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Saturday, February 28, 2004
Shakey's
Hoje eu fui almoçar no buffet de pizza da pizzaria Shakey's, que fica aqui no lado.
No Japão eu não vi nenhum restaurante que fizesse um rodízio como no Brasil, onde os garçons passam e trazem comida nas nossas mesas. Talvez a única exceção seja o Copa-Tokyo, mas esse restaurante é brasileiro, então não serve de exemplo...
De qualquer jeito, eu fui na pizzaria. Por um preço razoável para padrões japoneses(apenas 650 ienes, cerca de 19 reais), dava para comer o quanto de pizza que o estômago aguentasse. E eu aceitei o desafio.
O cardápio incluía além de pizza, alguns tipos de espaguete e batatas fritas com tempero. Provei e torci o nariz para eles. Voltei para as pizzas. Para começar, por que não uma calabresa? Massa fina, meio estourada e com muito molho e pouco queijo. Por causa disso, a massa era meio dura, e difícil de cortar só com o garfinho. Acabei pedindo para a garçonete por uma faca, já que não tinha disponível na mesa, que audácia a minha! Era só ver todos os outros clientes comendo com garfos de sobremesa (eu pensei primeiro que elas estivessem me gozando, mas realmente era o único tipo disponível) ou com as mãos para saber que é assim que se come pizza. Preferi não perguntar pelo azeite.
Engraçado, a pizza parecia caseira. Bom, deixa para lá. Próxima pízza. Hmm? Alface? E atum enlatado! Dá para aguentar. E olha que no finalzinho ainda tem um pouco de batata! Nunca imaginei que uma fatia só teria tantos sabores.
Mais uma vez a língua grita por sabores conhecidos. Muito bem, portuguesa! Sem cebola, é claro, mas não tem problema. Nem azeitona, quem liga? Bom, pelo menos tem pimentão. E muito.
Melhor experimentar algo novo. Frutos do mar! Nossa, tem polvo e não tem camarão... Hmm... Passável. Proxima: Cogumelo com algum tipo de carne. Meio forte de pimenta, não dá para identificar. Resolvo perguntar e a garçonete diz que é carne bovina. Nâo diz que é hambúrguer. Prefiro acreditar que seja e me recuso a imaginar outras possibilidades.
Quando se come por aqui é saudável controlar a imaginação. Por aqui, tudo é possível. Muito bem, próxima fatia. Peraí! Isso é cor de pizza!? Mais uma vez interrogo a garçonete, que já não estava fazendo uma cara muito feliz. Não é normal alguém perguntar tanto...
A pizza era de lula com tinta sépia (que vem das lulas), o que era óbvio! Quem nunca viu pizza de lula com sépia?
Bom, chega de pizzas salgadas. Vamos para a sobremesa. Acho que vou pegar uma pizza! E por que não? Se a gente tem chocolate, banana e Romeu e Julieta, não há nenhum mistério em pizza doce por aqui. É claro, aqui não tem pizza de banana. Mas tem morango com chocolate. Nada mal. E essa aqui? Ah, custard? E com abacaxi? Como é que se traduz isso em português mesmo? :) Meio sem sabor, mas dá pro gasto.
Satisfeito, resolvi tirar uma foto, só para garantir que não ia esquecer.

Na esquerda superior, Lula com tinta sépia (de lula); na direita superior, Chocolate com morango; na esquerda inferior, Cogumelos e hambúrguer bovino e, por último, custard com abacaxi. Um pedacinho da carne rolou para cima dela, mas não deu problema... :)
Fausto
Friday, February 27, 2004
Como esperado...
Todos os canais da televisão aberta estão noticiando o veredito do julgamento. Como era de esperar, o líder da seita Aum Shinrikyo foi sentenciado à morte, da mesma forma que outros 11 sub-líderes, encerrando um processo de sete anos e dez meses.
Não é surpresa, considerando todas as acusações. Além do planejamento de um ataque terrorista usando gás venenoso, ele também ordenou a execução de ex-membros e, entre outras coisas, aparentemente planejou a criação de uma nação própria dentro do solo japonês, inclusive comprado armamento pesado para os membros da seita....
Bom, por enquanto é o que passa nas noticias...
Fausto
18:18
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Dia produtivo!!!
Hoje eu escrevi bastante. Quem tiver interesse, leia e faça comentários. Desta vez tem um monte de artigos! :) É a vingança do tempo que eu fiquei sem usar... :)
Fausto
00:08
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Thursday, February 26, 2004
Roppongi
Ontem eu fui no badalado bairro de Roppongi, que é famoso por ser freqüentado por estrangeiros e por boates quentes (sem ar-condicionado?). Desta vez, entretanto, a gente foi para outra direção (estava com um amigo) e valeu a pena.
