o ar-condicionado forte, o gosto de sanduiche, enfim, todas as porcarias que eu estava acostumado a comer em casa.

No final, voltamos para o hotel para nos despedir de parte do grupo que, corajosamente resolveu ir ate o Laos para descobrir o que ha de bom por la. Como nos faltou esse espirito aventureiro, resolvemos ficar por aqui e tentar conhecer mais a fundo esse fascinante pais que e a Tailandia. Para isso, nos armamos de um dicionario e um livro de Tailandes para principiantes. Vou dar uma folheada nele hoje, para bater um papinho com o povo daqui amanha... :)

No shopping, passamos por uma loja de laticinios, na maioria bebida. Entre eles tinha leite de (sabor) morango, cha e chocolate, alem de um tipo de curau de cha, muito gostoso. O Romulo, outro brasileiro do grupo, comprou um tipo de cha-verde gelado com leite e jujubas. Acabou nao gostando e passou para mim. Ate que e bom, se voce esta acostumado com comidas asiaticas.

Por falar nisso, me lembrei agora de um acontecimento que marcou a nossa saida da Tailandia, antes de irmos para o Camboja. Resolvemos no dia provar, pela primeira vez, algo realmente unico da Tailandia. De fato, foi uma experiencia unica. Foi a primeira vez que provei algo cujo sabor doia. Parece exagero, mas acho que e a descricao mais precisa. A pimenta era forte de verdade. Nos tentamos de todas as formas possiveis, mas nao tinha nada disponivel na mesa que apaziguasse o troco.

Foi o bastante por enquanto como experiencias culinarias tailandesas...

Para finalizar, vou aproveitar para colocar umas imagens de...

Angkor Wat!!!
(o troco precisa de efeito sonoro...)

Entalhes de dancarinas (acho) nas paredes do templo

Visao externa do templo, com todas as cinco torres principais visiveis

Cabecorras que eu ainda nao consegui identificar, em um templo menor, a mais de um quilometro do templo principal








Grande Letra
Fausto
21:26

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Tuesday, March 16, 2004
 

Libertas quae sera Tailandia

(Liberdade, ainda que seja na Tailandia)

Eu ja mencionei que o Camboja e quente para diabo? E so para ter certeza...

Agora que estamos de volta em Bangkok, posso definir minha experiencia no Camboja como:

NAO VA PARA O CAMBOJA!

A nao ser que seja de helicoptero. Estaria exagerando se dissesse que tudo foi ruim. A viagem para Siem Reap e para Angkor Wat foi muito legal, mesmo considerando sete horas em estradao de terra batida, cercada de buracos e casebres de palha e palafita por todos os lados, com paradas medievais de onibus e precos de hotel cinco estrelas para almocar em estabulos. A experiencia de Angkor Wat foi muito, muito legal.

O grande problema foi a viagem para Phnom Penh, a capital. A explicacao pode ser meio simploria, mas essa e a impressao que eu tive em alguns poucos dias por la.

O Camboja foi dominado e violentado pelo Khmer Vermelho, grupo extremista do proprio pais, ha cerca de 20 anos (1975-79, se bem me lembro). Nessa epoca, o Khmer Vermelho tentou fazer um dos maiores crimes contra seu proprio povo: o etnocidio (corrijam-me se a expressao nao for precisa). Enquanto mantinha o povo vivo, o Khmer Vermelho fez questao de exterminar qualquer presenca incomoda, como intelectuais, monges e outros. Todo o povo que nao conseguiu se refugiar de algum jeito acabou sendo incluido em uma de tres possibilidades: soldado do Khmer, operario ou lavrador. A melhor mostra disso e a escola que foi transformada na prisao S-21 (Escritorio de seguranca 21), onde foram realizadas torturas, interrogatorios e e assasinatos. Admito que nao sei muito da histora desse pais e por isso pretendo estuda-la mais a fundo.

O governo do KV foi encerrado ha muitos anos. Mas as marcas deixadas no povo ainda sao visiveis, especialmente em Phnom Penh. O povo gentil, amigavel e feliz que a gente viu em Siem Reap nao habita mais Phnom Penh. Toda a bondade que existia no coracao dos habitantes dessa cidade (pelo menos os que a gente teve contato) foi extirpada para dar lugar a mesquinharia, velhacaria e avareza. Em cada segundo passado naquela cidade, a gente tinha a clara impressao (e muitas vezes a certeza) de estar sendo enganado, mesmo que fosse em migalhas. O olhar das pessoas era totalmente vazio, e eles so demonstravam alguma afeicao por dinheiro.

