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Blog das aventuras de Fausto Pinheiro Pereira pelo mundo afora (bom, na verdade, Brasil e Japão na maioria...) Escrito em português



Tuesday, October 28, 2003
 

Culinaria 2

Ontem eu entrei em contato com mais uma esquisitice da culinaria japonesa: sorvete de wasabi!
Uma amiga, que esteve no Japao ha algum tempo tinha me falado disso, mas eu nunca cheguei a ver. Agora tive a chance de experimentar.
Para os felizardos que nao sabem o que e wasabi, vai a explicacao... Wasabi nada mais e que uma pasta feita de raiz forte ralada, usada principalmente para temperar sushi e outros pratos salgados. O gosto e indescritivel, mas a sensacao de comer wasabi e algo como com provar ao mesmo tempo alho, pimentao, salsa e rabanete, tudo condensado em uma porcao de pasta verde do tamanho de um grao de feijao. Felizmente, e de efeito muito rapido e seu cerebro volta a funcionar quase normalmente (os efeitos sao irreversiveis) apos dez segundos... :)
Dai da para ter uma ideia do que e comer um sorvete feito disso...

Grande Letra
Fausto
14:37

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Pessoas

  Neste domingo eu estava mais confuso que o normal e comprei o bilhete do trem errado mais de duas vezes, para voltar para casa. Felizmente havia reembolso integral, mas eu tinha de andar mais de quinhentos metros numa estação gigantesca e cheia de gente para pegar o dinheiro de volta.

  Mas graças a isso descobri algo interessante. Em certo momento eu desisti de desviar das pessoas, coisa que normalmente apenas reduz ainda mais a minha paciência. E com isso eu descobri que não precisava desviar das pessoas. Se eu andasse em linha reta, já seria suficiente para que as pessoas automaticamente desviassem de mim.

   Bom, provavelmente isso tinha alguma relação com a minha estrangeiridade evidente, mas eu preferi não pensar muito nisso e seguir em frente (literalmente).

"Pobremas"

   Como dá para ver, eu não consegui de fato colocar as imagens no blog. Se alguém puder dar sugestões de sites que aceitem linkagem externa, fico agradecido.

   Valeu pelo toque, Parn! :)

Grande Letra
Fausto
08:52

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Monday, October 27, 2003
 

Domingão

 Esse domingo foi bem incomum para mim, com muito acontecimentos que merecem o registro.

Passeio

  Na minha universidade tem um grupo de apoio a bolsistas estrangeiros que resolveu organizar um passeio. Geralmente passeios organizados por entidades desse tipo significam preços mais baixos (se não for entrada gratuita) e, às vezes, envolve também uma refeição gratuita... :). Por isso eu resolvi participar. Além disso eu também tinha interesse em conhecer alguns lugares novos.  

Dieta

  O passeio começou com a ida à Dieta do Japão (como o nosso Congresso), seguido de uma visitação ao museu Tóquio-Edo, finalizado com um jantar de chanko, que é a refeição dos lutadores de sumô.

  Estava marcado que eu deveria encontrar o pessoal na frente do prédio da Dieta, às 13:00. Como de costume, acabei chegando atrasado e, como esperado, não tinha ninguém. Meio que inconsolado, eu resolvi dar uma volta em torno da área cercada da Dieta, para ver se encontrava o grupo. Dei uma boa olhada aqui e ali e quando eu estava quase completando a volta inteira, encontrei três garotas que estavam participando da estação e que tinham chegado ainda mais tarde que eu... :)

  Quase ao mesmo tempo, encontramos duas senhoras que fazem parte do grupo de apoio, que tinham saído para recolher os atrasados.

  Entramos no edifício, localizado numa área bastante ampla, coisa até incomum para padrões japoneses e fomos levados até às galerias para poder iniciar o passeio. Ao invés da guia falar alguma coisa e explicar a história e o funcionamento do Congresso, foi passada uma fita, convenvientemente toda em japonês. Considerando que havia uma quantidade considerável de não-asiáticos no grupo, podiam ter passado pelo menos um resuminho em inglês... A guia, por sinal, era tão fluente em ingles quanto qualquer japonês normal. Ou seja, não falava nada.

  Quando a gente estava a ponto de sair das galerias, para poder ver o resto do edifício uma garota perguntou se podia tirar umas fotos, apesar de ser proibido, já que queria aproveitar a chance única. A guia falou que não podia abrir exceções, pois se não ia acabar virando um circo. Normal. Mas, como tinha pouca gente, ela disse que ela não podia fazer nada se alguém acabasse tirando uma foto ou outra enquanto ela estivesse olhando para outro lado. É assim que funciona o jeitinho aqui no Japão.:) O melhor é que ela realmente se retirou da sala por um minuto ou dois, tempo suficiente para o pessoal disparar tantos flashes que parecia um festival de fogos de artifício. O mais interessante é que tinha muita gente tirando fotos com seus celulares. Recentemente modelos de celulares com câmera ficaram muito baratos por aqui, havendo até modelos gratuitos, como o que eu 'comprei' aqui.

  Após isso, demos uma volta pelo edifício e encerramos o passeio. O prédio era bastante interessante, construído na era Meiji (do final do século XIX para o início do XX), mas acho que acaba tendo mais coisas para ver no Congresso Brasileiro...

Museu Tóquio-Edo

  Depois de sair da Dieta, pegamos um trem e partimos em direção ao museu, que ficava ao lado do Budoukan, onde são realizados os campeonatos de sumô.