O "bafo quente" que veio do continente asiático e ficou aqui no Japão por algum tempo, ajudou e o clima ficou quente e agradável, parecido com o clima de maio. Estava tão agradável que deu para andar sem o casaco.
Além do clima agradável a vista era muito boa.
O bairro é nobre, então Mercedes-Benz, Pumas, Mustangs, e outros nomes difíceis de se ouvir (a não ser que você jogue video-game) eram figuras comuns. No meio do caminho, paramos num Seven-Eleven para nos abatecermos de sorvete e descansar as pernas. Depois de algum tempo, chegamos numa área de prédios gigantescos e de arquitetura arrojada. Um dos que me chamou a atenção foi o prédio da Mistui-Sumitomo, gigante econômico do Japão. O prédio provavelmente foi construído antes do Japão entrar em recessão: Além de ter 41 andares, toda a fachada e feita de vidro (grosso e aparentemente à prova de balas, pela espessura).

Sorvetes em punho, decidi: vamos entrar no prédio. Como é um prédio de escritórios, não havia nenhuma restrição. Pelo menos, a gente não foi parado em nenhum momento. Não dá para descartar, é claro, a possibilidade de que a gente fosse proibido de entrar, mas como a gente não perguntou a ninguém e simplesmente entrou, não teve problemas. Prova de que um pouco de cara dura não atrapalha.
Além do que eu me via em pleno direito de subir no edifício, já que não devo nada a ninguém (fora o aluguel, que eu vou pagar amanhã) e não havia nenhuma placa de acesso restrito. Mais uma coisa que valeu a pena. A vista de lá era muito bonita.
Após sair do prédio, resolvemos ir até a Torre de Tóquio, que é, pelo que eu ouvi, pelo menos duas vezes maior que a torre de televisão de Brasília.

A caminhada foi um pouco longa, mas também proveitosa. No meio do caminho, vimos uma mulher filmando uma cerejeira por mais de dez minutos e aproveitei para tirar umas fotos.


Depois passamos pelo templo Reiyukai Shakaden, impressionante construção, feita para o que eu achei ser uma das novas-novas vertentes do Budismo japonês. O legal é que dava para ver, de certo ângulo, tanto o Reiyukai quanto a Torre de Tóquio, fazendo um belo contraste.

Mais uns dez minutinhos de caminhada e finalmente chegamos na Torre. Mais uma chance de belas fotos, um lanchinho no Mc'Donalds e mais umas fotos.

(Torre no fim de tarde, quando a gente chegou)

(Torre de noite, quando a gente estava para sair)
Embaixo da Torre havia um grande aquário (eu acho, não quis pagar para entrar). Depois do lanche, aproveitamos para dar uma passadinha na loja, onde vendiam peixes de bugingangas genéricas. Nesta hora, me descuidei e fui violentamente atacado por um pequeno tubarão quando passei perto dele. O bicho mordeu minha mão, o que não foi grande problema, já que o bicho era de pelúcia! (hehehe)

Depois disso, resolvemos encerrar. Como até agora só tinhamos descido ladeiras, decidimos que valia mais a pena continuar descendo até a estação de Hamamatsu-cho (não é a cidade de Hamamatsu, que fica em Shizuoka), que era perto (só dois quilômetros).
A preguiça foi bem compensada, já que no caminho passamos pelo templo Sojoji, esse sim um templo budista tradicional. É claro, mais fotos e uma bela olhada na região. Mais uma vez, um belo contraste: o templo antigo com a Torre no fundo.

Depois de toda a aventura, resolvemos ir para Akihabara para pegar meu computador, que tinha sido consertado. Aproveitamos também para olhar muitas lojas e jogar um pouquinho de fliperama.
Resultado final: um dia de férias muito bem aproveitado.
Foto!
Ontem também eu tive de tirar umas fotos de mim mesmo, já que o meu estoque de fotos 3X4 tinha acabado. Pensei também em tirar foto de passaporte, que por aqui é 4X6. Fomos no lugar mais apropriado: um estudio fotográfico perto da estação de Roppongi. Quando perguntei o preço fiquei chocado. Eu sei que o bairro é rico e tudo mais, mas o preço que ele sugeriu foi no mínimo absurdo:
- Bom dia, eu queria tirar umas fotos de passaporte. (traduzido do japonês)
- Pois não.
- Quanto é?
- Duas fotos tsurii tauzando handorendo fifutii ien
- Como é!?
- Duas fotos tsurii tau--
- Fale em japonês por favor! [Foi a primeira vez que eu me indignei e falei assim]
- Três mil cento e cinquenta ienes [mais ou menos CEM REAIS!!!]