Pensei a primeira vista, que tinhamos ido parar na parte ruim da cidade (e ainda espero que tenha sido so isso) mas pelo que eu consegui ver, nao havia um unico lugar diferente.

Minhas palavras podem parecer duras e amargas, mas eu acho que ainda sou um dos mais otimistas ao falar do que a gente passou.

Outra coisa que nos deixou meio enojados foi ver que as unicas atracoes que eles achavam que realmente valiam ver na cidade eram um campo de exterminio, uma prisao (a S21) e um campo de tiro. O campo de exterminio podia ser algo realmente instrutivo, como um exemplo para geracoes futuras. O que vi e que na verdade o lugar tinha sido transformado em atracao turistica, onde as almas de pessoas nobres que tinham passado por todo sofrimento em vida foram sujeitadas a humilhacao final de servir de modelo para fotos de turistas. Se isso parece exagero, entao porque havia uma lojinha na saida do campo vendendo camisetas com caveiras desenhadas?

A visita a prisao foi mais `instrutiva` pois deu para ver que atrocidades foram cometidas por la (e lembras das cometidas no Brasil). Mas deu tambem espaco para uma ultima reflexao: como o povo deixa os cranios dos proprios avos e parentes serem expostos dessa maneira, como se fossem meros enfeites?

Mais uma vez reforco que foi apenas uma visita curta e que nossa visao, espero, seja exagerada. Mas em todo o tempo que ficamos, nenhum membro do grupo conseguiu ver nada de bom nos cidadaos de Phnom Penh. Outra coisa que nos causou ultraje foi ver algo desagradavelmente familiar: centenas de criancinhas pedindo esmola nas ruas enquanto seus pais ficavam bem perto, vigiando-os enquanto descansavam tranquilamente embaixo das sombras.

Bom, mas isso sao aguas passadas. Tenho a esperanca de que em vinte ou trinta anos, a situacao melhore e o povo de Phnom Penh recupere a parte boa que e natural ao coracao de todo o cambojano e consiga superar de vez as agruras a que foi submetido no passado.

Agora estamos em Bangkok, e esperamos que cada momento aqui seja mais agradavel.

Uma coisa que me impressionou tanto na ida como na volta foi ver a diferenca tao marcante entre os paises. Como passei a fronteira a pe, pude ver claramente a mudanca. De um lado, o Camboja, com o ar pesado e denso, vegetacao seca e povo barbarizado. De outro a Tailandia, com o ar limpo e agradavel, campos e matas verdes e ar puro. Sei que a impressao e exagerada, mas nada posso fazer, pois foi o que eu senti.

Adeus, Camboja, talvez nao nos vejamos nunca mais.

Grande Letra
Fausto
02:18

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Saturday, March 13, 2004
 

A cidade flutuante

Apos o exaustivo passeio a Angkor Wat, que me deixou extremamente satisfeitos, nos estavamos muito cansados para uma segunda rodada. Alem disso, nosso passeio no dia anterior tinha sido muito mais proveitoso que poderiamos imaginar. Vimos os templos principais alem de alguns secundarios. Deu ate para ver o Sol se por perto do templo, alem de a gente dar um 'templinho' na entrada para esperar todos sairem e podermos tirar uma foto do templo sem nenhum turista!

Por isso, resolvemos ir ver a cidade flutuante, que ficava proxima, mas felizmente nao muito de onde estavamos. Conseguimos um carro que nos levou ate o porto de acesso ao lugar de graca. Nao ha outra palavra que descreva melhor o ambiente: era um verdadeiro chiqueiro. Havia, inclusive alguns porquinhos, visiveis a uma distancia segura. A agua do rio variava das cores verde atomico para marrom missoshiru, dependendo do lugar. Pelo que entendemos, era efeito da estacao seca. Na estacao das chuvas o nivel subia uns seis metros e a porcaria era diluida. (Nota mental: nunca vir aqui nessas bandas na epoca chuvosa!)

A cidade de fato era interessante. Tinha tudo: escola, hospital, policia, partido politico, criancas tomando banho na agua, casas em construcao e ate alguem levando porcos num barco para sua choupana flutuante. Ouvi falar que tem muitos refugiados vietnamitas, que levam a vida no lago ou trabalham aqui para mandar dinheiro para suas familias na terra natal.

 O passeio incluia uma volta na vila, com apenas uma parada na casa/barco/loja, que pertencia, por uma coincidencia inacreditavel, a tia do guia que nos tinha levado.