  O museu era bem grande, mas apenas três de seus sete andares tinha coisas para ver... O resto, imagino, estava reservado para exposições temporárias. Eu tinha vindo neste museu uma vez no passado, então não foi tão interessante. Ainda assim valeu a pena ver de novo algumas coisas. O museu mostra a evolução da cidade de Edo para a atual Tóquio (são a mesma cidade), com várias seções que mostram a evolução gradual pela qual a cidade passou. Há muitas coisas impressionantes, como uma ponte de madeira que foi transportada para o museu e reconstruída lá e algumas réplicas em escala natural de edifícios antigos. Já dá para imaginar o tamanho do bicho. Infelizmente tem menos coisas do período Edo - última era de governo samurai - que eu gostaria e a parte dedicada a eras mais recentes não chama tanto a atenção, porque é a época em que o Japão começou a receber influência euro-americana, então há muitas coisas que não chamam tanto a atenção, a não ser por serem versões japonesas de produtos europeus...

  Uma mudança que me chamou a atenção é que o museu tinha sido modificado, de modo que fosse possível tirar fotos com flash em quase todos os lugares, coisa que era proibida em 1997.

Chanko

  Finalmente após a exposição fomos andando até um restaurante próximo, onde nos apresentaram o chanko, que os sekitoris (lutadores de sumô) comem para manter suas formas elegantes e esbeltas...

  Era uma variedade de Sukiyaki, muito gostosa e não tão calórica quanto eu imaginava. Era frango, cogumelos, tofu e outras coisinhas, seguida de arroz, picles e chawan-mushi, um prato feito com ovo batido cozido e outras coisinhas mais, como cogumelos, camarão e um tipo de noz.

  O diferencial dos restaurantes japoneses é que você acaba tendo de cozinhar por conta própria os pratos. De fato, quando chegamos lá a panela de chanko já estava posta à mesa, apenas esperando que a gente ligasse os forninhos onde elas estavam. Por um lado, tem uma vantagem, já que você não tem que perguntar ao garçom a cada dez minutos se a comida já está pronta e por que está demorando tanto. A comida já está lá, e se está demorando é porque você não soube cozinhar direito... :)

  Se nesta semana eu consegui perder algum peso, acho que compensei, com juros e correção calórica, neste prato. Realmente o treinamento dos sekitoris é muito rigoroso. Comer isso todo dia não deve ser fácil.

  Um detalhe: ouvi dizer que na verdade não há um prato chamado chanko. Tudo o que os sekitoris comem se chama chanko... (vá entender a lógica japonesa)

Porrada!

  Os japoneses neste domingo beberam bem mais que o normal. Talvez porque o dia estivesse ensolarado, não sei. Mas o que aconteceu é que mesmo lá pelos idos das 20:00 já havia gente balançando como se fosse um João-bobo no trem, sem que o carro estivesse se mexendo...

  Perto de mim havia um casal, aparentemente com mais de sessenta anos, que estava todo feliz, e até um pouquinho alto, se preparando para voltar para casa. Conversa vai, conversa vem, rolou até um beijo no rosto (que ousadia!), estava tudo tranquilo, até que um infeliz que estava perto do casal ouviu alguma reclamação por parte da senhora, e comentou que era algo como 'coisas da idade'.

  A senhora ficou furiosa e começou a reclamar do sujeito, falando que ele era um velho sem vergonha e que era desprezível ver alguém no trem com uma lata de bebida na mão. Chegou a falar que na Europa não se vê nada disso (duvido). O marido, estava morrendo de vergonha e pedia para ela parar, mas como todos os bêbados, continuava insistentemente, repetindo as mesmas reclamações.

  Depois de um certo tempo, o condutor-chefe, que fica na cabine do último vagão (onde a gente estava) resolveu sair e interpelar o casal, para que eles parassem de discutir porque estava incomodando os outros. Como se isso fizesse um bêbado desistir de reclamar... Depois de muita discussão e uma gentil ameaça de expulsão por parte do condutor-chefe (eu fiquei sabendo de sua função apenas porque ele disse isso para ela, de modo a desencorajar seu comportamento, como se isso adiantasse), ela desistiu e parou. Estava quase tudo bem, e o marido chegou a se desculpar a todos pelo inconveniente, seguindo as regras de etiqueta em público japonesa.

  Mas aí é que começou mesmo o problema. Além dos muito 'urusse!' (literalmente 'incômodo', usado para as pessoas pararem de encher o saco), que já estavm circulando desde que começou o bafafá entre os três, um infeliz, que não tinha nada a ver com a história aproveitou a deixa do pedido de desculpas do senhor para chamá-lo de sem-vergonha e falar que ele tinha muita cara de sair com uma mulher como aquela.

  Mesmo o mais nipônico dos bebuns não levaria esse desaforo para casa. E o senhor em questão não foi exceção. Correu na direção do cara, sendo rapidamente aparado pelo condutor-chefe, que prontamente deu um cartão vermelho para os dois, dizendo que eles iam descer na próxima estação. Ainda assim, estava tudo bem, até que um outro infeliz falou que a culpa mesmo era daquela 'velha de m*'. E isso foi a gota d'água. O senhor pulou em cima do sujeito, e dois jovens que até então estavam completamente alheios ao problema foram em cima do senhor, dizendo palavras (e palavrões) de ordem.

  Estava armado o circo. A confusão continou um pouco, até que o trem finalmente chegou na estação. Eu aproveitei a chance para ir para o vagão seguinte, e acabei perdendo alguns rounds. Do vagão de onde eu estava, cheguei a ver o casal sendo empurrado para fora do trem e um monte de funcionários da estação correndo na direção deles para impedir que eles embarcassem de novo.

  Foi bem educativo, no fim das contas. Eu descobri que os japoneses realmente falam daquele jeito esquisito que a gente vê nos desenhos e mangás japoneses. É a linguagem usada para cair na porrada.

Casais

  Por algum motivo, provalemente etílico, os casais ontem estavam bem mais eriçados que o normal. Eu cheguei inclusive a ver gente se beijando na rua (que escândalo!), o que normalmente não se vê em público.

  No vagão onde eu entrei havia um casal bem jovem, se abraçando e beijando. Mesmo sem querer, acabei ouvindo ele dizer coisas tipo 'Aqui? Na frente de todo mundo?'. Imagino o que ele queria dizer... :)

  Em certo momento, ela colocou a mão dentro da camisa dele. De repente, ele, assustado, puxou rápido a mão dela, dizendo: 'Tá doida? Aqui não!'...

