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Sobre este blog
Blog das aventuras de Fausto Pinheiro Pereira pelo mundo afora (bom, na verdade, Brasil e Japão na maioria...) Escrito em português



Thursday, November 27, 2003
 

Novidades

Olá gente!

Infelizmente não tive muito tempo para passar as novidades. Elas são muitas e, por isso, só vou poder passá-las depois, com o tempo. Desde o último update, viajei bastante. Fui para Ise, Nara, Kamakura e Nikko.

Em Ise, vi o templo da deusa Amaterasu, o Ise Jingu, além de um museu chato, um museu de pérolas (esse foi legal) e o aquário municipal.

Em Nara a gente só teve tempo de ver o Grande Buda, no templo Todaiji (o que já é grande coisa)

Em Kamakura, eu vi um monte de templos além da estátua de Buda (mais uma)

Em Nikko, eu vi o lago Chuzenji-ko e o Toshogu, além de uns macacos eventuais. O interessante é que no Toshogu tem altos-relevos daqueles três macacos, chamados mizaru, kikazaru iwazaru (não vejo, não ouço, não falo), que todos conhecem (eu acho).

Estou tentando colocar as fotos no servidor Br-turbo, no qual eu tenho conta, mas sem sucesso.... Já pedi ajuda ao Parn, já que eu não estou conseguindo resolver sozinho... :(

 

Grande Letra
Fausto
23:39

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Friday, November 14, 2003
 
Chequem o blog de 01 de novembro (Fim-de-semana cultural), fiz um pequeno update...
Grande Letra
Fausto
15:48

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Thursday, November 13, 2003
 

A segunda primeira vez

  Mais um dia, mais uma novidade. Ontem, quando eu estava voltando da universidade, parei para dar uma olhadinha numa loja de computadores, que fica no meio do caminho. Estava tranquilo, na minha, quando de repente os produtos das prateleiras começaram a sacudir e eu já me afastei, fazendo aquela pose clássica de 'não fui eu'. Foi então que eu notei que não havia uma única coisa que não estivesse sacudindo em todas as prateleiras da loja. Adivinha o que foi?

  Ponto para quem falou terremoto! Na verdade, eu já tinha passado por um antes, mas não cheguei a sentir nada porque estava me movimentando de bicicleta... Mas desta vez era diferente e eu pude passar por minha primeira experiência sísmica. :)

  Mas foi mais ou menos como me descreveram: as coisas sacodem e os japoneses ficam totalmente inertes. Espantado com a calma das pessoas em volta, perguntei para um sujeito mais próximo se era mesmo um terremoto, só para confirmar. Ele não só confirmou como também sabia dizer até a intensidade. Acho que a prática deve ser alguma coisa útil nessas situações.

  Pensado bem, agora eu entendo porque eles não fazem nada quando há um terremoto. Quando você está no meio de uma loja e tudo em sua volta começa a sacudir, não há muito o que se fazer.

  Como eu sei que o pessoal no Brasil fica preocupado ao ouvir as parcas notícias de terremotos no Japão, já deixo claro que realmente não foi nada e esse terremoto nem sequer 'deu barato'... Mas é melhor assim. Quanto mais terremotos de pequena escala, menor as chances do destruidor de cidades aparecer. De acordo com os boatos locais, tem até uma época do ano em que eles são mais freqüentes. Imagino como é que as agências de turismo lidam com essa realidade:

Abril é um mês ótimo para visitar o Japão. As flores de cerejeira estão começando a desabrochar, poucas semanas antes dos terremotos derrubarem todas as árvores e casas.

 Aproveite para desfrutar esta bela estação. Nossa agência de viagens disponibiliza a todos nossos clientes bancadas elevadas, para desfrutar um delicioso saquê sob as cerejeiras, sem a incômoda preocupação de ser tragado pela terra quando o chão rachar com os tremores.

Quarta divertida

  Finalmente alguma diversão fora dos fins-de-semana. Ontem eu fui a Roppongi, o bairro mais cheio de estrangeiros festivos (e sem ter nada o que fazer) de Tóquio. O motivo era simples: fomos comemorar o aniversário de uma amiga de um amigo (parece coisa do Brasil), que no final das contas também é minha amiga. O grupo era relativamente pequeno, umas 7 pessoas. A gente foi num barzinho no subterrâneo de algum lugar lá para o meio do bairro. Um dos convidados já conhecia o local, e recomendou para a festa. Como era final de semana, não havia muita gente, o que até foi bom, já que se tivesse mais gente ficaria incômodo. Na verdade o bairro inteiro ia ficar lotado.

  Quando chegamos no bar, notei a enorme quantidade de fotos de gente famosa que estava espalhada pelas paredes do bar. O lugar até que era bonzinho, mas não vejo tanto motivo para atrair essas celebridades...