  Terminado o passeio, decidimos voltar para a pensao, descansar, tomar um banho jantar e nos preparar para o dia anterior, porque iriamos partir para...

Phnom Penh (Saude!)

Depois de mais uma exaustiva viagem de onibus (desta vez com condicoes de estrada bem melhoes, chegamos na capital do Camboja, Phnom Penh.

Logo que chegamos, la pelas quatro da tarde, fomos cercados por um montao de olheiros de pensoes e hoteis, que nao davam-nos nem um segundo para pensar. O calor era grande e a raiva ia subindo. Um dos membros do grupo, por sinal a pessoa menos preparada para decidir, acabou conseguindo uma van que levava de graca ate uma pensao localizada a beira do lago.

Fomos descobrir que a pensao era um grande muquifo de madeira, montado sobre a agua, que era verde como cha japones. O grupo rapidamente votou e decidiu fugir daquele lugar o mais rapido possivel. O que foi muito bom, porque se eles resolvessem ficar eu ia abandonar o grupo (se eu chamasse o lugar de espelunca horrivel estaria sendo gentil de mais). Aconteceu entao o que eu imaginava: o transporte gratuito era so ate a pensao, nao de graca. Furiosos, saimos a pe em busca de um lugar melhor. Depois de uma hora de caminhada, conseguimos achar um lugar limpo, confortavel e com ar-condicionado. Perfeito.

Para melhorar, a pessoa que teve a ideia brilhante parou de se manifestar a respeito de qualquer coisa, espero que tenha aprendido a licao. Nao vou falar de onde era a pessoa, mas dou a dica de que ela era europeia. Por sinal, nao quero colocar nenhuma ideia preconceituosa, mas o pessoal do Velho Mundo parece muito menos capaz de sentir o cheiro de perigo e espeluncas, o que esta aumentando bastante o estresse por parte dos dois brasileiros do grupo. O calor esta muito grande, e estamos parando de nos importar tanto com a seguranca dos outros. Afinal, sao todos maiores de vinte anos, entao o problema e deles se eles nao quiserem ouvir.

O grupo, como um todo esta muito cansado, apesar das boas aventuras que passamos juntos. Infelizmente, havera uma separacao temporaria e o grupo se dividira em dois ate o dia 24 ou 25, quando nos encontraremos em Bangkok. Meu orcamento e paciencia nao sao suficientes para aguentar outro pais igual ou pior ao onde estou agora...

Amanha espero ansioso pelas belezas de Phnom Penh. Com sorte, vou ver mais um grande wat (templo budista), o palacio real e outras riquezas do Camboja. Mas a cidade nao e, infelizmente muito bonita e o transito aqui e caotico e barulhento. Por isso, depois de amanha estou de partida, com outros membros do grupo, de volta para Bangkok, que tem muito mais atraentes. Pelo que eu vi, a Tailandia e muito mais apropriada na relacao custo-beneficio-diversao que outros paises. Talvez de para ver a ponte do Rio Kwai por la! Ha tambem praias agradaveis que espero ver se der.

O reino do Camboja, por outro lado, tem poucas atracoes modernas, apesar de o Angkor Wat ter sido indubitavelmente a melhor coisa que eu vi em termos de atracao turistica exotica. Foi de fato um privilegio unico. Infelizmente, nao ha muito mais em termos de atracao turistica ou estrutura para agradar ao turista.

Os habitantes locais sao gentis e amigaveis, apesar de alguns vigaristas prejudicarem a impressao que eu tive do pais. Eles tem muita curiosidade em relacao a todo estrangeiro, apesar de ter um espaco especialmente reservado em seus coracoes para os dolares e euros que os turistas possam trazer.

Os precos sao todos em dolares e ha muitas pessoas pobres. E muito comum ver criancinhas na rua (o controle de natalidade, se existe, nao e bom) que, assim que veem um estrangeiro falam 'Hello' ou 'Hello, Sir'. Aparentemente os adultos as ensinaram que isso significa 'Me de dinheiro por favor'... Ouvi falar que muitas criancas, pelo menos em Siem Riep, onde fica Angkor Wat, vao para a escola por um periodo e vendem/esmolam por outro. Espero que seja verdade. Muitas delas tem um talento muito grande para linguas e seria um desperdicio muito grande nao usa-lo no futuro em uma atividade profissional qualificada.