 

  Os japoneses em geral são muito fracos para o álcool. A despeito disso, eles são bons em virar copo. Descobri hoje que o álcool pode ter um alto potencial educativo: ele pode fazer os japoneses mostrarem em público o que realmente sentem e pensam... :)

Grande Letra
Fausto
14:50

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Puramode

Update:(28.10.2003)

Bom, pelo menos eu consegui achar um host que permite link externo (eu acho) vou tentar depois em outro computador, mas parece que deu certo. Algumas imagens estao deitadas porque nao deu tinha no computador que eu estava usando um soft para roda-las. Depois eu dou um jeito...

Um dia desses eu fui numa loja da Tamiya (eu acho), que ficava em Kichijouji e vi vários modelos e garage kits interessantes à disposição. Consegui tirar algumas fotos, que vou tentar disponibilizar aqui... Não sei se era permitido tirar fotos na loja, mas quem se importa? :)

Sophitia

Sophitia, do jogo Soul Edge/Soul Calibur

Rain

Rain, do Gundam G

Gundam-1

Gundams diversos

Grande Letra
Fausto
13:34

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Sunday, October 26, 2003
 

Pessoas

  No Japão, é quse impossível andar pelas ruas sem ver pelo menos alguma coisa estranha em um dia.

  Durante esta semana eu estava andando por Shinjuku e vi um senhor de idade, parado de frente a uma enorme pilastra da parte externa da estação, com o rosto colado, como se estivesse tentando empurrar com o rosto. É claro, ninguém além de mim parecia ligar.

  Uns tempos atrás eu fui numa livraria famosa, a Kinokunia, que tem vários andares. Num deles havia um grupo enorme de fãs esperando por seu ídolo, para receber um autógrafo dele, eu acho. O  detalhe é que ele era um tipo de punk, ou coisa parecida, e se apresentava todo vestido e com maquiagem pesada. As fãs, para demonstrarem seu afeto por ele, também se fantasiavam da mesma maneira estranha.

   É maldade eu falar que só tem gente estranha por aqui. Há ainda uma pequena maioria de gente normal... :) Um certo dia (Bom, eu sei que não estou sendo muito preciso, mas nos próximos blogs eu vou tentar ser mais preciso) eu estava passeando e acabei parando num beco sem saída. Tinha um menino brincando de bicicleta, aproveitando que quase nenhum carro passava por ali. Eu o cumprimentei e ele respondeu com bastante naturalidade. Perguntei para ele o caminho de volta e ele respondeu claramente, no limite de seus conhecimentos de geografia local...

   Para falar a verdade, estou bem impressionado com Tóquio. A maioria das pessoas a quem eu pergunto alguma coisa (em geral o caminho de casa ou da universidade, ou ainda de alguma loja) responde de maneira polida e objetiva, sem nem ao menos esboçar algum sinal de querer fugir de mim, coisa que já aconteceu algumas vezes no passado.

Culinária

  Eu finalmente criei coragem e resolvi provar algo extremamente profano que os japoneses criaram. Fui mais uma vez na loja estranha de que tinha falado antes (que na verdade se chamava Village Vanguard) e comprei um pacotinho de Ikachoko, ou seja, lula seca coberta com chocolate.

  É claro, fiz todos meus conhecidos provarem o troço, para eu não ser o único a sofrer... As opiniões foram bem variadas, das quais eu cito:

- Não é tão ruim assim. ... ... ... Urgh!

- Oh my God! [Alguma coisa em francês] Eu acho que eu vou... blearg

- Eca!

- Hummm. É tão... nojento. (esse foi um brasileiro)

  Minha própria opinião não é muito diferente. A caixa vem com quatro pacotinhos menores dentro, bem comum aqui no Japão. Quando você coloca a primeira lasca na boca, rapidamente vem o gosto agradável de chocolate na boca, que é rapidamente substituido pelo sabor salgado de lula seca. Lula seca, por sinal, é a versão japonesa do charque brasileiro. No meio tempo, é possível experimentar uma grande gama de sensações, muitas das quais você não quer sentir de novo.

  Mas até que foi uma boa experiência. Além disso, ganhei um argumento irredutível para usar com os japoneses quando eles vierem argumentar sobre culinária. Ninguém que se vista como os jovens locais e tenha coragem de comer lula com cobertura de chocolate tem o direito de argumentar sobre qualquer outra coisa.

  Uma dúvida? Será que não é um crime comer isso? Se não é, eu acho que deveria.

Grande Letra
Fausto
06:47

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Sunday, October 19, 2003
 

Uma loja estranha

   O dia hoje foi bom. Fechei a minha primeira semana de aulas e pude aproveitar o sábado bem. Fui ao parque em Inogashira, perto do bairro de Kichijoji. O parque era muito bonito, mas estava chovendo bastante, o que não chegou a atrapalhar muito. Tinha muita gente passeando e aproveitando o dia de folga. Cheguei a ver de tudo um pouco: uma feira hippie, pessoas fazendo Taichi, muitos pintores de fim-de-semana e até um quarteto de Jazz tocando, até que o vigia do parque foi reclamar, para eles pararem. Não entendi o motivo, não estava perto o bastante, mas depois de pedir desculpas, os músicos continuaram tocando...   Cheguei a ver algo inesperado no parque. Tinha um ou dois patos mandarim, entre os muitos patos normais (para o padrão japonês) que havia lá.

   Depois do parque, fui numa livraria estranha, cujo nome era algo como 'Uma livraria para brincar' que, além de livros, vendia uma série de bugingagas diversas, algumas de muito mal gosto. Um dos itens que me chamou a atenção era um brinquedo Disney. Não tenho certeza se era verdadeiro ou não, mas gostei do 'subtítulo' que o pessoal da loja deu para o brinquedo: 'Voe, Ariel!'. Era um daqueles brinquedos de pendurar no teto que começava a girar com propulsão própria.