Não tive dúvida: virei as costas e saí da loja. Ou o cara era doido e não tinha clientes ou não gostava de estrangeiros e estava cobrando um preço absurdo. Qualquer possibilidade é aceitável. Indignado, saí resmungando em direção a outra loja, para confirmar que as pessoas aqui não são loucas. O preço não era absurdo, mas também não era agradável: 700 ienes, mais ou menos 20 reais, por apenas DUAS fotos... A solução que eu adotei foi bem simples: peguei minha câmera digital, achei uma parede branca e pedi para o meu amigo tirar umas fotos. Feito isso, voltamos na loja dos 700 ienes e lá imprimi as fotos numa impressora self-service, muito conveniente, que dá para usar sem a interferência ou palpites do vendedor. Perfeito! :)
Do you have seaman ship?
A partir do dia primeiro, um certo vídeo vai ser divulgado nos telões de Shibuya durante um mês. Para isso, foram investidos 7 milhões de ienes (200 mil reais). O conteúdo é basicamente o seguinte:
Sete marinheiros japoneses, vestindo a clássica roupa de marujo, dançam e perguntam: -Do you have seaman ship
Note-se que eles pecam pelo excesso de correção. Conseguem falar seaman direitinho, mas o ship soa como "sip"...
Este vídeo foi mostrado para algumas pessoas, que serviram como cobaias. Ninguém sabia do que se tratava. Pessoalmente a imagem do Village People veio imediatamente à mente. Com certeza não sou o único. Afinal, quem pagaria essa fortuna por um comercial desses? Simples: a Força de Defesa Marítima do Japão!! (que age como um exército de defesa e é de fato a segunda maior força bélica da Ásia, considerados também, é claro a parte de terra e ar)
-------[Pausa para meditação(e espaço para risadas)]------------
O objetivo desta propaganda é melhorar a imagem do Jietai (Força de Defesa) diante da população, que é na maioria contra o envio de tropas japonesas para o Iraque. Eu imagino como você espera melhorar a imagem de marinheiros fazendo com que eles pareçam "frutas" marinhas... E, mais uma vez, não é uma opinião isolada. Na própria reportagem, mostraram um político (ou coisa parecida, não prestei atenção, mas ele parecia importante), que fez um comentário memorável:
-Tradicionalmente nós, japoneses, preferimos ver homens mostrados como homens e mulheres mostradas como mulheres.
Bom, isso dispensa interpretações mais profundas: o pessoal aqui também achou o vídeo meio Village People. Eles podiam ter colocado eles para dançar Macho Man também e depois aproveitar para vender o VHS e o DVD do clip para poder compensar o investimento.
Uma coisa boa: aprendi que não é só no Brasil que os políticos e figurões arranjam jeitos ridículos de usar o dinheiro público.
Fausto
23:34
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Fiquem de olho!
Está passando em todos os noticiários locais: amanhã será dado o veredito de Chizuo Matsumoto!
O quê!? Não acha importante? E seu eu falar que ele é mais conhecido pelo pseudônimo de Shoko Ashihara?
Ainda nada? E que tal se eu disser que ele é o líder da Seita Aum Shinrikyo, que organizou o ataque assassino com gás sarin?
Há muitos que dizem que há uma grande possibilidade de pena de morte (sim, existe pena de morte no Japão) ou, no mínimo uma punição bem severa.
É claro, é um acontecimento que não deve ser ignorado, especialmente pelos japoneses. Mas eu tenho uma dúvida? Como será que isso vai ser noticiado no Brasil? Imagino que pelo menos algum destaque isso merece. Vou checar nos jornais da internet, para ver o que eu acho.
Ora, dólares!
O que será que está acontecendo no mundo econômico? Há algum tempo, todo mundo aqui estava preocupado com a valorização excessiva do iene japonês, que já estava chegando à cotação de 105 por dolar. Ultimamente, parece que esse problema acabou, porque agora o preço começou a subir (ou seja, desvalorização) doidamente e já está chegando na faixa dos 109 ienes!
Fausto
22:28
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De volta a vida!!!
Depois de tanta espera, finalmente meu computador voltou para mim! Chega de ficar filando computador no térreo! :)
Novos programas da tevê japonesa
&nbps;Cansado de velhos enlatados americanos? Que tal uma nova adicionar um novo sabor à telinha?
Amanhã passa na TV um programa onde a história é a seguinte: Um salaryman (assalariado, o que no Japão não significa um salário baixo) se casa com uma jovem mulher e descobre que na verdade ela é uma bruxa. Por questão de princípios, ele se recusa a fazer uso dos poderes ilimitados da esposa e segue uma vida normal (à medida do possível), já que sua sogra, também uma bruxa, fica tentando-o a aceitar a filha como ela é.