 Uma curiosidade interessante é que em qualquer lugar de Roppongi tem algum estrangeiro (como será que eu adivinho que eles são estrangeiros? :)) tentando "convidar" você a dar uma passadinha na loja dele. Outra coisa que me chamou a atenção é que tem muitos carrinhos de Kebab, o famoso churrasquinho grego (acho que era esse o nome), que aterroriza o estômago de muita gente perto das estações de trem em Sampa...

 A festa foi simples, e o bar oferecia bebida livre (ainda bem), em troca da taxa de entrada consideravelmente salgada (2000 ienes). Como era bebida à vontade, o pessoal caprichava na soda e de vez em quando lembrava de colocar algum álcool nas bebidas. Depois de um ou dois tragos (estranho, eu acho até agora nunca tinha usado essa expressão) eu resolvi passar para os não álcoólicos (não que fizesse tanta diferença). Uma bebida que merece ser citada é a Chocolate Kiss que, a despeito do nome, só não tem chocolate. Vá entender a lógica de bebidas (e a dos japoneses).

  Além da gente, tinha algumas garotas, todas russas, segundo explicou a aniversariante (ela entende a língua), e um montão de viados (se a expressão ofende, talvez seja melhor usar o termo técnico, bicha :)). Isso não chegou a incomodar, já que eles ficavam na deles, sem incomodar os outros. No decorrer da festa, acabei reparando que muitas das mulheres eram (ou agiam de modo a parecerem). Isso foi fácil de verificar, porque um dos membros do nosso grupo estava doido para conseguir alguma companhia e muitas das garotas que ele puxava para dançar recusavam mostrando que preferiam ficar com suas namoradas. (talvez seja engano meu, mas a opinião geral do nosso grupo era a mesma).

  Nota mental: (nota mental interna: se eu estou escrevendo, imagino que deixe de ser apenas uma nota mental e passe a ser uma nota normal, mas deixa para lá. Vale a liberdade poética deste meu diário em prosa...)

  Fomos comemorar uma festa de aniversáiro num inferninho localizado no bairro mais agitado de Tóquio, e portanto mais cheio de opções, e um cara do grupo escolhe justamente um lugar entupido de viado e sapatão... Se ele não estivesse com a namorada ontem, acho que as preferências dele deviam ser colocadas em questão...

  No final das contas, foi divertido. Consegui dançar bastante e a gente acabou voltando lá pelas 6 da manhã para casa. É claro, fiquei exausto. Ainda bem que não há mais nenhuma festa planejada até o mês que vem (até onde eu lembro).

Grande Letra
Fausto
16:12

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Monday, November 10, 2003
 

Primeira vez

  A primeira vez a gente nunca esquece mesmo...

  Eu estava voltando para casa da estação de term, quando passei pela estação da polícia. Olhei para o policial que estava na frente, ele olhou para mim. Pensei que ele estivesse me encarando e e olhei de novo para ele e depois ignorei e continuei andando. De repente, ouvi um "peraí" pelas costas e parei. Foi o meu primeiro baculejo aqui no Japão (desta vez).

  O diálogo foi mais ou menos assim:

 - Vem aqui, por favor.

- Eu?

- Fala japonês?

- Mais ou  menos

- Posso ver seu passaporte?

- Não tenho, mas se o meu registro de estrangeiros servir...

- Até que você fala bem japonês.

- Nem tanto.

- O que você tem aí na mochila?

(abro a mochila)

- Pareço tão suspeito assim?

- Não. Na verdade, eu estranhei porque você estava olhando para mim.

- Bom, eu achei que você estava olhando para mim.

- Ah, sei.

- O que tem nesse bolso ai?

- Só uns cadernos.

- Tem alguma arma aí com você?

- Não. (E se eu tivesse não ia dizer)

- Posso ver o que você tem nos bolsos?

- Tá.

- O que você tem aí nesse bolso?

- Um celular.

- Acontece que tem muitos estrangeiros que carregam armas para se defender, mas isso é ilegal no Japão.

- Ah, sei. (Como se eu não soubesse).

 

E por aí vai...

  Então com isso, já consegui um novo recorde. Acho que nunca fui revistado ou interrogado pela polícia antes das 6 da tarde...

  E o pior é que falando isso até parece que eu sou suspeito. E olha que eu nunca fui revistado no Brasil...

  Bom, assim é a vida no exterior. Mas não foi nada grave. Afinal de contas, a polícia japonesa até que é tranquila, e os interrogatórios passam sem muito stress. É claro, seria diferente se eu fosse um ladrão pego em flagrante...

 

Grande Letra
Fausto
18:52

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Thursday, November 06, 2003
 

Fim de semana cultural

No final das contas, os finais de semana sao mesmo o momento em que eu tenho mais diversao (ou talvez nao).
Desta vez eu fui em dois lugares, ambos interessantes. Pensando bem, tres lugares).