   Outro item, bem mais bizarro, provou que o povo japonês sempre pode surpreender você com suas esquisitices. É claro, não era um produto normal, mas o mero fato dele existir indica que existe mercado para o produto. Era uma caixa vermelha, com uma foto no centro, onde tinha um prato com algo parecido com macarrão talharim cortado à mão, mas duro, com uma calda de chocolate (bom, era marrom) sendo despejada sobre ele. Até aí, tudo bem. Se você não lê japonês, nenhum problema. Tentei ler a caixa e o que eu li me surpreendeu (não tem dúvida, confirmei depois): Finalmente chegou! Lula com cobertura de chocolate (sic) (!!!)

   Imagino o que ainda vou encontrar por aqui...

Gundam

   A série gundam sempre foi um sucesso no Japão. Recentemente, foram lançados alguns jogos de fliperama com personagens e, é claro, robôs, desta série.

   O jogo é bastante interessante, especialmente porque se joga em grupo, com várias máquinas ligadas. Já tem duas versões, uma com a série clássica e outra com a série Gundam Z. Tentei uma vez mas, como esperado, fui um fracasso total.

   Outro jogo interessante é o Taiko no Tatsujin 5 (nunca vi os outros). Além dos conhecidos simuladores de dança Dance Dance Revolution (que não ensinam a dançar em público, mas são divertidos e ajudam a queimar uma baita caloria), há uma vasta gama de simuladores de alguma coisa, como guitarra, bateria e até shamisen! O jogo em questão, como dá para imaginar, é um simuladore de Taiko, um tambor japonês. Na minha opinião, é uma versão mais simples do simulador de bateria, mas nem por isso menos divertido. Há vários tipos de batida, no centro de na borda do taiko, além da batida forte e da rápida. As músicas são mais comuns que o jogo leva a imaginar, com poucas musicas realmente voltadas para taiko, a maioria J-pop, o que não é grande espanto. Mas entre elas, havia músicas como Chala Head Chala (dragon ball) e a música tema do City Hunter.

  Bom, vou ter de parar agora. Os olhos gordos começaram a cercar o computador e eu já passei (muito) dos quinze minutos.

  Um dia eu terei minha vingança! :) hehehe

Grande Letra
Fausto
03:00

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Wednesday, October 15, 2003
 

Leprechaun

  Hoje tive minha primeira aula na universidade. O nome do professor é Kazama, e a aula foi bem interessante. A aula era sobre lingüística, mas o professor gastou quase meia hora falando dos problemas de corrigir os trabalhos... :) Depois da aula, quando eu estava indo para o refeitório, me deparei com uma figura que eu julgava extinta no Japão: um leprechaun. Não sei se a descrição é suficiente para imaginar o que eu vi, mas vamos tentar: Ele tinha cerca de 1,60 de altura, usava um gorro cinza de lã, tinha uma camiseta preta, embaixo de uma camisa xadrez. Estava com uma calça colada verde com uma bermuda cinza escura por cima e calçava tênis conga de cano longo marrom. Além disso tinha cabelo tingido de louro comprido, visível por baixo do gorro. Eu não sei como vocês chamariam, mas para mim era um leprechaun japonês.

 Pressa

 Aqui no Japão a noção de pressa tem valores relativos. O mais importante é você agir como se estivesse apressado. Quando eu me deparei com o leprechaun, já estava quase na hora de começar o primeiro horário da tarde das aulas. Como eu não tinha esta aula, fiquei tranquilo e continuei andando. Uma garota que passou por mim, entretanto, estava com muita pressa, e saiu correndo do refeitório em direção ao prédio das salas de aula. O percurso foi mais ou menos assim:

    1.  Correu estabanada e apressadamente em direção às salas de aula
    2.  Parou de repente, perto das máquinas de refrigerantes e sucos, como se tivesse lembrado de alguma coisa.
    3.  Andou calmamente em direção à máquina de bebida.
    4.  Calmamente, procurou por moedas na sua bolsa e as colocou gentilmente na máquina
    5.  Pegou a bebida e procurou um espaço para alojá-la na bolsa
    6.  Voltou a disparar correndo, em direção às salas de aula

 Bicicleta

  Finalmente eu consegui comprar uma bicicleta, o que vai representar uma grande economia em transporte. O modelo até que é bom, e o preço foi camarada. Eu estava andando em direção a Kichijoji, onde me disseram que havia umas boas lojas de bicicletas, que tinham descontos especiais. Eu estava procurando um modelo azul, de bicicleta dobrável, que devia custar cerca de 14.000 ienes, um preco razoavel para o produto.

  No meio do caminho (estava esperando caminhar uma hora e meia até chegar em Kichijouji), vi uma esquina de rua toda cercada, onde havia muitas bicicletas enfileiradas para vender. Na cerca, havia muitos preços, sendo que um deles me chamou a atenção: uma bicicleta dobrável de aro 20 por 12.000 ienes! É claro, fiquei interessado no produto. Entretanto, quando eu tentei entrar na loja, me dei conta de uma coisa: não sabia como entrar lá.

  Não havia nenhuma parte aberta do cercado e nenhum vendedor entre as bicicletas. Dei uma volta no bloco e nada da entrada aparecer. Quando estava quase desistindo, me dei conta de que a área cercada era parte de um supermercado. Entrei no supermercado e finalmente consegui achar a bicicleta. Duas coisas chamaram a atenção: o supermercado era MUITO mal organizado, parecia que era feito para os clientes se perderem. Além disso, os vendedores tinham a cara mais amarrada que os vendedores regulares e a mulher que era responsável pela seção de bicicletas demorou uma década para aparecer. Mas valeu a espera. Na seção de bicicletas, encontrei uma bicicleta dobrável laranja, de seis marchas, pela bagatela de 9.800 ienes! Sem pestanejar, comprei a danada.