Se isso parece familiar, isso não é impressão. Basicamente é uma nova versão de A Feiticeira (Bewitched, eu acho), simplesmente readaptado para a realidade japonesa.
É o fim da picada. Não bastava a falta de criatividade local dos americanos, que vivem reprisando e refazendo programas e reaproveitando idéias velhas. Agora é a vez dos japoneses contribuirem para a pobreza de espírito...
Novas tecnologias
A HP lançou uma propaganda falando das imensas posssibilidades da nanotecnologia e que, é claro, está investindo em tecnologias de ponta nessa área. Entre as várias possibilidades de novos inventos, a propaganda deu duas excelentes sugestões: computadores cada vez menores (o que é muito bom, especialmente se for um PC de pulso, como a propaganda dava a entender) e um celular que pode ser usado por uma formiga (SIC)
............[Pausa para meditação]...............
Isso é FANTÁSTICO!!! Isso é algo que eu sempre quis!! Com isso eu vou poder falar com todas as formigas que eu quiser. Não só isso, é uma excelente empreitada econômica. Como há mais de cem formigas para cada ser humano (segundo uma estimativa apurada, que eu acabei de inventar), o número de clientes para uma telefônica que atenda formigas deve subir às estrelas. Além disso, há grandes possibilidades de expansão. Quando o serviço começar a atingir abelhas e outros insetos, os lucros devem ser astronômicos... hehehe
Fausto
22:15
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Monday, February 23, 2004
De repente...
Hoje eu fui atacado sem aviso pela insônia. Tanto é que são cinco da matina e eu estou aqui batendo o teclado... A causa disso é bem simples: de repente, meia hora atrás, algumas coisas, felizmente não quebráveis (viu como plástico é melhor?) resolveram pular da prateleira mais alta da minha estante. Pelo que eu consegui entender, foi uma disputa de salto ornamental na lata de lixo. Infelizmente, todos os competidores foram desclassificados. Alguns deles, inclusive, não só erraram a lata de lixo como se estatelaram todos, me forçando a procurar pedaços deles por todo o chão. Felizmente ninguém sofreu ferimentos pesados, já que todos eram de plástico (eu falei que era melhor) e só me deram o trabalho de remontá-los. Nada como montar um quebra-cabeça de madrugada...
Depois de ser "brutalmente" acordado pela competição de salto ornamental, percebi que minha cama estava sacudindo levemente, como se tivesse virado um grande pudim (com lençol e cobertor em cima, é claro). Levando em consideração os eventos, objetos caindo sozinhos e cama sacudindo (levemente), só havia uma explicação lógica e coerente para isso: estava sendo alvo de um ato de vudu psíquico alienígena!
Alguma inteligência superior vinda de uma galáxia distante resolveu estacionar sua nave em órbita sobre o Brasil há alguns dias (o que explica as chuvas constantes de que eu tenho notícia). Por razões que nossas mentes primitivas não conseguem entender, essa inteligência alienígena resolver manifestar seus poderes psiônicos e derrubar objetos especificamente em meu apartamento.
A escolha do alvo é bem simples: como seu poder é muito grande, o raio mínimo de ação é do outro lado do planeta, ou seja, aqui. Eu fui o escolhido porque eu mantenho este blog e, através dele, posso transmitir mensagens dessa inteligência extraterrestre.
O engraçado é que até agora não recebi nenhuma mensagem para transmitir. Bom, estou à espera.
O pior é que alguns tolos supersticiosos vão acabar tentando me convencer que isso tudo foi só um pequeno terremoto. Terremotos no Japão!? Quem já ouviu falar disso!?
Fausto
Ainda sem computador...
Os técnicos da loja me ligaram na sexta-feira para avisar que eu não precisava me preocupar em passar no sábado para pegar o computador, já que eles descobriram que a placa-mãe, que tinha sido trocada funcionava, mas o processador, que estava ligado à placa-mãe, também tinha ido para o espaço e, por isso, eles precisavam encomendar mais um na fábrica (pois ainda estava na garantia) e trocar. No final das contas, eu devo ter meu computador funcionando lá pela terça-feira, bem no final do carnaval, se nada acontecer.
Carnaval
Falando em carnaval, é interessante a total falta de sensibilidade dos japoneses a eventos culturais importantes. Por aqui está todo mundo trabalhando normalmente, eles simplesmente agem como se não fosse época de carnaval! O que será que deu nesse pessoal para ser tão caxias!?
