Brasilia Music Festival: Impressões
Vou aproveitar a chance para falar bem de alguma coisa... :)
No fim de semana passado fui com minha namorada, minha irmã e meu 'cunhado' ao BMF e gostei.
Contrariando todas minhas expectativas, foi tranqüilo e agradável. Havia muita gente, mas ninguém chegou a pisar nos meus pés, o que é ainda mais inacreditável considerando que eu fui de sandálias, o que, pela lei de Murphy, forçaria qualquer pessoa disponível calçando corturnos a pisar (por acidente, é claro) com todo seu peso nos meus indefesos pés (de preferência em ambos).
Já de início o show começou pegando fogo, literalmente. Um pouco depois de a gente entrar, uma das barracas perto da entrada pegou fogo e dava para ver de longe a labareda levantando. Imagino que a brigada antifogo deve ter se mobilizado rápido, já que não durou muito tempo. Pode ter simplesmente acabado com tudo que tinha para queimar por perto, mas pouco importa... :)
O único inconveniente (passageiro) foi uma das figuras clássicas de show: o maluco que começa a dançar alucinada e freneticamente, como se alguém tivesse colocado um escorpião E uma lacraia dentro de suas calças, independente do ritmo da música que estiver tocando. Bem no início, na hora do show dos Titãs (bom, não é o início mas é quando nós chegamos), tinha um desses malucos, que foi 'possuído' assim que os Titãs pisaram o palco e começou a pular de um canto para outro, no nosso lado. Para ele, o espaço 'mínimo' para uma boa dança era de uns 15 metros, pois era o que ele estava usando para pular. O impressionante era a disposição dele, de ficar pulando por mais de uma hora... :) Felizmente, uma hora ele resolveu pular em outra direção e não quicou de volta.
A poeira realmente era um problema, mas não tão grave quanto do dia anterior, pelo que a gente ouviu. Acho que não tinha tantos grupos animados como no dia anterior.
A segurança não deixou a desejar. Havia uma enorme gama de seguranças, policiais e bombeiros, prontos a exibir seus belos uniformes, sempre que requisitados e eventualmente ajudar alguém que precisasse. Bom, sem sacanagem, realmente eles pareciam trabalhar bastante. Não só quantidade, havia uma grande variedade: tinha uniformes laranjas, amarelos, cinza, pretos, azul, de camiseta, macacão, todo tipo imaginável (bom, acho que não tinha verde)...
O espaço, apesar de muito mal preparado, foi suficiente para abrigar confortavelmente as pessoas mais importantes desse show: eu e o grupo que estava comigo. Não tivemos o menor problema para encontrar um lugar amplo e relativamente confortável (era terra batita, mas tudo bem) para ficarmos sem que mais um dos lugares-comuns de shows acontecesse: aquela multidão de folgados que acha que o único jeito de se chegar a algum lugar é esbarrando em todo mundo pela frente. Considerando que eu sou um verdadeiro imã para esse tipo de gente, foi quase um milagre ninguém ter esbarrado em mim.
A comida e bebida estavam a preços mais acessíveis que o esperado e nem era tão caro assim. Um sanduíche natural, que custa coisa de 2,50 na praça estava por três. Considerando a zona de monopólio onde a gente estava, até que eles maneiraram na exploração.
Com todos esses elementos favorávies, a gente seguiu assistindo o show tranquilamente, até que o cansaço bateu e forçou a gente a arriar a bandeira e voltar para casa, lá pelas três da matina. O saldo final, foi positivo, sem baixas nem feridos, com uma boa dose de diversão e muito cansaço.