  Depois de umas pequenas complicações e de ser feito o meu registro contra roubos (quase todas as bicicletas no Japão são registradas na polícia, o que facilita a localização no caso de alguém "pegar emprestada" sua bicicleta. Depois de comprada a bicicleta, eu fui para a galera... Estava tão feliz que fiquei rodando feito besta pela região, só para testar o produto. Depois voltei para a universidade, para assistir à explicação sobre os computadores, que vai me garantir um acesso aos PCs da biblioteca (é obrigatório asistir).

Grande Letra
Fausto
19:45

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Tuesday, October 14, 2003
 

Dia de chuva

  O clima aqui no Japao tambem e tao doido quanto era no Brasil. Semana passada estava fazendo calor e, para piorar, nao tinha vento. Ontem e hoje choveu, para minha total insatisfacao. Em Brasilia, eu gosto de chuva, mas aqui e um tremendo inconveniente... Continuo andando bastante, mas o peso nao vai embora tao facil...

  Hoje finalmente encontrei com a minha orientadora. Eu, ela e a sua assistente almocamos juntos, e conversamos sobre o curso e sobre as materias que eu tenho de assistir. Pelo jeito, nao vou ter maiores problemas para seguir este primeiro semestre... Depois disso houve o exame de saude, do qual participaram todos os estrangeiros. A universidade e bem grande e bonita. O campus e novo, pelo que eu entendi nao tem nem tres anos. Um dia eu vou tentar descobrir o campus antigo.

  Amanha eu devo ter a minha primeira aula, com outro professor. Alem disso, vou gastar a noite estudando a papelada que a professora me deu, para eu ter poder acompanhar as aulas dela. Pelo menos ja tenho alguma coisa para fazer durante a noite. Normalmente eu chego em casa depois das oito, porque eu fico andando ate entao. Hoje eu acho que volto mais cedo, porque nao estou com saco para andar na chuva.

   O pessoal gostou das fotos que eu trouxe comigo e eu acabei sendo "convidado" pelos outros brasileiros a me inscrever na mostra de cultura internacional que vai ter no alojamento, para eu exibir minhas fotos. Quando eu puder, eu vou pesquisar com eles as fotos digitais (eu trouxe uns seis CD-Rs), para escolher as melhores...

    Depois de sair da universidade, passei numa frutaria e comprei uma maca para mim. Ela era enorme, assim como seu preco. Para o Japao ate que era barato, mas para nos, brasileiros... Alguem pagaria tres reais por uma maca? Eu paguei... :( Pelo menos era gostosa).

Bobagens

   A diferenca de fuso horario pode causar estranhos efeitos na gente. No meu primeiro dia aqui no Japao, quando eu deixei as malas no hotel perto do aeroporto de Narita, eu resolvi dar uma passadinha la para comer um saudavel McDonalds. Quando eu me sentei ao balcao, bateu um cansaco violento. Comecei a olhar a minha volta e reparei:

- Nossa, como tem japones por aqui!  :)

   Felizmente, meu cerebro voltou ao normal na sexta, e eu passei a reagir normalmente a estimulos externos.... hehehe

Grande Letra
Fausto
20:27

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Monday, October 13, 2003
 

Moss Burger

Hoje eu passei por uma experiência muito interessante. Fui numa lanchonete chamada Moss Burger que, segundo nativos, é muito popular, por fazer lanches mais apropriados ao paladar japonês. É claro, não podia deixar de provar.

Do menu, relativamente variado, eu escolhi o prato chamado Moss Burger Kimpira (oi coisa parecida, não anotei). É uma coisa que eu nunca vou ver fora do Japão. No lugar de pão, havia dois bolinhos de arroz BEM quentes, e o Kimpira. Detalhe: a despeito de ter 'burger' no nome, não havia hambúrguer! Só o danado do Kimpira (acho que o nome em português é bardana). Não creio que eu vá voltar tão cedo à loja, meu masoquismo ainda não está tão alto assim.

Loja de computadores

   Logo depois da experiência do Moss Burger, continuei meu passeio diário e me deparei com uma loja de computadores, a PC Depot. Primeiro detalhe: a musiquinha (praticamente toda loja japonesa tem uma musiquinha-tema que fica repetindo a cada minuto, para forçar os clientes a ficarem o menor tempo possível na loja) começava com um trio japonês (suponho) cantando "Pii Shii Depooo" (o que deveria ser a pronúncia em inglês do nome da loja).

   O que é para os japoneses o primeiro andar (o nosso térreo) estava tomado pela garagem, então tive de rumar ao segundo andar (japonês) para poder ver algum produto. O que eu vi lá me fez sentir uma grande injustiça: havia milhares (bom, uns vinte) de monitores de cristal líquido, o tal LCD (não LSD, é claro), enfileirados, mostrando as mesmas cenas.Isso não é certo! A maioria dos usuários japoneses não faz nem idéia de para que serve um mouse até eles desistirem de falar com ele e tentarem usá-lo para mexer o cursor. Eles não merecem tanta tecnologia (eu, é lógico, mereço, hehe). A qualidade dos monitores era de fazer sair lágrimas, e havia muitos modelos, grande parte a preços acessíveis (algo na faixa de 800 reais).

   Peguei alguns panfletos, vi mais alguns produtos e resolvi sair (depois de uma hora babando).

  A loja vizinha era a Namco Wonder Land (ou coisa parecida). Era um fliperama da Namco. Vi muitos jogos legais, mas fiquei decepcionado. Não tem muitos jogos novos. Os que me chamaram a atenção foram Samurais Spirits Zero e Virtua Fighter 4 Evolution. O último não me interessou de fato, apenas notei que era novo... Esperava ter mais novidades. Depois de algum tempo, saí e continuei meu passeio.