Fausto
04:46
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Wednesday, February 18, 2004
Cuide bem da sua Caloi!
Bom, enquanto espero que o meu computador volte a funcionar, estou contando com a ajuda de amigos. Não vou escrever tanto quanto queria, mas dá para fazer um update ou outro esporadicamente...
No fim de semana passado um japonês mostrou que é muito importante ser cordial e gentil, e todos devem ser bem tratados, inclusive os bens materiais.
Como de costume, fui deixar a bicicleta no estacionamento publico de bicicletas (tenho de tirar uma foto disso), para poder pegar o trem. Na hora só tinha umas quatro pessoas por lá, o que não é nada incomum. Notei quando cheguei que um rapaz, que estava mais para o canto estava tendo um diálogo amistoso e caloroso, o que por si só não tem nada de mas. O problema é que ele estava conversando com a própria bicicleta. Infelizmente não estava perto o bastante para ouvir o que ele dizia, e não tinha a menor vontade de chegar perto para escutar melhor (por que será?). Pelo que eu vi, ele tratava a bicicleta como se fosse uma criança de dois anos, tanto que deu uns tapinhas no paralama da bicicleta rosa que estava parada perto deles (ele e a bicicleta) e que aparentemente tinha "feito dodói" na bicicleta dele... :)
Admito que precisei de uns bons segundos para conseguir processar a cena e entender o que estava acontecendo. De fato, fiquei tão sem reação que nem consegui rir no momento.
Imagino que Freud deve ter uma explicação muito boa para casos como esse, mas acho que não seria tão interessante de ouvir por isso nem me dou ao trabalho de pesquisar. De qualquer forma, isso mostra que quanto mais gente, mais malucos. Ponto para as regras de estatística (eu acho) :)
Fausto
02:28
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Sunday, February 15, 2004
Nãããão!
Traição das traições. Meu computador morreu sem dar explicações e nem ao menos deixou uma nota de suicídio! Na quinta-feira eu estava usando o computador tranquilamente e de repente todas as aplicações fecharam sozinhas... Tudo bem, reiniciei o PC e aproveitei para tentar rodar o meu linux que roda a partir do CD. Deu certo. O linux travou e eu resolvi mexer de novo no windows. Nesse momento...
O computador parou de funcionar! Ele ligava, mas não ativava o monitor e nem rodava o HD. Desmontei e remontei um monte de vezes e nada... :( Hoje eu vou dar uma passada na loja onde eu comprei para ameaçar os vendedores de morte...
Mudando de assunto, no dia seguinte à morte do computador eu resolvi dar um pulo na cidade de Hakone e passar uns três dias por lá. Foi divertido, mas eu vou deixar para contar os detalhes quando tudo estiver funcionando....
Fausto
15:33
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Wednesday, February 11, 2004
Orelha
¨nbsp;Já fazia um bom tempo que eu não preparava alguma comida na cozinha do meu andar. Ultimamente tenho preferido as cozinhas de outras áreas. Em geral, tenho comido com meus amigos, quando tenho a chance, ou quando tenho preguiça de preparar alguma coisa, compro na loja 24 horas da esquina (literalmente).
Por algum motivo, eu estava evitando frequentar a cozinha que era mais próxima do meu quarto. Hoje eu fui preparar um miojo lá e me lembrei do motivo: meus vizinhos são muito porcos!
Meu digníssimo vizinho começou sua performance descascando alho com os dentes e cuspindo os restos na pia. Para finalizar, ele resolveu assoar o nariz e tossir, na mesma pia em que descascou o alho (e provavelmente preparou sua comida). Detalhe: eu não estava escondido, longe dos olhos dele, quando presenciei isso. Ele fez isso sem a menor cerimônia na minha frente! Não me importa que eles sejam porcos assim na casa deles. Isso é problema deles. Mas na cozinha que eu deveria estar usando, eu ligo, e muito. Ele bem que podia voltar para o país dele, ou ir direto pro inferno, o que fosse mais perto ou mais limpo, e aproveitar e levar os ratos de estimação dele com ele (felizmente eu não vi nenhum!). Para piorar, não só são porcos, como esquecidos. Um deles esqueceu até a própria orelha! Olha só!

Fausto
02:13
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Monday, February 09, 2004
Gravador de DVD
Lembram do gravador de DVD que eu falei antes e que estava em promoção "apenas hoje"? Pois é, continua com o mesmo preço baixo. Já estou ficando meio desconfiado. De qualquer forma, ele custa a metade do preço dos outros. Ele é um ATAPI (o que isso quer dizer mesmo) que não grava DVD+R nem DVD+RW, mas grava DVD-R e DVD-RW. Por outro lado, eu vi um gravador que grava APENAS +R/RW, o que pareceu meio que uma fria para comprar. No final das contas, o preço mais baixo para um -R/RW/+R/RW é cerca de 130 dólares, quase o dobro do outro! Será que vale a pena?