De qualquer forma, minha impressao geral sobre o lugar nao foi boa. Admito que o calor infernal que esta fazendo tem uma influencia muito grande na minha opiniao atual. E ainda dizem que estamos na estacao fria, ja que so faz de 35 a 38 graus!

Mas isso nao importa mais. Em dois dias estarei de volta em Bangkok, que nao e uma maravilha, mas ainda e o melhor lugar desta parte da Asia. Tendo em vista o que eu vi por aqui, nao tenho nem coragem de imaginar como seria no Laos, onde o grupo vai, que dizem ser duas vezes pior. As fotos provarao que minha opiniao nao e exagerada...

Grande Letra
Fausto
22:18

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Friday, March 12, 2004
 

Cambooojaaa

Depois de uma exaustiva viagem de onibus por uma estrada as vezes acidentada (na maioria das vezes nao tinha estrada) de mais de doze horas, finalmente chegamos na cidade de Siem Reap (como?), a segunda maior cidade do Camboja. A diferenca de nivel de vida entre os dois e significativa, mas vou entrar em detalhes depois, quando estiver descansando tranquilo no meu ape no alojamento em Toquio. Por agora, detalhes mais interessantes.

Siem Reap significa derrota da Tailandia, o que indica a boa relacao que os dois paises tiveram no passado. Mas isso e historia antiga. Hoje, os tailandeses sao muito bem-vindos com seus Batts, embora outros turistas com seus dolares e euros tenham um espaco um pouquinho maior reservado no coracao dos habitantes locais.

Como tinhamos chegado a noite, e estavamos completamente moidos, foi consenso geral nao ir muito alem da pensao onde haviamos chegado. Era um lugar chamado Sidewalk Guest House.

O interessante e que a densidade populacional ate os limites de Siem Reap e comparavel com o do Amazonas, com uma vegetacao que rivaliza com o agreste nordestino...

No dia seguinte resolvemos ir dar um pulinho na terra prometida:

ANGKOR WAT!!!

O passeio comecou as oito horas. Teve algumas vozes que tinham sugerido sair la pelas cinco da manha, para ver o nascer do Sol que logo foram abafadas. Estavamos numa van que tinha sido alugada pela bagatela de quarenta dolares, dividida entre oito pessoas) depois percebemos que o dinheiro foi muito bem investido, ja que tudo era muito longe por la.

O tempo, infelizmente, nao e muito grande e vou entrar em mais detalhes depois. Ha apenas uma frase que pode descrever a experiencia: foi o melhor `templo` que eu ja passei num lugar! hehe

Tudo aqui e cobrado em dolares, o que nao da uma sensacao muito agradavel. Os riels locais sao facilmente colocados em segundo plano devido a alta inflacao local. Mais detalhes depois, o `templo` acabou (nao vou parar com essa piada por enquanto...)

Grande Letra
Fausto
21:39

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Tuesday, March 09, 2004
 

Tailandia: Dias tres e quatro

(Versao resumida)

  Ontem eu fui com o grupo no complexo de templos de Ayuthaya. La tinha muitos Wats, todos muito interessantes. Pelo que eu entendi era uma das capitais antigas (entro em mais detalhes quando tiver um livro-guia proximo), que foi devastada pelos Kmer. Bangkok, por sinal, e uma capital que foi transferida para seu lugar atual justamente para atacar dos Kmer.

  Os nomes dos reis e principes homenageados e enterrados (as cinzas) nos templos superam a minha capacidade de memorizacao. Infelizmente, vou ter de colocar detalhes depois. Como Ayuthaya foi atacada por um exercito inimigo, nao e surpresa que os ataques nao tenham sido limitados aos habitantes, mas tambem  a sua cultura. A grande maioria das estatuas de Buda de la foram decapitadas. O destino das cabecas eu nao consegui descobrir, mas posso imaginar. Muitas das que nao foram destruidas provavelmente foram vendidas por ladroes e exploradores de tesouros.

  Cheguei a ver por la duas figuras do Buda deitado, de tamanhos diferentes.

  O complexo nao chega a ser tao impressionante quanto Angkor Wat, no Cambodia, pelo que me disseram, mas e bastante interessante. E constituido de um nucleo central, numa area cercada por um rio que se divide (pela forma quadrada, imagino que seja um rio artificial), com varias estruturas menores ao redor. Para conseguir ver todas, nao seria possivel ir a pe. Precisamos entao usar os magnificos Tuk-tuk, que sao uma mistura de moto e carro, pequenos e versateis. Os guias, por sinais eram pessoas muito interessantes e agradaveis.