   Já estava chegando a hora de voltar, era cerca de 10 e meia da noite, suficientemente tarde para esse dia (explico depois). Segui andando, para onde eu supunha seria a direção do meu alojamento. Passei por duas fábricas que me chamaram a atenção: Fujifilm e Olympus. Vou passar lá depois, talvez eles dêem câmeras digitais grátis para os visitantes (tá, sei). A certa altura, me dei conta de algo importante: estava mais perdido do que o normal. Achei o primeiro japonês disponível e perguntei a direção da estação mais próxima. Qualquer uma servia, porque se eu ficasse mais tempo perambulando, perderia o último trem e teria de gastar algumas horas para chegar em casa.

  Normalmente eu fico perambulando até mais tarde em zonas conhecidas. É claro, o normal é você ter medo de topar com alguma pessoa estranha ou assustadora. Mas tem uma coisa, que deve ser considerada: além de a segurança local ser boa, para os nativos EU sou uma pessoa estranha e assustadora. Me sentindo meio que um Shrek (quem não viu o filme, aproveite a deixa, é engraçado), eu vago livremente, praticando o meu passatempo favorito (não, não é assustar japoneses): me 'perder', para conseguir descobrir novos caminhos e conhecer coisas novas.

   Bom, vou ter de parar agora. Já estou sentindo o olho gordo do próximo da fila para usar o computador...

Grande Letra
Fausto
02:17

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Saturday, October 11, 2003
 

   É verdade!

 

  Anteontem eu participei da festinha de recepção dos novos moradores (eu incluido), e tive a chance de falar com o Shihan do dojô de karate local, Narikawa Tetsuo. E eu confirmei! Ele é o Spectreman mesmo! Ele e a esposa ficaram espantados de saber que tinha gente que lembrasse disso aqui no Brasil.

Grande Letra
Fausto
09:54

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... E agora eu domino o sono! (quase)

   Finalmente eu me acostumei com o fuso horário local, e já estou conseguindo dorimir e acordar em tempo regular.

   Ontem eu finalmente conheci a minha universidade. Fica a algumas estações de trem daqui, não é muito longe. Como eu tinha o dia todo livre depois, eu resolvi fazer mais uma das minhas loucuras regulares e voltei a pé. Cheguei na estação de trem e perguntei a direção do meu bairro (Setagaya). Os caras da estação olharam torto para mim quando souberam para onde eu queria ir. Todo mundo a quem eu perguntava informações dizia "mas olha que é longe", ou coisa parecida.

   O povo local é fraco. Não é tão longe assim, gastei apenas quatro horas para chegar em casa. É claro que nisso se deve incluir as paradas de mais de uma hora em lojas que tinha no caminho, como a Joshin Pit One, que é uma loja de equipamentos eletrônicos. Eu fiquei um tempão brincando com as câmeras digitais que tinha no mostruário.

   Logo devo comprar uma bicicleta. Quando eu fizer isso, vai ser muito mais fácil. Pelo caminho que eu peguei (tive  o cuidade de fazer um mapinha), acho que de bicicleta deve ser bem rápido, cerca de meia hora. Como o terreno é quase todo plano, não vai ser nenhum problema.

   Bom, vou ter de parar de novo. Como de costume, dá para sentir o olho gordo do próximo da fila do computador aqui do dormitório. Preciso conseguir meu próprio PC rápido!!!

Grande Letra
Fausto
09:51

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Thursday, October 09, 2003
 

O sono ainda me domina...

   E o cansaço também. Ontem eu tentei encontrar a minha universidade pela primeira vez. Como é longe pacas (bom capivaras, não é tão longe assim) e a gente tem uma orientação marcada para a sexta, eu pensei em ir para lá antes, para saber onde é.

  Decidido isso, peguei as informações na secretaria do dormitório e parti com a mochila nas costas. Descobri depois que a minha universidade tem dois campus e que eu acabei indo para o campus errado... :( Fiquei furioso e resolvi desistir de procurar o lugar e fui zoar um pouco em Shibuya. Chegando lá, rodei algumas lojas e fui num internet café, onde pude bater umas mensagens mais tranquilamente. No dormitório, tem internet "grátis", mas com limite de 15 minutos por pessoa. Fora altas horas da madrugada, a concorrência pelo único computador é alta. Mesmo quando chega a minha vez, não é muito agradável usar o computador, porque dá para sentir o olho gordo do cara que está esperando a própria vez...

  Hoje eu fiz a requisição dos documentos necessários para viver aqui. Eu preciso de uma carteirinha para mostrar para eles que eu sou estrangeiro...

  Por agora eu paro. Já estou sentindo o olho gordo do próximo da fila...

Grande Letra
Fausto
02:50

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Tuesday, October 07, 2003
 

Primeiro dia em Tóquio

   A minha chegada aqui foi tranquila. Ainda bem que eu não paguei o táxi de Narita até o alojamento. Demorou mais de uma hora de carro e deu coisa de 200 dólares!!!

   O alojamento é bem legal. Descobri que aqui moram uns dez brasileiros. O meu guia aqui foi o Romero, conhecido de Brasília. Ele ensinou mais ou menos o caminho das pedras aqui e depois me mostrou onde ficavam os mercados, postos de conveniência e outras coisas necessárias ao dia-dia.

   Comprei as coisas necessárias para viver aqui, como sabão  em pó e outras coisas e aproveitei para sondar  a região. O bairro, pelo que eu soube, é nobre, então, fora a gente aqui, o pessoal em volta é pelo menos classe média alta ou rico. Para ter uma idéia, hoje eu vi mais de 15 Mercedes e BMWs...

   Ainda não tive a chance de ver a faculdade. Hoje deve ser o dia do registro (preciso de uma carteirinha para provar que eu sou estrangeiro por aqui...), então talvez só consiga ver a faculdade amanhã ou depois.

   O pessoal aqui é bem legal, e pelo jeito não vou ter problemas de me informar...

   Assim que eu puder, pego um trem para outros bairros para ver a cidade propriamente dita.