Fausto
Delícia!!!
Tinha esquecido de falar disso :) Hoje em Shinjuku a gente passou por um Kaitenzushi, restaurante onde você pega o sushi que quiser (os pratos ficam passando sobre uma pequena esteira) e depois para pela quantidade de pratos que comeu (o sushi, não o prato).
Lá, a gente se deparou com esta delícia: Sushi de lulinhas inteiras. Só aqui mesmo para algo assim fazer sucesso! Eca!

Fausto
Hoje...
Hoje eu finalmente encontrei uma professora do mesmo departamento da minha universidade no Brasil, que já estava aqui há um mês. Ela está morando no prédio da JICA, localizado nos cafundós de Hachioji, um dos pontos finais da famigerada linha Keio, que eu uso quando quero ir a Shinjuku, por ser mais barata e por ser bem limpa...
A professora me entregou uma pequena encomenda, de meus pais e minha namorara. Agora, além de um monte de fotos dela, eu recebi também alguns de meus CDs, que eu estava sentindo falta. Por sinal, estou ouvindo Yngwie Malmsteen agora enquanto estou digitando... :)
Depois de conversar com ela, fui apresentado ao outros brasileiros que também estavam lá e resolvemos depois dar uma passada num loja do Hard-off, que vende eletrônicos usados a preços aceitáveis (bem baratos, se você souber o que procurar). Um deles era especialista em robótica, então imagino que ele soubesse avaliar eletrônicos...
Depois disso, me separei deles e rumei para Shinjuku, encontrar um amigo, como eu tinha combinado ontem.
Pelas experiências anteriores, achei que não teria problema levar minha bicicleta comigo. De fato, não tive nenhum problema em levá-la até Hachioji. Na verdade, talvez nem tivesse ido para lá se não pudesse levar a bicicleta, porque o centro da JICA fica no topo de uma montanha e nem um cabrito maratonista conseguiria chegar lá em menos de três horas. Entretanto, quando estava saindo de Hachioji, levei um pito acanhado de um dos maquinistas que saía do trem (que acumula função de funcionário da estação, pelo jeito), que me disse que não podia levar a bicicleta se não tivesse a capa apropriada para ela, mas ia deixar passar dessa vez. E se não fizesse, ia fazer o quê? Me expulsar da estação? Bom, de qualquer jeito, a capa custa mais que a própria bicicleta, então eu acho que da próxima vez vou ter de improvisar com uma toalha e umas cordas. Ou então eu posso simplesmente fingir que não entendi nada e continuar agindo do mesmo jeito... :)
Voltando ao assunto de Shinjuku,...
Me escuta!
Hoje em Shinjuku a gente estava sem nada específico para fazer então resolver ficar olhano lojas de eletrônicos. Nesse meio tempo, entre uma loja e outra, o meu amigo me chamou a atenção para uma coisa interessante (dependendo do ponto de vista): tinha dois caras brigando...
Bom, não era uma briga tão boa assim (se você acha que brigar é bom, o que eu não acho), os caras estavam cambaleando de cansados. Provavelmente a gente já tinha chegado no final. Um deles, o aparentemente menos 'trêbado' dos dois, gritava para o outro, toda vez que recuperava o fôlego: -Me escuta!
O problema é que ele não falava o que queria dizer quando o outro parava de balbuciar e, para piorar, eventualmente auxiliava a retórica com ênfase física: traduzindo em miúdos, complementava as frases com um sopapo aleatório, preferencialmente em algum lugar do adversário. Acabou sendo um cenârio tipo:
- Me escuta (pof!)
- brof brof bla bla (fala ininteligível)
- Me escuta!!!(POF!!)
Aparentemente era uma briga de amigos (?), porque eles aparentemente não queriam arrancar sangue, apenas estavam utilizando métodos alternativos de convencimento, através da linguagem corporal (porrada). Depois de algum tempo, resolvemos continuar andando.
Depois de algum tempo, fomos no Mac's e eu aproveitei para ligar para a minha namorada e matar a saudade. Saindo de lá, nos deparamos com um dos brigões, o que não falava 'Me escuta', com o rosto consideravelmente vermelho, bem mais que da última vez, cambeleando por aí. Na verdade, à primeira vista eu não pensei que eles estivessem bêbados, porque para duas pessoas brigando tinham a cara consideravelmente limpa. Desta vez, agora sim, estava parecendo: muito vermelho aqui e ali, se bem que com um roxinho num canto ou outro que destoava um pouco...