Sabado
Justamente no dia apos a festa de Haloween que teve na sexta, eu participei de um pequeno grupo que resolveu dar uma relaxante caminhada pelo monte Takao (Takao-san). Como eu sabia que nao ia conseguir acordar cedo como tinha sido planejado, resolvi ficar acordado ate o dia seguinte. Ate que nao foi dificil, porque um grupo de brasileiros que estava jogando Uno (uma versao do mau-mau) e a gente continou jogando e batendo papo ate o sol raiar. Foi divertido.
A caminhada estava marcada para comecar as oito horas. Ou melhor, a partida do alojamento estava marcada para este horario. Como era de se esperar, nem tudo deu certo, e o grupo so conseguiu chegar na estacao de trem la pelas 8:40. Normal.
O grupo, por sinal, era bastante heterogeneo. Dois brasileiros, eu e a Carolina, dois americanos, Max e Jonathas, uma uzbequista (acho que esta certo), Iroda, uma ucraniana, Viktoria e tres japonesas, Hiroko, Mami e xxx (esqueci o nome). O passeio de trem foi tranquilo, e a medida que nos aproximavamos do destino, menos a vista se parecia com Toquio. O Takao-san fica no final da linha Keio (bom, eu sei que isso nao explica muita coisa), que a gente (eu pelo menos) usa com frequencia.
Como era de se esperar, estava completamente cheio de turistas prontos a ver com toda a atencao as folhas vermelhas das arvores das montanhas.

Pausa para reflexao

Vejamos:
Sair de casa ja bem desgastado da festa do dia seguinte para fazer uma caminhada, ascendente, de mais de tres horas numa montanha, so para ver um monte de arvores cujas folhas estao avermelhando um pouco antes do normal e realmente algo que desafia a logica normal. O ambiente japones esta comecando a afetar as secoes de logica e preguica do meu cerebro...
Mas tudo bem, acho que valeu o exercicio.

A caminhada foi revigorante e abriu bem o apetite. Tive tambem a chance de tirar um monte de fotos, com minha camera recem adquirida. Posteriormente, adicionarei algumas. Infelizmente, as danadas das folhas avermelhadas custavam a aparecer. De qualquer forma, quando finalmente chegamos ao topo, pudemos desfrutar os nossos almocos, bentos (marmitas japonesas) previamente adquiridos na loja de conveniencias proxima ao alojamento, e disputar espaco com o meio milhao de pessoas que estava atrapalhando a vista. Como de costume, a gente (eu pensei que fosse so eu, mas descobri que os outros tem a mesma tendencia) errou na escolha das roupas e estava quente. Mas nao quente demais, felizmente.
Depois de passar quase uma hora no topo, a gente resolveu dar uma pequena caminhada na região para conhecer melhor o lugar, e talvez achar alguma árvore avermelhada, o que











Grande Letra
Fausto
15:54

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Saturday, November 01, 2003
 

Harooin

   Ontem teve uma festa aqui no Kaikan (o nome do dormitório), parte integrante do folclore japonês: o Harooin 

  Todo dia 31 de outubro, o pessoal se reúne para vestir fantasias e dançar bastante. O interessante é que até parece com alguma festa americana... :)

   A festa, como qualquer festa normal, só começa mesmo depois da meia-noite. Eu cheguei lá pelas 10 horas e estava chato de dar dó. Mas com o tempo começou a animar. Tinha vampiros, bruxas, um changeman, dois suicidas (uma que cortou o pescoço e um que se enforcou, esta fantasia muito criativa). Eu comprei minha fantasia na versão japonesa das lojinhas de 1,99 (se você pensava que não tinha por aqui, nem vai acreditar na quantidade!), então dá para imaginar o nível da fantasia. Eu estava vestido de cantor de karaokê tradicional: Peruca black-power, gravata borboleta vermelha, microfone e uma nota musical. Se você nunca viu um cantor de Karaokê assim, então está tudo bem. Eu também nunca vi. Mas até que ficou legal.

   No início rolaram algumas músiquinhas bem chulés, que aparecem em qualquer tipo de festa. Depois o DJ colocou algumas músicas árabes (bom, eu acho que eram, mas eu não tenho certeza). O pessoal começou a se animar e ficou mais divertido. Uma garota do Kazakistão dançava bem pacas. Ela era muçulmana, mas dizia que adorava umas festas. Deu para ver. Os coreanos também são chegados numa festinha e se enturmavam bem pacas com todo mundo. Chegou até a rolar um tremzinho (meio estilo conga), que foi divertido.

  Deu para dançar até bem umas duas horas, quando meu joelho começou a doer (estou meio enferrujado para dançar) e eu fui dormir. Cheguei a tirar algumas fotos, quando puder eu coloco online (com a devida permissão dos fotografados...)

Grande Letra
Fausto
22:48

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