   Mal posso esperar para conseguir uma câmera. Já vi um monte de coisas que merece ser fotografada.

Grande Letra
Fausto
08:03

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Viagem ao Japão: Parte 2

Depois do chá de cadeira no avião de quase 20 minutos, tivemos de embarcar em um ônibus. Enquanto estávamos entrando, tive a chance de ver o avião em que eu ia entrar depois. Comparado com o Airbus da Tam, o avião da JAL (não lembro a classe) era duas vezes maior.

Enquanto esperava a partida do ônibus, fiquei imaginando como deve ser difícil manter organizado um aeroporto dessas dimensões...

Uma coisa que me chamou a atenção foi que o pessoal da TAM falava apenas em português, ao invés de tentar falar alguma coisa em inglês...

Depois de chegar do aeroporto, liguei, assim que pude, para minha mãe e fiz o checkin. Depois, tentei ligar para a minha namorada, mas ela não atendeu... :( Depois disso, resolvi lanchar no McDonald's e comprar algumas bugingangas como um chaveiro... Antes de embarcar, consegui falar com o meu pai.

Embarquei sem problemas.

Quando cheguei no meu assento, 50H, tive uma boa surpresa: no avião as TVs eram individuais. Deu para assistir a decolagem através da câmera frontal do avião, que partiu sem problemas

A chegada em NY foi bem tranquila, muito mais que eu esperava. Com toda a histeria que vem sido relatada recentemente, imaginava que eles fossem virar a gente de cabeça para baixo e sacudir para ver se caía algum tipo de bomba ou coisa parecida.

O único inconveniente foi a encheção que é a viagem longa...

Depois de sair do avião, foi feita a entrega de documentos à imigração, incluindo aquele formulário onde você promete que não é terrorista, nazista ou traficante de drogas...

É claro, passamos pelos raios-x. O interessante é que os americanos mostraram que aprenderam com a experiência: meses atrás uma pessoa conseguiu entrar no avião com uma bomba no taco do sapato. Então, além de ter de colocar a bagagem de mão no RX, tivemos de colocar também os sapatos e o casaco. Na verdade, nem todos. Eu, por exemplo, estava de tênis e não precisei. Pensando bem, é meio idiota isso: é perfeitamente possível colocar um C4 denrtro de um Rainha System. Como esperava, o pessoal da segurança era medianamente grosso.

Diferente da última vez que estive de passagem em NY, deu para passear um pouquinho (na área de embarque). Ao invés de ter de ficar na área limitada, a gente foi autorizado a passear um pouquinho e deu até para comprar um chaveirinho de lembrança.

Como a gente chegou 9:00, a viagem demorou coisa de mais ou menos 10 horas... Sem considerar, é claro, que minha viagem não começou em São Paulo, mas sim quatro horas antes em Bsb.

A espera em terra foi bem curta, cerca de uma hora. Deu tempo para ligar para meus pais e namorada.

A viagem seguiu tranquila e tediosa, como esperado. Eu desta vez tomei o sábio cuidado de ficar no corredor, então foi mais fácil evitar ficar com aquela dorzinha nas pernas...

Por um número eu não peguei um lugar melhor no avião. O 50H era final de grupo de cadeiras, o que era bom, porque ninguém ficava chutando suas costas. Mas o 51H era início de grupo, então daria para esticar bem as pernas...

No avião tinha um negócio chamado Sky Oasis, onde dava para petiscar alguma coisa ou tomar um suco ou chá. Como o avião estava extremamente seco, eu ataquei as bebidas quase a viagem inteira...

Ao final de 15 horas no avião, finalmente aterrisamos. Houve, como de costume, a checagem final de documentos e recolhimento de bagagem (sem revista). O que levou mais ou menos uma hora... Pelo menos estávamos em pé e dava para aguentar melhor...

Notei que os japoneses não dão preferência nem para idosos nem para mulheres com crianças na fila. Tinha uma mãe que estava preocupada com o filho, que estava meio jururu com a espera, e se deu preferência sozinha. É claro, não tinha nenhum desalmado na frente dela que não desse passagem e cedesse o lugar.

Na saída, um japonês, membro da AIEJ (uma associação de apoio a estudantes) estava esperando a gente. Ele nos recebeu da maneira mais calorosa que eu poderia esperar: nos deu uma pequena 'mesada' de 25.000 ienes, o que não é muito, para os primeiros dias no Japão, mas já é uma mão na roda. FInalmente, fomos mandados para o hotel, onde a gente ia pernoitar uma noite para ser mandado no dia seguinte cada um para sua faculdade.

Eu achei um pouco estranho, já que eu ia para Tóquio, e dava para ir no mesmo dia. Bom, era grátis, então não reclamei. Pensando bem, acho que não mandaram porque era domingo e não ia ter ninguém para me receber.

Como ainda tinha alguma disposição no dia, aproveitei para voltar do Hotel ao aeroporto a pé (levava cerca de 10 minutos) e ficar zoando por lá um pouquinho.

A primeira parte até Nova Iorque demorou 9 horas e a temperatura local, segundo disseram, era de 10 graus...

Grande Letra
Fausto
07:53

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Monday, October 06, 2003
 

Notícia urgente:

   Acabei de chegar no dormitório onde vou ficar. É bem legal, mas os detalhes ficam para depois.

  Descobri que eu PRECISO assistir as aulas de karate. Não que as aulas sejam obrigatórias, mas o professor é Tetsuo Narikawa!

  Se isso não chama muito a atenção, então pasmem, ele atuou no passado na televisão. Seu papel era...

SPECTREMAN!MAN! MAN!

   Infelizmente, nem o Dr. Gori e nem o Karas participam da aula... :)

Grande Letra
Fausto
13:32

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Viagem ao Japao: Partida.  