  Isso me faz lembrar: ate agora nao achei ninguem desgradavel por aqui. O povo nao ostenta grandes preocupacoes, pelo menos ate onde eu consegui ver. Nao posso esquecer, e claro, que nao estou aqui tempo o bastante para entender o povo local e ainda estou no periodo de ficar maravilhado ate com hidrantes na rua...

 O terceiro dia aqui reforcou minha impressao inicial de que a fala tailandesa e muito dificil de entender. Pelo que ouvi falar, a gramatica nao e muito dificil e o alfabeto, mesmo que seja um pouco complicado, nao chega a ser tao desafiante quanto o chines. O grande problema esta na fala. Meu ouvido simplesmente nao esta preparado para diferenciar a vasta gama de vogais da lingua.

  Quarto dia

 No quarto dia voltamos nossos olhos para Bangkok de novo, para ver alguns templos e monumentos locais. O destaque, indubitavelmente vai para o Palacio Dourado, que fica numa base militar. Hoje foi um dia especial de cerimonias, entao so pudemos aproveitalo pela tarde. Pela manha fomos a outros templos, que vou mencionar depois (meu tempo de internet esta acabando...)

  No final do dia, passamos num templo proximo que tinha uma estatua de Buda deitado dourada gigantesca. Imagino que seja quase tao grande ou talvez ate maior que o grande Buda do templo Todaiji em Nara, no Japao.

  A caminhada nos deixou simplesmente exaustos. Acho que vou descansar mais cedo hoje para recuperar as forcas, porque elas serao necessarias amanha.

  O grupo resolveu seguir uma das rotas anteriormente planejadas. Amanha pela manha vou partir em direcao ao reino do Cambodia, que e uma nacao vizinha. La eu pretendo ver o magnifico Angkor Wat, que foi a capital do reino de Angkor, cujos dominios se estenderam ate aqui em um passado distante. Quando puder, vou tentar entrar em detalhes sobre a rica historia dos povos dessa regiao. Para isso, entretanto, vou precisar de um pouquinho de estudo... :)

  A viagem deve demorar cerca de 12 horas, um pouco mais que eu originalmente tinha esperado, mas tudo bem.  Nao sei como sao as condicoes de internet por la, mas imagino que consiga um ponto de acesso logo. Espero poder mandar mais updates o mais cedo possivel.

 Por ultimo, finalmente encontrei pessoas alteradas por aqui tambem. No caminho de volta para o hotel, nos deparamos com uma mulher que estava tendo uma discussao acalorada e enfurecida com o degrau da escada onde ela estava sentada... Nao consigo imaginar o conteudo da conversa, mas creio que ela tem razao. Muitos degraus sao traicoeiros e nao merecem confianca.

 Bom, desejem-me boa viagem.


Grande Letra
Fausto
22:57

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Sunday, March 07, 2004
 

Dia dois

 Ha um detalhe que nao posso deixar escapar. As ruas aqui sao mesmo parecidas com as de cidades brasileiras. Isso inclue, infelizmente a mesma sujeira... O povo aqui e bastante tranquilo e esta muito acostumado com a presenca de estrangeiros. Nao sei o quanto o turismo e bom para a economia local, mas com certeza o investimento e bem algo. Ha milhoes e milhoes de estrangeiros por aqui, de forma que, em certos lugares, e ate dificil dizer quem e nativo. Mais uma coisa, nao e muito bom bobear aqui, entao mochilas na frente e dinheiro pequeno nos bolsos mais acessiveis. Fora isso, nao sao necessarias preocupacoes maiores.

  Bom, voltando ao assunto principal,

 Dia 2 (agora sim)

 Acordamos la pelas nove e saimos la pelas dez para tomar o cafe da manha. Infelizmente (ou nao) o cafe era estilo normal.

  Depois disso, fomos dar um passeio de barco no rio Chao Phraya, que fica bem perto daqui, mas nao perto demais. O rio e muito legal e o barco era mais como um onibus aquatico, com direito a um guia, falando em ingles e tailandes sobre os pontos de parada. Falando nisso, muita gente aqui fala pelo menos um ingles basico, provavel influencia da atividade turistica.

 Tirei um monte de fotos, como esperado.

 Depois disso, pegamos o trem (na verdade, metro sobre um caminho elevado), que nos levou ate uma grande feira (muito parecida com a feira do Paraguai de Brasilia) em Chatuchak (ou Jatujak, nao sei a pronuncia certa e o alfabeto local nao ajuda). A estacao, como voces podem imaginar, fica perto do bairro de Mo Chit :).