Por último, quando já tínhamos decidido encerrar o dia e cada um partir para seu próprio destino, vimos o mesmo infeliz agachado num canto com a cabeça abaixada entre os joelhos. Pelo jeito estava aproveitando a pausa para rever seus conceitos... :)
Como da última vez, eu retornei de bicicleta para casa. O caminho é seguro, sempre na calçada e com trânsito leve. Estou pensando em desistir de andar de trem para certas regiões de Tóquio. Se eu souber o caminho, não é nada que não possa ser vencido com uma hora ou duas de pedaladas!... :)
Fausto
05:26
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Saturday, February 07, 2004
Sem motivo
Estou tão besta de felicidade por ter internet que resolvi escrever sem nada para falar. Aêêêêêê!!!
Bom, só para não ficar sem falar nada interesante, lembrei de uma agora, enquanto estava digitando o título. A lata de Coca-cola de 500ml custa em geral o mesmo ou apenas um pouquinho a mais que a de 350ml. A razão para isso é explicada na própria lata:
-NO REASON
HEHEHE
Fausto
01:21
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Internetchêê
Finalmente chegou o meu modem ADSL! Agora sou uma pessoa completa de novo! hehehe
Felizmente não é daqueles tipos de modem que precisa de fazer autenticação, então eu tenho internet rápida e fácil, sem me preocupar com um monte de configurações idiotas.
Achei...
Hoje eu tinha marcado de encontrar um amigo em Akihabara, para ajudar ele a fazer umas compras. Meio que sem um motivo específico, mas com vontade de passear um pouco por lá eu me preparei para ir.
Desta vez, meu espírito aventureiro estava mais ativo, e eu resolvi levar a minha bicicleta (que é dobrável) comigo no trem.
Normalmente, se eu perguntava aos fiscais da estação se podia levar, eles diziam que não. Então eu tomei a atitude mais lógica possível: Não perguntei nada, dobrei a bicicleta e passeia a catraca sem nem olhar para o fiscal. Como ele não falou nada, é porque não tinha problema. Na verdade, o que me motivou a tentar isso foi o fato de ter visto um japonês fazendo isso. Mesmo que ele estivesse errado, bom, eu já tinha um modelo a seguir - e uma boa desculpa se fosse interpelado... :)
Infelizmente, ele não pode ir e ligou para mim desmarcando. Eu já estava a meio caminho de Shinjuku, que é meio camiho para Akihabara (tem de fazer baldeação), e resolvi dar uma passeada por lá, já que estava com o dia livre. Dei umas boas voltas, encontrei outro amigo e finalmente resolvi voltar.
Neste momento, o espírito aventureiro bateu mais forte, e eu resolvi voltar de bicicleta para casa. Apesar da distância razoável (13 quilômetros), eu resolvi arriscar. Além do que, o percurso era na maioria descida, então, na pior das hipóteses, eu não ia ter de pedalar muito.
E o melhor é que a viagem compensou. Quando estava voltando, encontrei uma impressora (velha, admito), dando sopa no chão, bem em cima de OUTRA IMPRESSORA, igualmente velha. Pela disposição delas, deu para perceber que o próximo destino delas era a lixeira. Como estamos numa época de ecologia, o que justifica o reaproveitamento e eu estava sem impressora, resolvi acolher a probre coitada. Fazer o quê, deu pena... ;)
Às vezes o Japão parece com Final Fight (jogo de luta de rua da Capcom), onde a gente encontrava coisas incríveis por aí, sem o menor motivo. A vantagem é que eu não preciso resgatar ninguém e nem descer porrada em cada infeliz que passa na minha frente.
Detalhe: Não é a primeira vez que eu vejo coisas dessas jogadas por aí. Simplesmente foi a primeira vez que deu para eu levar comigo. Será que algum dia vou encontrar dinheiro ou ouro abandonados na rua? :)
Fausto
01:13
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Thursday, February 05, 2004
Biblioteca
Quando eu cheguei em casa ontem, descobri que tinha esquecido de devolver dois livros na biblioteca. Tudo bem, e so pagar a multa, nao deve ser muito cara para um dia. No dia seguinte (hoje) trouxe os ditos cujos e tive uma surpresa: descobri que na biblioteca da universidade nao tem multa para atraso de livros! O sistema e interessante: voce fica proibido de pegar livros pela mesma quantidade de dias que atrasa. Por exemplo, se eu tivesse atrasado dois dias, so poderia pegar livros de novo daqui a dois dias. Por sinal, o funcionario da biblioteca fez uma cara de espanto quando eu perguntei para ele da multa e ficou surpreso ao saber do sitema do Brasil. Interessante...