Cheguei no aeroporto bem na hora. Na verdade, tinha planejado chegar quase uma hora antes, mas no final das contas deu tudo certo. Para ser sincero, estava relativamente feliz, porque tinha terminado de fazer tudo que precisava antes de partir (espero nao lembrar de nada que eu tenha esquecido de fazer!). Por outro lado, estava um pouco triste porque deixei para tras entes muito queridos, e ja estou com saudade... Se pudesse, levava todo mundo comigo na mala... Bom, considerando o peso, delas dava para imaginar isso. As malas deram o peso total de 71 quilos... Pensando bem, eu consegui leva-los comigo (no coracao)

Como eu esperava, teve um pouco de choro na partida. Minha mae, irma e namorada ate conseguiram segurar bem, mas nos dois minutos finais... Ate que foi bom, pois se tivesse comecado mais cedo, eu acabava me juntando a elas... hehehe.

Estou digitando da rua agora, vou ter de continuar depois, pois o dinheiro esta acabando...

Update:

   A decolagem foi tranquila, fora uma pequena espera de 10 minutos. Mas não foi um grande problema, porque justo quando eu notei que estava demorando o avião foi autorizado a decolar.

   Nos primeiros instantes da decolagem, lembrei um detalhe pertubador: Estava num avião da famigerada TAM, o que poderia ser motivo para preocupações.

   Fora a engasgada inicial e os primeiros momentos da decolagem (parecia que o avião estava andando sobre "costelas de boi" numa estrada), a viagem foi tranqüila.

   Finalmente, depois do generoso jantar de bordo (um sanduíche -quente, é claro), tomei umas pequenas notas e me aprontei para cumprir um compromisso muito importante: Fechar os olhos e tirar um cochilo.

   Consegui dormir até por um bom tempo. Em certo momento, o capitão começou a dar as mensagens de boas vindas genéricas aos passageiros e anunciou que nosso pouso seria às 21:10. Voltei a cochilar até  que o avião entrou em preparativos de pouso. Fiquei impressionado com a precisão: Exatamente às 21:10 o avião colocava as rodas no solo. Infelizmente, eu estava engarrafado e demorou bem uns 20 minutos para o avião chegar ao portão de entrada.

   Por enquanto eu vou ficar com isso, e depois atualizo com mais noticias

Grande Letra
Fausto
10:22

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Thursday, October 02, 2003
 

Sonho número 327:

(inventei o número agora)

Já que não estou lembrando dos meus sonhos recentemente, resolvi colocar um dos antigos, que vale a pena ser relembrado.

Um belo dia (no sonho, é claro) estava andando por um parque, parecido com o parque da cidade. Em dado momento cheguei numa parte onde tinha um grande campo de areia (onde costumam colocar tendas de circo, ou coisa parecida). No meio deste campo, havia um 'copo' gigantesco (a forma lembrava um copo), de coisa de 20 metros de altura, com uma pequena passarela estreita sobre ele, para uma pessoa passar. Dentro do 'copo' havia dois enormes tubarôes. Enorme é apelido: eles tinha pelo menos quinze metros, e nadavam tranquilamente dentro do copão. De repente eles começaram a se debater, com tanta violência que a zeladora dos tubarões (que oportunamente estava alimentando os bichos naquela passarela justo naquela hora) teve de se agarrar no corrimão para não cair e ter um final cinematográfico.

Os tubarões continuaram se debatendo, e o copão acabou por cair, justo na minha direção. O mais interessante é que eu, inabalável, continuei parado ali, feito uma múmia, vendo o acontecimento. Mas deu tudo certo. O copo caiu, a água se espalhou por todo o lado (menos o meu, que coincidência), e os tubarões acabaram tombando na minha frente, com a bocarra aberta.

Eu, imóvel, mas não de medo, fiquei olhando aquelas bocas de mais de 5 metros de altura cheias de dentes na minha frente, impassível.

Se fosse de verdade, em que momento será que eu ia apagar de medo? :)

Grande Letra
Fausto
09:20

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Mais um dia quente,

Bom, aqui estou eu me preparando para viajar (faltam dois dias!). Como de costume ainda há um montão de coisas para fazer, somando a mais algumas que só podem ser resolvidas na véspera das vésperas... Tudo bem, deixa prá lá. Hoje eu quase terminei de arrumar as coisas para levar de presente (o famigerado omiyage japonês). Estou com medo de ser parado na alfândega como contrabandista de presentes! Um dos grandes problemas em se conhecer um monte de japoneses é ter de levar um monte de omiyage para eles...

Mas de qualquer forma estou me preparando. O estranho é que apesar de eu saber que daqui a três dias já não estou mais aqui, ainda não caiu a ficha... Bom, deve cair só quando eu estiver dentro do avião... Acho que eu ainda não consegui descansar completamente das coisinhas que me atormentaram esses tempos. Não que eu tenha tido um ano ruim, mas a gente lembra mais fácil das  picuinhas que das coisas boas. Não se preocupe (quem estiver lendo), eu ainda sou otimista e tenho certeza de que tudo vai dar certo...

Mudando de assunto, estou começando a pegar gosto por Blog. Acho que escrever um pouco ajuda a aliviar as tensões...

Uma coisa me preocupa: eu tinha como um dos objetivos principais do blog relatar meus sonhos, que em geral, tem tempero suficiente para serem apreciados... Infelizmente, recentemente (dois 'mentes' juntos pode?) eu não tenho conseguido lembrar dos meus sonhos e quando eu acordo, simplesmente não lembro de mais nada: fica vazia a mente! hehehe :) )

Bom, vamos suprir a parte diário do blog: ontem eu almocei com bons amigos, o que foi bom. o macarrão (do Gordeixos) até que estava gostoso, mas acho que o pessoal carrega muito no molho, para fazer com que os fregueses não repitam demais e eles fiquem no preju! Como o sistema era de bifê de massas, a suspeita ainda é maior. Não é exagero, o espaguete estava nadando em molho branco.

 

Grande Letra
Fausto
09:11

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