  Passamos uma hora la e resolvemos almocar por la tambem. O almoco foi muito bom. Mais uma vez, dei mais enfase na comida segura, e peguei uns rolinhos primavera (nada de frango, nada de porco). Acabei comprando um mochilao, para me ajudar nas viagens que ainda tenho pela frente. Foi bem barato, acho que era cerca de 80 reais por uma mochila que, em Toqui sairia por 400 (reais).

  Apos isso, resolvemos ir ver uma partida de Box Tailandes! Resolvemos ir a pe e ver mais cidade. Em grupo era seguro, entao la fomos nos. Um detalhe: la era longe para burro. No caminho passamos pelo templo da Montanha Dourada. Nao tinha nenhuma montanha por la, mas era muito bonito. Em alguns dias, nos vamos para uma cidade muito bonita, com templos muito antigos, cujo nome eu esqueci completamente. Estou bem ansioso por causa do que eu vi aqui. Desnecessario dizer que tirei muitas fotos, que colocarei no blog quando possivel. No templo tinha um monte de monges (que se vestem de laranja, num jeito um pouco parecido com o Dalai Lama), meditando. So ficar la me trouxe bastante paz de espirito, estava precisando... :)

 Atras do templo, havia ainda um outro templo chamado Ratchadamnoem (so lembrar metade desses nomes e uma grande aventura).

 Depois do templo fomos para o estadio de Box Tailandes. Por causa do preco e das atracoes do dia nao serem tao boas, resolvemos chegar mais cedo na proxima semana para apreciar melhor.

  Apesar da pequena decepcao, foi muito bom, a vista daqui e bem legal. Paramos numa pracinha, perto de mais um templo (aqui tem 400, nao e surpresa encontrar mais um aqui ou ali), para uma pausinha. Tinha uma estatua la, talvez fosse do rei, nao sei.

  Depois disso, voltamos para o hotel e eu fui escrever o blog. Para evitar distorcoes de espaco tempo (veja 'Tem um louco solto no espaco' para entender melhor esse efeito), nao vou entrar em detalhes posteriores.

 A Tailandia e seu povo (2)

  A Tailandia e um reino e o povo adora seu rei. De fato, ele e o monarca mais adorado de todos, pelo que eu ouvi falar. Logo, falar mal dele e uma prova de insanidade e um desafio a todos os locais. Nenhum interesse em falar bem ou mal, entao estou seguro.

  A Tailandia usa um alfabeto proprio. A lingua tem mais de 15 vogais e tonalidades. E virtualmente impossivel discernir o que eles dizem, desisti de tentar, apesar de tentar pegar uma palavrinha ou outra de vez em quando.

  Muita gente fala ingles, o que da margens de coisas esdruxulas, nao tanto como no Japao, mas ainda assim dignas de nota. Por enquanto, cito uma placa de cruzamento que dizia para usar a passarela e nao a faixa: 'To cross use the flyover. Zebra-crossing [ ou seja, pela faixa de pedestres, que tem uma marquinha 'zebra' na calcada] is cancelled'

 O dinheiro da Tailandia vale mais ou menos um decimo de real, considerando custos e taxas diversos. Pelo menos, e esse sistema que avaliei para definir valores. Um amigo meu simplificou assim: os precos no Brasil sao 3 vezes menores que no Japao. Na Tailandia sao 5 vezes menores.

  Nunca vi ninguem na Tailandia que se aproximasse das feicoes ou proporcoes do personagem Sagat, do jogo Street Fighter II. E melhor nao gerar muitas espectativas quando for ver o boxe tailandes...

Grande Letra
Fausto
22:42

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Diario da Tailandia: Partida

  Decepcao total, aqui e um pais bem civilizado! :) Estou acessando a internet de um computador perto do hotel onde eu estou. Bom, de qualquer jeito, vamos aos fatos! :)

 Vespera da partida

 No dia anterior a partida, eu nao tinha dormido direito, porque tive de me preparar para uma apresentacao que ia fazer no dia seguinte para minha orientadora.  Mas isso nao foi grande problema, o melhor e que eu tirei um peso dos meus ombros.

  Depois da apresentacao, eu estava pronto para voltar para casa, fazer as malas e dormir para compensar as horas de sono perdidas no dia anterior.  Foi ai que um amigo meu, que ia voltar em abril para o Brasil me ligou, para perguntar se eu nao queria fazer alguma coisa com ele. Como era a ultima oportunidade de fazer alguma coisa no Japao, e claro que eu aceitei.