Fausto
10:35
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Tuesday, February 03, 2004
Será...?
Ontem quando eu estava voltanto para casa, lá pelas onze da noite, passei por uma loja do Starbucks café. Não há um motivo específico para passar para lá, mas é o caminho mais curto... De qualquer jeito, na entrada da loja tinha dois carrões pretos, com vidros fumê. O primeiro era, eu acho, um Jaguar. O que eu achei interessante foi o número da placa: 6 66 (com espaço mesmo). Normalmente carros de luxo preto no Japão são associados a pessoas com alguns dedos a menos na mão (ei, rimou!), então resolvi não ficar muito tempo olhando os carros, especialmente depois que eu notei que tinha alguém dentro do carro de trás, que reparou a minha presença... Como não é bom cutucar o tigre com vara curta, achei melhor não arriscar. Mas se o cara realmente não era flor que se cheira, a placa do carro foi escolhida a dedo.
Espera infernal
Recebi ontem do meu provedor de internet uma cartinha, indicando que o meu registro tinha sido efetuado com sucesso e mandando também meus dados de usuário (login e senha). Isso indica que a qualquer momento de agora a dez dias, eu devo estar ligado ao mundo virtual. Acho que vou ficar uns dois dias em casa depois disso! :) Isso lembra uma experiência interessante: um outro brasileiro que mora no mesmo alojamento que eu teve uns probleminha de atraso da internet, e ele me pediu para ajudar a falar com o pessoal. Deu para ver que o pessoal também é bom de empurrar com a barriga. Tudo aqui é terceirizado, então eles enviam os produtos através de serviços de entrega que não mantém nenhum vínculo com o provedor. Reduzindo em miúdos, um monte de ligações e um monte de respostas como "não é comigo" ou "espera um pouco que eu vou falar com o meu supervisor". Mas isso até que foi bom porque, no final das contas, a gente descobriu que se você barbarizar um pouquinho e falar grosso e colocar uns "senãos" aqui e ali o pessoal age mais rápido. Espero que não chegue a minha vez de dizer uns "senãos".
Diacho
No domingo fui asssitir ao Último Samureba. Valeu a pena porque naquele dia o ingresso estava por um preço especial, bem mais baixo que o normal. Gostei do filme, apesar de ter algumas coisinhas aqui e ali que foram meio forçadas. Como o pessoal já tinha falado (no blog do Parn), me espantei com o poder de "vaso ruim" do personagem do Tom Cruise. Levou tanta bala quanto todo mundo mas aguentou inteiro. O filme até que teve boa aceitação aqui.
Mas não era isso que motivou o título deste artigo (?). No mesmo dia, eu fui comprar uma placa sintonizadora de TV para o computador. Eu sei que é uma buginganga meio sem sentido, mas não estava tão cara e, além disso, eu preciso reorganizar o espaço interno do meu minguado quarto, senão eu fico doido... :) O único "probleminha" é que o troço não funciona. Como eu não estou rodando um "Janelas" japonês, não dá para ler as mensagens de erro, então eu nem faço idéia do que está acontecendo. Pode até ser uma coisa tipo "o botão CAPS não está aceso", mas não tenho como saber. Vou ver se dou um jeito de conseguir alguma janela nipônica para poder resolver o problema.
Diacho 2
Nem no Japão eu fico livre da lei de Murphy. Semana passada eu vi um gravador de DVD-R por apenas 8.000 ienes (coisa de R$250,00), preço baixo até para os padrões locais. É claro, fiquei tentado a comprar, mas não tinha dinheiro na carteira.
- Ora, vai no caixa eletrônico e saca o dinheiro!
Era a coisa mais lógica a fazer. Desta vez o orçamento está favorável e dava mesmo para comprar. Mas, como de costume tem um 'pobrema'. Eu passei por uns dez caixas eletrônicos, mas nenhum aceitava, porque já tinha passado o horário de atendimento para o meu banco!!! Em termos de atendimento eletrônico, às vezes o Japão parece que está na idade da pedra. Poucas lojas aceitam cartão de débito. Eu não estava com cartão de crédito, o que também não ajudou muito... Para piorar, a promoção era válida só para aquele dia. Se tem dias que dá vontade de chutar alguém na rua, este foi um deles. Mas tudo bem, deixa pra lá. É só esperar que a promoção volta (talvez). Desta vez eu vou andar com um pouquinho a mais de dinheiro nos bolsos...
Fausto
18:27
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Monday, February 02, 2004
Vistas do pais das neves
Bom, consegui um bom lugar para por fotos. Fiquem com estas por enquanto... :)



Fausto
02:09
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