  E valeu a pena. A gente se encontrou em Shinjuku e ficou matando um tempinho, olhando umas lojas enquanto esperavamos uma amiga japonesa chegar para passear com a gente. Depois que ela chegou, a gente resolveu dar uma passada em Odaiba, onde havia uma enorme roda gigante e tambem uma exposicao permanente da Toyota.

  Nao posso esquecer de mencionar que, para chegar la, precisei usar pela primeira vez o Motrilho que, no final das contas, e so um trem a mais, mas nao deixa de ter seu facinio por ser a primeira vez.

  Na exposicao da Toyota, a gente se divertiu bastante: Primeiro, a gente experimentou um simulador de Formula 1 que, e claro, rodava apenas veiculos da Toyota e, o que era muito legal, usava como controle uma replica em tamanho natural de um carro de F1.

  Como a Lei de Murphy nunca deixa de funcionar, os controles travaram no exato momento em que eu entrei no 'carro'. Felizmente os 'mecanicos' se mostraram altamente eficiente e conseguiram reparar o bolido em tempo recorde. A unica decepcao e que o simulador, na verdade nao era nada mais que o simulador F1 2002 para PC...

  Depois disso, nos subimos em carrinhos de verdade que eram controlados externamente (acho que eles seguiam marcas na rua, para demonstrar a eficiencia do sistema de piloto automatico real). Foi um gostinho do futuro.

  Por ultimo, decidimos dar uma olhada em alguns modelos de carro a venda no andar de baixo. O destaque vai para os modelos de luxo, tanto normais quanto esportivos, que faziam muita juz a palavra 'luxo'. Tinha um conversivel que custava apenas nove milhoes de ienes. Acho que vou comprar uns dois... :)

  Chegando em casa, me apressei para arrumar as malas, o que so acabou la pelas 3 da manha...

  Dia da partida

  Acordei as nove horas, com malas prontas para rumar para o aeroporto de Narita. Dei uma arrumadinha no quarto (agora da para ver o chao de novo! hehehe). Encontrei no caminho um outro brasileiro que faz parte do grupo que veio para ca, e fui com ele para o aeroporto. Chegamos la pela uma hora.

  Dei uma ligadinha para minha irma, para dar os parabens para ela. (Parabens de novo!!!) e fui fazer uma boquinha enquanto os outros nao chegavam. 

  As quatro horas embarcamos no poderoso Boeing 777 da Egypt Air, que tinha um piloto mais ou menos (balancava um pouquinho para decolar) e o servico de bordo era mais ou menos. Como era de esperar, a TV e o radio de bordo so rodavam musicas e programas egipcios... Tinha um desenho animado extremamente sem graca e uma sessao de quase meia hora de danca tradicional...

  O voo tinha escala em Manila, nas Filipinas. Ficamos la em uma hora e foi muito proveitoso. Meu conhecimento sobre o pais triplicou nesse meio tempo. Agora eu sei que la tem uma cidade chamada Corregedor e como parece o povo de la. Se eu tivesse saido do aviao, imagino que maravilhas teria aprendido!

  Depois de algumas horas de viagem, chegamos em Bangkok, la pelas onze da noite. Os outros membros do grupo, que tinham vindo com uma semana de antecedencia, nos receberam la. Meio que cansados, resolvemos ir para um restaurante, depois de uma pausinha de meia hora no hotel (que e mais ou menos) e nos deliciar com a cozinha local. Peguei macarrao frito com carne bovina, muito gostosa.

  Sobre a cidade: a primeira vista, Bangkok parece um pouco com uma cidade brasileira. Ha, e claro, pequenas diferencas, que sao evidenciadas com o tempo. Primeiro, todo mundo aqui fala tailandes, o que muito me surpreendeu! hehe. Alem disso, o pessoal todo parece tailandes, outra supresa impressionante. Nao ha outro jeito melhor de descrever, eles nao parecem nada com japoneses e muito menos com chineses ou coreanos. Tem um traco asiatico evidente, mas ao mesmo tempo unico.

  Um detalhe: quando eu sai de Toquio, a temperatura local era de cerca de doze graus. Aqui esta fazendo uma media de trinta e dois, e estao dizendo que a gente tem sorte de estar tao fresco... O fato e que aqui parece bastante coma  Bahia, pelo menos em temperatura. O povo local e coerente com o clima, e todos usam roupas leves.

  A religiao predominante e o budismo, mais especificamente da seita Teravada. Ha muitos templos por aqui, mas todos sao absolutamente diferentes dos japoneses e dos chineses. Por sinal, sao extrememante bonitos (nao que os outros nao sejam), com muitas cores e um estilo vivo. Talvez o calor das zonas mais tropicais estimule o pessoal a investir em cores mais alegres.

  Quanto aos habitos locais, o povo ve o corpo com uma hierarquia interessante: a cabeca e a parte mais importante, e os pes, por sua vez, mais 'vis e sujos' Desta forma, e extremamente impolido tocar a cabeca de alguem e, ao mesmo tempo, tocar alguem ou apontar com os pes. Como eu posso agir normalmente sem encostar nas cabecas e chutar os outros!? Vou ter de tomar muito cuidado para nao fazer isso por aqui...

Grande Letra
Fausto
22:17

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Saturday, March 06, 2004
 

Férias temporárias!

Resolvi tirar umas férias e estou de partida agora. É claro, não é uma coisa que eu decidi fazer a dez minutos atrás. Mas eu estava ocupado com os detalhes e acabei esquecendo de atualizar o blog....

Bom, de qualquer jeito, eu estou de partida para a TAILÂNDIA!!! Estou indo com um grupo da minha universidade. Assim que puder, faço updates. Vou manter um pequeno diário, em papel e vou atualizando o blog assim que for possível.

Bom, é isso aí. Me desejem boa viagem. Devo estar de volta aqui no Japão pelo dia 27. Mas não deixe de olhar de vez em quando. Se eu puder, faço mais updates...

Grande Letra
Fausto
10:00

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Tuesday, March 02, 2004
 

Março chegou...


...E também o frio. Lembro de ter falado que um calor agradável tinha aparecido e eu já nem precisava de casaco. Sabe-se lá por que motivo o frio voltou com toda a intensidade e pegou todo mundo de surpresa.

Nos jornais todos estão comentando sobre o frio (é claro na seção de previsão do tempo) e há até a espectativa de NEVE!

Tóquio fica perto do mar, o que provavelmente facilita a instabilidade climática. Nem por isso eu acho que algum dia eu vá entender a lógica que rege o clima daqui.

Já estava achando que o tempo era meio doido no Brasil, especialmente depois da surpresa que São Pedro mandou para o pessoal lá de casa. (Será que já parou de chover?) Mas aqui no Japão o clima é realmente instável.

Grande Letra
Fausto
11:55

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Pessoas interessantes

Semana passada esta passeando com uns amigos em Shinjuku e resolvemos entrar numa ruela perto da estação, chamada Yume Yokodoori (eu acho), que é cheia de pequenos restaurantes aconchegantes. Queria mostrar aos amigos um restaurante de udon (macarrão japonês), que eu achei muito bom, apesar de ser bastante simples.

No meio do caminho, fomos interpelados por um senhor de meia-idade, que perguntou, num inglês até muito bom, apesar de ter um pouco de sotaque, coisas como de onde a gente vinha ou o que estava fazendo em Tóquio, se estávamos a passeio ou a trabalho. Conversamos por algum tempo e a conversa foi bem agradável. Quando ele soube que nós três éramos brasileiros, começou a tecer comentários sobre as boas relações entre os nossos países, falando coisas como "nações amigas" e "boa relação de amizade". Bom, de fato, não tivemos grandes problemas com o Japão e isso é uma expressão corrente.

Apesar de muitos japoneses lembrarem primeiro de futebol e café quando falamos em Brasil, nunca vi nenhum demonstrar alguma forma de inimizade em relação a brasileiros. O interessante é que um episódio parecido já tinha acontecido comigo há alguns anos atrás em um lugar totalmente diferente do Japão.

Pelo que eu percebi, muita gente aqui não fala com estrangeiros por medo, mas não é o tipo de medo que você está pensando. Muitos tem medo de não conseguir se comunicar com estrangeiros e outros, mesmo sendo bons em inglês acabam não falando por pura timidez. Como regra de boa educação por aqui, não se fala com estranhos sem um excelente motivo. Tanto é que, para você iniciar qualquer comunicação com um desconhecido, é de bom gosto se apresentar, de modo a não ser mais estranho. Não é nada que eu não entenda, apenas é diferente (mas não muito) de como fazemos no Brasil. Na verdade, imagino em quantos países realmente é comum começar a falar assuntos cotidianos com totais desconhecidos, como acontece normalmente no Brasil.

Grande Letra
Fausto
01:45

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